30 de setembro de 2009

My fucking other fucking side

Haverá, alguma forma digna de acabar o que quer que seja?



http://www.youtube.com/watch?v=9TAoh5dgqKE



a letra, poema líndissimo:



"In fear every day,m every evening,
He calls her aloud from above,
Carefully watched for a reason,
Painstaking devotion and love,
Surrendered to self preservation,
From others who care for themselves.
A blindness that touches perfection,
But hurts just like anything else.
Isolation, isolation, isolation.
Mother I tried please believe me,

I'm doing the best that I can.

I'm ashamed of the things I've been put through,

I'm ashamed of the person I am.
Isolation, isolation, isolation.
But if you could just see the beauty,
These things I could never describe,
These pleasures a wayward distraction,
This is my one lucky prize.
Isolation, isolation, isolation, isolation, isolation."

Ian Curtis, Joy Division

29 de setembro de 2009

A banda sonora que me acompanhou enquanto trabalhava, por esta noite dentro, noite, com quem cada vez mais, me identifico apesar de adorar a luz.
http://www.youtube.com/watch?v=TkVDp8FxZWg
e regresso às origens

Conto Chinês

"Certa tarde, chegou à cidade de Akbar um sábio. As pessoas não deram muita importância à sua presença, e os seus ensinamentos não conseguiram interessar a população. Depois de algum tempo, ele tornou-se motivo de riso e ironia dos habitantes da cidade.
Um dia, enquanto passeava pela rua principal de Akbar, um grupo de homens e mulheres começou a insultá-lo. Ao invés de fingir que ignorava o que acontecia, o sábio foi até eles, e abençoou-os.
Um dos homens comentou:
- Será que, além de tudo, estamos diante de um homem surdo? Gritamos coisas horríveis, e você responde-nos com belas palavras!
- Cada um de nós só pode oferecer o que tem – foi a resposta do sábio."

28 de setembro de 2009

A amiga dela II

"Profícuo", era uma palavra que ela tanto prezava, a que muita graça achava. Eu também achava graça à sua atitude e riso infantil, à expressão do seu rosto e sorriso, quando tal vocábulo surgia.
Profícuo, é o que sou -às vezes- (sem me querer gabar) e se revela na enchurrada de textos que aqui vou colocando, sem qualquer interesse, sem qualquer relevância. Mal escritos, como ela tanto detestava, mal organizados e, onde, não consigo dizer aquilo que sinto realmente.

Morrer de amor, por amor


Sempre quis que fosses tu a puxar o gatilho. Para morrer de amor, que fosse nas mãos certas. Pedi-te que o fizesses, para assistires ao meu fim e poderes descansar, finalmente. Mas não esperava que o fizesses, quando eu o menos esperava e mais de ti precisava.

Ode gráfica - BBW






P.S.- qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

Fetish (actualizado)







27 de setembro de 2009

Também eu tenho medo da "página" em branco, do que dizer e como. è um turbilhão que me varre.
Sei que te queria beijar, só um beijo. mas a ansiedade é muita e sinto-me desnorteado, sem te conseguir encontrar.
O pensamento, o desejo, o bater do coração é muito rápido, mais rápido que eu.

Proibições

Primeiro o tabaco, depois o tabaco com sabores. pelo meio, a quantidade de sal no pão.
Que virá depois?
Bem sei que estas proibições são para o bem de todos ou de muitos, pelo menos. Mas, e a velhinha hipótese de escolher,d e decidir e ser responsabilizado por isso? ou se eu optar comer um pão com mais sal também provoca mal estar, doenças cancerígenas nos outros?
resumindo: esta merda parece o mundo que Orwell ou o Admirável Mundo Novo tão bem descrevem e, do qual, todos se riem, considerando impossível.
Lembro-me do filme A Onda, que retrata uma experiência real, em sala de aula, de recriar uma ditadura e que foi levada a extremos. E fico desassossegado, perturbado.
Estranho esta merda toda.
Nem de propósito! Daqui a umas horas abrem as urnas.

Banda sonora

Sozinho, empacotando e desempacotando coisas, vazio, a pensar em milhares de coisas, sem me fixar em nenhuma, a pensar no que hei-de de dizer aqui, nos sentimentos, etc etc, dou por mim, felizmente a ouvir musica.
Nada de novo na lista, mas relembro e oiço calmamente e disfruto desse prazer imenso que é a música, da liberdade, calma, evasão, força que ela dá e transmite.
Não sei se é o meu estado de espírito que conduz, que forma a lista de cd's, vinis que vou ouvindo, ou se o contrário. Sei que sabe bem, que é bom. O escuro e o som. Só isso. A calma. Bom, muito bom. Não me lembro da última vez que isso aconteceu. à medida que escuto as musicas, o sentimento de náusea, de tristeza, de desalento, em suma, tudo o que é negativo e constante em mim vai desaparecendo, vai sendo comido pelas melodias que vou ouvindo.
Umas, oiço apenas uma música ou outra, abandono outras aos primeiros sons, mas demoro-me em

  • Richard Hawley

  • Ed Hartcourt

  • Spain de Josh Haden e o álbum do seu pai com Pat metheny

  • na banda sonora do Carteiro de pablo neruda

  • na banda sonoro de Fala com Ela

  • Koop

  • Micatone

  • Red House Painters e no seu brilhante vocalista a solo: Mark Kozelek
Ainda experimentei um jazz, mas só consegui ouvir a Norah Jones e alguns temas.
lembro-me de repente Michael Cashmore com Antony. Uma paz, um calor puro, puxa-me pela mão e leva-me para a cama. As ideias suicidas, de náusea, de vazio, de estranheza como em Camus, esvaem-se. Uma nova tentativa fica para outro dia. O fim adiado novamente, apesar de já tudo ter terminado.

25 de setembro de 2009

Disney, Super-heróis II

Pois é, de manhã, lá vinha eu a voar na moto e lembrei-me...pá...a Disney também tem os Marretas. Até me arrepiei...o gonzo a pinar alguém com o seu narizinho...o Fozzy a levar tau-tau. só pode, só o imagino como sub...o cientista maluco mais o seu assistente a inventar uma qualquer engenhoca fodilhona ou a super-invenção para um super-heróia que passa a sua admiradora e lhe esfrega a cabeça careca com as suas super mamas. A Miss Piggy, fiel, mas potente como é, não acredito que não salte a cerca, essa só mesmo um gang bang para acalmar as hormonas. O Animal, meu deus, com toda aquela energia, há de dar boas stickadas na MArgarida do Donald.
O patinhas vai à falência de certeza. Até o seu cêntimo da sorte vai perder. Tou mesmo a ver aquela chavala que tira a vida a ameacá-lo: ou me dás dinheiro para ir às compras ou apalpo-te os tomates!!!...e lá vai a caixa-forte ficar vazia!
O Gastão, vai ensinar o Donald a engatar uma super-heróia e vai logo engatar a melhor delas todas, claro.
Será que os velhos dos MArretas afinal são pedófilos e querem papar o Huguinho, o Zezinho e o Luizinho?
O homem-aranha, de certeza, é um Dom. Amarra-as aos tectos com as suas teias, depois sobe por elas a cima e dá asas aos seus super-poderes. A vestimenta é que não deve ser prática, ou então fica só de máscara, mas meninas, não lhe peçam o belo do minete, que ele não se pode desmascarar (peçam ao Pluto), depois claro, como repórter fotográfico, vai documentar as suas sessões de bondage. A primeira, deve ser a MAga patológica e deve levar c a sua vassoura, para aprender a ser uma boa menina.
O cenário já não era bom...e ficou pior.

24 de setembro de 2009

Gilles Lipovetsky

O sr. que coloquei no título deste piqueno texto, escreveu, há já uns anos, um livrinho muito famoso chamado, A Era do Vazio. Nele, o sr., defende uma ideia, que chama de, Homem Light.
Homem (ou mulher, entenda-se), que consome tudo light, quer tudo light (tou a resumir e de que maneira a ideia).
Pergunto-me, os gajos e gajas light, também fodem pela metade, e têm o prazer por inteiro?

23 de setembro de 2009

Carta ao Ilustre cronista do Dn, cujo-nome-nem-me-interessa

Ilustre Exmo. SR. Ilustre Cronista do DN,

tive eu, um anónimo cidadão e merdoso filho da puta porque funcionário público e pior, professor, a maravilhosa oportunidade de ler um seu ilustre artigo, onde, o Ilustre Sr. manifestava a sua ilustre opinião e sageza, ao que, me curvo perante tal Ilustre grandeza.
Teve direito, esse seu Ilustre artigo a grande foto da manifestação, desses porcos, chulos, que são os professores e, portanto, eu também.
Basicamente, o Ilustre SR, defendia, no seu ilustre artigo, que os professores são maus e merdosos porque não queriam ser avaliados e agora estão contra um governo que inova yada yada.
Ilustre SR, queira agora, ouvir uma história, FACTUAL, que me envolveu a mim, nesse, também Ilustre ideia, que é a avaliação dos professores nestes moldes.
Fui eu colocado em cascais, na Escola SEcundária da Cidadela. Quando chegou a hora da avaliação, simplificada, lá fiz a minha parte e a escola a sua. A escola, pela sua "presidente" disse-me: propomos para ti um "muito Bom". Ao que fiquei radiante.
Mas teriam de haver uns ilustres Srs. que teriam de validar essa proposta de notae não a validaram. POrtanto, alguém que nunca me viu, não assistiu aos esforços para ajudar a superar as dificuldades dos alunos, não assistiu ao meu empenho e esforços por dar algo à comunidade escolar, vetou a nota proposta, por quem, todos os dias convivia comigo e com os alunos e a restante comunidade escolar. Vetou-a por duas ilustres razões brilhantes: ou acharam que eu não o merecia, mas como poderiam sabê-lo apenas baseado num punahdo de folhas e relatórios, o que é uma ilustre e inteligente razão ou melhor, já não havia mais quotas para Muito Bom naquela escola.
Sem outro assunto, despeço-me Ilustre SR. pensador e conhecedor da realidade.
Hoje, quando me deslocava para o trabalho, montado na minha BM, comecei a cantarolar estas músicas. Foi a desgraça! Arrassei com o depósito e estava semrpe à espera que a top case saltasse.
Dos 120 kmh a que circulava, aumentei para os 160 kmh. Até aos 180 foi um instantinho. Na minha cabeça estas musicas continuam a soar e cada vez com mais força. "que se foda!", pensei. Injectei a adrelina toda, vivi a memória de vida destas melodias. Transfigurei-me. Tornei-me nas palavras, batidas destas músicas, nos seus sentimentos. Quando voltei a olhar, já ia nos 220. Senti que aguentava mais. A mota, essa aguenta-se de certeza (já bateu no fundo, nos 240 khm), mas a estrada não era famosa e levava a top case. Fui assim uns bons minutos. Maravilhoso. Ao fim de uns minutos estava liberto.

http://www.youtube.com/watch?v=yG7334OWRkg (Humanos - Quero é Viver)
http://www.youtube.com/watch?v=Ii1Y98ziXYA (Roni Size - Morse Code)


Espero sempre morrer em cada lágrima que derramo. Renascer de dentro para fora. Renovar-me.

22 de setembro de 2009

21 de setembro de 2009

Bondage


Gosto, quando, depois de te dar banho e tratar de ti, nos metemos na cama e me agarro a ti com tanta força, que as tuas mãos ficam presas e, eu, incapaz de fugir de ti.

Diálogo

Agradecem-me um mail, as palavras simpáticas e lisonjeiras.
Desenho um sorriso, sinto um certo inflamar, ligeiro, para não me entusiasmar.
Imagino -sublinhe-se a palavra-, que essa pessoa me vai mandar um mail a fazer um convite, que essa pessoa me considera digno disso. Que vai ser agradável a ambos.
Nos diversos sites de relações sociais -acho que é assim o seu título-, pedem sempre para falarmos sobre nós. NUnca sei bem o que dizer, ou falo apenas nos meus gostos, numa tentativa de chamar a atenção, desviando as atenções dos defeitos.
Sou nervoso, impaciente, impulsivo, carente -em todas as acepções da palavra-, amigo, apaixonado facilmente, louco por agradar, desejoso, sempre, de um elogio, de "cair bem", de ser "bom", quando sei (por baixa auto-estima) que sou discreto, incapaz (às vezes), destemido, depressivo, triste, muito e alegre, bem disposto.
Em suma, sou um misto de contradições, capaz do bom e do pior. Pelo meio tenho uns rasgos não-sei-de-quê-bons.
Sou, mais um mortal, mais um apenas, com defeitos, muitos provavelmente, algumas qualidades, mas muito terno, meigo, carinhoso, que quer muito, que deseja ser querido para se manter vivo.
Por isso, a ti te digo, não te espantes, com nada do que de mim surgir.
(talvez incompleto)
Beijos Carinhosos, Amigos, Profundos, Fortes.

Diz-me que é por mim e para mim que diriges a tua atenção!
Que é por mim que esperas!

20 de setembro de 2009

O não meu sexo II

Vejo uns episódios de uma das minhas séries de culto: Seinfeld.
Seinfeld, george e Elaine, senatdos no café. Falam sobre a namorada do Seinfeld, que, anda nua, sempre, pela casa. Pergunta o Seinfeld:
"S-porque é a nudez feminina tão bonita e a masculina tão horrorosa?
george entetanto come, escuta apenas, ams como anti-tudo que é, limita-se a comer desenfreadamente e apenas acena a cabeça.
Elaine resopnde com a voz e commuam representação, muito muito boa -acho eu-:
E- Bem...o corpo feminino é...é artístico, nas suas formas, elegância.... o masculino é utilitário, os pêlos, etc. o corpo masculino, é como um jipe."

18 de setembro de 2009

Serenity Now

Tentei ligar, sem sucesso. Queria desejar u bom fim de semana, ouvir-lhe a voz.
Vejo o Seinfeld e aprendo coisas importantíssimas como:
"Acabar uma relação é como derrubar uma máquina de coca-cola! Não cai à primeira, é preciso empurrar para um lado e para o outro, só depois cai!"

Faço o jantar: vegetais salteados em azeite com uma infusão de cardamomo e um medalhão do ganso frito. Vou beber uma Chimay de 0.75. Coisa que já não bebo há muito e é excelente. procurei Golden Draak, mas não encontrei. termino com chave de ouro com um haagen-dazs.
Talvez vá ao cinema depois, ou oiça musica..não sei. tenho as aulas preparadas para a semana toda que aí vem.ou talvez me perca na fnac...

Sem comentários.

"In Australia more than 70,000 people declared themselves members of the Jedi order in the 2001 census. The Australian Bureau of Statistics issued an official press release[3] in response to media interest on the subject. The ABS announced that any answers that were Jedi-related in the religion question were to be classified as 'not defined' and stressed the social impact of making misleading or false statements on the census. An ABS spokesperson said that "further analysis of census responses has been undertaken since the release of census data on June 17 to separately identify the number of Jedi-related responses".[4] It is believed that there is no numerical value that determines a religion per definition of the ABS, but there would need to be a belief system or philosophy as well as some form of institutional or organisational structure in place.[5][6]
In the lead-up to the 2006 census, there were some reports of the ABS writing Jedi on the 2006 census could lead to a fine for providing 'false or misleading' information. This is despite previous admissions that they were 'fairly relaxed' about the issue in 2001 and that nobody had been prosecuted in at least 15 years.[7]
The result of the 2001 census can be seen in the "No Religion" figures. In 1996, "No Religion" accounted for 16.6% of census respondents - a figure which dropped to 15.5% in 2001.[8]. In 2006, "No religion" increased to 18.7% of census respondents.[9] Those who declared themselves "Jedi" in 2001 were therefore likely to have been of "No Religion" or possibly just spiritually minded people who thought it was humourous."

Neste preciso momento

É quando entra o saxofone que me encolho todo, me apercebo da minha pequenez e limites. è quando o sax entra que choro, as marcas na cara acentuam-se. Quando entra o sax, morro, o sangue escorre-me do corpo. Tudo está cheio.

Pele


Como as cobras largam a pele, também eu largei esta minha pele, dando-a, oferecendo-a. Ao fim ao cabo, um pedaço de mim que dei e ficou para trás.

O não meu sexo

J., é o meu nome. O meu primeiro nome. I., o segundo. J.I., o meu nome pessoal, os nomes com que me identifico. São os nomes dos meus dois avós. João do materno, o outro nome, do paterno, por exclusão de partes. Adoro, incho todo quando penso nisso. Mais nenhum neto tem este privilégio, acho que é um privilégio, ter o nome dos dos avós, doss pais do meu pai.

O meu sexo, é portanto, o masculino. Nasci com a dita pila no meio das pernas e com as bolinhas anexas.

Devia ter-me chamado Ana PAtrícia (horroroso, se ao menos fosse Maria, Joana, Sofia). Tiveram azar. O avô paterno, cansado de tanto homem na família e julgando que era, finalmente a menina, que tantos desejavam, quando soube que era outro pilas, chateado, e porque fofinho, não foi a lisboa, à maternidade, ver-me, como fez com os outros dois netos. Mas sim, adorava-me como aos outros dois e, fazia tudo por nós. Não tenho saudades dele, nem dos outros avós, tenho falta deles, de ter convivido com eles, sinto falta da sua sabedoria, dos seus rostos, vozes, gestos, da linha forte, que eles eram, e que me agarravam à vida. Em suma, são, eram uma referência para mim.

Dizia, devia ter-me chamado Ana Patrícia,uma fêmea, mas saiu um macho, João.

Várias vezes pensei, penso, como seria se fosse uma mulher, se fosse do sexo feminino. Várias vezes pensei, penso, como é o sexo feminino, como é ser mulher. E sim, julgo, muitas, mas muitas vezes, que devia ter nascido mulher. Ou, desejo muitas vezes ter nascido mulher. Não sou cross-dresser, nem nunca tive curiosidade nessa actividade, apesar dos meus fetiches por saltos altos, lingerie, uns fios, pulseiras, uma maquilhagem leve, quase imperceptível, etc.

As mulheres são, historicamente, a vários níveis -literatura (até já nas narrativas míticas, como o Mito de Pandora), arte plástica, escultura, cinema musica, pintura etc- o "objecto" de desejo, que se quer ter, que se evidencia, que se destaca, que se coloca, em suma, numa espécie de altar. Pelo menos eu, coloco.

Coloco, por várias razões, a saber: os exemplos das mulheres da minha família, as duas avós e em especial a materna, a minha mãe. Mulheres muito ducteis, combatentes, resistentes, quase heroínas, por tudo o que suportaram, aturaram, aturam e por todos os brutais obstáculos que ultrapassaram. Pela sua sabedoria, lucidez, clareza de espírito, beleza, pelo amor infinito que me deram e dava-me, dão a toda a gente, pelo seu carinho e amizade. À minha mãe, em especial, por entender, até os meus silêncios. Abro um parêntesis, para lembrar que já só me resta a minha mãe, incapacitada por um avc forte. Mas, forte que é, resistiu, inclusivé a uma operação às carótidas, durante a qual foi declarada cadáver. E o ponto de morte para nós homens, sim elas precisam do espermatezóide, mas são elas, no seu útero, que guardam a vida e a carregam, por nove meses. São elas que colocam a vida cá fora.

O seu corpo, as suas curvas, a sua textura, a sua forma, a sua carne, o seu sabor, o seu sorriso, o seu olhar, tudo isso são marcas mais fortes que a nossa, a dos homens. Elas sabem que as desejamos e elas jogam connosco por isso, brincam connosco, fazem de nós o que querem. São elas -e não é opinião apenas minha, está comprovado pela psicologia e sociologia e antropologia- dominam a/na relação. Também por isso, elas sim, são o sexo forte.

As mulheres têm um arsenal de armamento para sedução, para atrair, para se evidenciarem e deixarem-nos completamente loucos que nós não temos.

É até sabido, por várias áreas do saber humano-não sou eu que o afirmo-, que o órgão sexual da mulher é mais complexo que o masculino e que, no acto sexual, são elas que têm mais prazer com a penetração.

Adoro esta imagem, esta pintura. Mostra tudo o que disse. A elegância, subtileza da mulher, beleza do seu corpo, mais a inteligência, representada no livro, mais o cigarro, que me dispensa comentários.
Está tudo nesta pintura. Linda.

Marilyn Monroe

"O sexo faz parte da natureza e eu sou pela Natureza."

17 de setembro de 2009

X e Y

"A sedução não tem que ver com raça ou classe. Mas só com raça, só com classe."

David Mourão Ferreira


P.S.- no prelo, o meu mais importante texto.

Manhã

O dia está bonito. Chama para uma surfada. Tenho saudades de sentir o sal do mar na cara, de sentir o vento e a água a escorrer pelo rosto. De sentir o movimento das águas. De estar só eu, a água, a luz, o céu azul...e o frio. Saudades do redondo da onda, da sua força, do seu beijo, da sua carícia e aconchego, saudados do seus dedos-espuma. Do seu som encantatório.
Na falta, injecta-se uma dose de adrenalina no corpo, ouvindo, até à exaustão, mais uma música indiscritivelmente bela.

http://www.youtube.com/watch?v=e74PetAlMqY&feature=related

15 de setembro de 2009

Disney e super-heróis

Agora que a a Minnie e Mickey têm novos inquilinos no prédio, não consigo deixar de pensar na confusão que aquilo há-de dar.
Há de ser tamanha a confusão, que as forças policiais hão-de ser chamadas a intervir...sem sucesso claro está, por causa dos super-heróis.
Bom, a questão para mim é esta: com quem é que a Minnie vai encornar o Mickey? Super-Homem? "This is a job...for super-man!!", depois ,o gajo despe-se...e a Minnie ou desmaia ou se esvai e saliva toda só de olhar! Com o incrível Hulk? ou com o Capitão América pra levar tau-tau com os 2 martelos do america man?! ou com o Wolverine e levar umas arranhadelas no rabinho e nas orelhas e umas roçadelas da barbicha nas costas?? ou vai preferir mesmo um gang-bang com estes mais o Surfista Prateado para levar uma pranchada?
E à Mulher Elástico? será que alguém dá conta daquilo? se é elástico!! há-de aguentar muitos e desse jeito nunca se dá por esgotadinha. Digo eu!!!
O Homem Invisível é que se vai safar bem!!! vai papá-las todas! e nem elas dão por isso!
Aposto que o Pateta, se vai finalmente revelar!
Será um bacanal descomunal!!
Ainda o Disney ressuscita à força, para arrumar e meter ordem na casa!!!

14 de setembro de 2009

Apetece-me dizer algo. Sinto necessidade disso. Mas não há ninguém para me ouvir e nem sei exactamente o que quero dizer, nem como.
Posso viver sem algumas coisas dos nossos dias, menos a música. Dispenso facilmente a tv, mas não a música. Como já dizia a escola pitagórica: "A música é a medicina da alma".
Estes dois, que se seguem, não me canso de ouvir, desde que os descobri. Felizmente, Anthony ando Johnsons, já pude ver, uma vez ao vivo.
Oiço estas músicas e parece que ganho asas, que o vento traz pós de cristal, perfumes de deuses, que o céu de enche de lágrimas, que sinto o ventre de minha mãe e lhe vejo o sorriso jovem, que não há problemas, que tudo é perfeito.

http://www.youtube.com/watch?v=ryhnvye7lvw

http://www.youtube.com/watch?v=46rf1AUJXRU

Esqueleto


8 de setembro de 2009

4,5

No início eram apenas dois, os pais. Depois três. Depois quatro.
Separámo-nos, e, agora, passados vários anos, os quatro novamente, como sempre devia ter sido, como nunca devia ter deixado de ser, como os astros e deuses quiseram.

Saudade

"Desiderium est libido vivendi ejus qui non adsit"