19 de outubro de 2009
U2 - Sunday Bloody Sunday: A meu irmão
De quando eu ainda gostava deles. Quando eles traziam, de facto, algo de novo...acho eu. A meu irmão.
Etiquetas:
Música
Jeff Buckley - Hallelujah (Live)
sei, que quando esta música toca, onde quer que seja, estamos juntos.
"The Art Teacher", Rufus Wainwright
Apaixonei-me por este cantautor ( :) ) e quando esse click se deu, jurei-me que não perderia o seu próximo concerto. Aconteceu no coliseu da nossa capital.Provavelmente um dos melhores ou o melhor concerto a que assisti. Superou as minhas expectativas, pelo melhor que há, em especial, ouvir, a voz dele, como ela é naturalemente, naquela sala histórica da cidade, valeu, por si só o bilhete. Foi um luxo, aquilo a que assisti e nãos ei mais alguma vez assistirei. para além disso, esta é, para a alguém, a sua musica favorita, ou uma das favoritas e minha também.
Etiquetas:
Música
Ian Simmonds Theme to Last Puma
em repeat, porque é grande som, porque combina com o meu estado de espírito, porque...porque, sa foda e sim, simplesmente
Etiquetas:
Música
Nightmares on wax - Morse
Em honra da sua amiga e porque, realmente, é muito bom som...acho eu!
Etiquetas:
Música
18 de outubro de 2009
Ainda na FNAC (e outras livrarias)
Um gajo, hoje, para comprar um livro, tem mesmo de saber o que quer comprar ou perde-se, como se perde a comprar outra coisa quotidiana sem importância nenhuma. As capas são tão bonitas que dá vontade de os comprar todos.
Etiquetas:
Devaneios
Na FNAC
...anunciam que "O vinil está de volta -ou de regresso-!". Correcção, minha: "de passagem"! se estivesse de regresso, não haveria uma data limite para o seu regresso que é até dia 21 deste mês,
Não para os lados da minha casa ou irmão e mais uns milhares, para nós sempre esteve cá. Felizmente vão existindo algumas lojas, sérias e boas para compra do clássico e soberbo de manusear e no som, vinil.
Entretanto o meu irmão faz-me uma inveja brutal, porque o Rui Borges terminou a construção do seu último modelo de gira-discos e, o número 1 vai para ele -meu irmão- e, de oferta!!!
Etiquetas:
Devaneios
16 de outubro de 2009
Conto de Verão numa noite de Outono
Fui sentido ao longo dos dias que me evitava, que evitava o contacto pessoal. Mas, mudou e, num repente, combinámos. Aceitou. Como se fosse mão divina, das tais forças, as energias de que ela falava, sem sequer ter necessitado mencioná-las, porque a entendi e acredito nisso também, chegámos no preciso e mesmo instante, na hora combinada e em que, nem sequer confirmei.
Dentro do carro, quando a vejo chegar, é claramente ela, não enganam as fotos. A minha testa e olhos e boca rasgam-se automaticamente, pela sua chegada, presença. Pareceu-me ter-lhe captado também um. Pareceu-me manifestar nesse sorriso uma surpresa, pela coincidência da chegada em simultâneo.
Desmonto da moto, tiro o capacete e sinto o brilho do meu sorriso, ela também sai do carro dirige-se a mim e dá-me a face. Beijamo-nos. Já não sei que falámos. Aquilo foi maior que eu.
Sei que ela conduziu a conversa, por muito tempo ou algum tempo. Lembro-me que ela disse: não queres ir ali beber um café? E sei que respondi afirmativamente.
Ela estava vestida de forma natural, e fá-lo-á sempre, acredito, não engana, é o que é e quem não gostar que se chegue para o lado e siga o seu caminho. Tinha a roupa para ir ao ginásio, mas consigo imaginá-la, enquanto estou com ela, de saltos e saia e uma blusa decotada.
Ela esteve sempre mais à vontade que eu, mas penso que, sendo embora muito nervoso, conversei e estive com naturalidade e falei espontaneamente com ela.
Muitas vezes, enquanto estávamos a falar tive vontade de lhe colocar a mão à volta da cintura, de me encostar a ela e sentir-lhe o calor, o volume do seu corpo. O seu corpo move-se naturalmente, não há ali artifícios. Recordo claramente o seu cabelo, liso, brilhante, que ela mexe de vez em quando e de vez em quando enrola-o na mão e agarra-o levantando ligeiramente os braços e isso provoca-me, porque as suas formas todas ficam expostas, as mamas, o pescoço, o rosto mais exposto, os braços… Tem uma face redonda, meiga, uns olhos verdes que parecem vitrais de uma igreja, os seus lábios são finos. Usa-os bem para fazer expressões provocatórias, sexys, de sedução, também sabe quando e onde, em que palavras deve juntar a isso um tom de voz próprio para a ocasião. Mas, o seu segredo está nas mãos. Mãos adultas, fortes, robustas. São as suas mãos, na minha opinião que a revelam. Mãos que revelam a sua força, a sua decisão e energia. Mãos que parecem mastros de uma caravela, arranjadas, suaves prontas para cumprir a sua obrigação, rumar um destino, buscar o essencial. São uma espécie de bússola.
Vamos falando naturalmente, sem pudor, sem preconceitos, com respeito mútuo e nenhum vai e vamos ficando e vamos falando. Demoramos alguns instantes nos seus homens ou neste ou naquele, oiço-a, sem qualquer problemas. Aceito-a como é. Oferece-me uma aresta do seu diamante, ou parece oferecer, não recusarei.
Na conversa que vamos mantendo, sorri de sorriso aberto, fresco e muito, mas muito natural e admite que tinha uma ideia negativa de mim e que por isso me evitava, mas afinal, pessoalmente, estava a gostar de mim, a vários níveis. Claro que lhe agradeço várias vezes e fico agradado com os elogios. Vai esboçando olhares, sorrisos e expressões do rosto ou palavras ou frases de sedução e revela-se aí muito menos presa e tensa que eu, mas tento corresponder.
Lá nos decidimos a ir embora até uma próximo encontro que desconhecemos onde e quando. Tento beijá-la nos lábios, que não aconteceu, mas deu-me um abraço muito terno, muito meigo. Separamo-nos e volto a abraçá-la com força e a fazer-lhe umas carícias. Beijo-lhe o cabelo fino, brilhante e, mesmo apesar de ser já noite, fim do dia, ainda está cheiroso, muito solto. Passo-lhe uma mão no braço esquerdo para uma carícia. Sinto-lhe o braço carnudo, muito quente, muito suave, muito doce, como toda ela e a memória que dela tenho e da sua generosidade.
Dentro do carro, quando a vejo chegar, é claramente ela, não enganam as fotos. A minha testa e olhos e boca rasgam-se automaticamente, pela sua chegada, presença. Pareceu-me ter-lhe captado também um. Pareceu-me manifestar nesse sorriso uma surpresa, pela coincidência da chegada em simultâneo.
Desmonto da moto, tiro o capacete e sinto o brilho do meu sorriso, ela também sai do carro dirige-se a mim e dá-me a face. Beijamo-nos. Já não sei que falámos. Aquilo foi maior que eu.
Sei que ela conduziu a conversa, por muito tempo ou algum tempo. Lembro-me que ela disse: não queres ir ali beber um café? E sei que respondi afirmativamente.
Ela estava vestida de forma natural, e fá-lo-á sempre, acredito, não engana, é o que é e quem não gostar que se chegue para o lado e siga o seu caminho. Tinha a roupa para ir ao ginásio, mas consigo imaginá-la, enquanto estou com ela, de saltos e saia e uma blusa decotada.
Ela esteve sempre mais à vontade que eu, mas penso que, sendo embora muito nervoso, conversei e estive com naturalidade e falei espontaneamente com ela.
Muitas vezes, enquanto estávamos a falar tive vontade de lhe colocar a mão à volta da cintura, de me encostar a ela e sentir-lhe o calor, o volume do seu corpo. O seu corpo move-se naturalmente, não há ali artifícios. Recordo claramente o seu cabelo, liso, brilhante, que ela mexe de vez em quando e de vez em quando enrola-o na mão e agarra-o levantando ligeiramente os braços e isso provoca-me, porque as suas formas todas ficam expostas, as mamas, o pescoço, o rosto mais exposto, os braços… Tem uma face redonda, meiga, uns olhos verdes que parecem vitrais de uma igreja, os seus lábios são finos. Usa-os bem para fazer expressões provocatórias, sexys, de sedução, também sabe quando e onde, em que palavras deve juntar a isso um tom de voz próprio para a ocasião. Mas, o seu segredo está nas mãos. Mãos adultas, fortes, robustas. São as suas mãos, na minha opinião que a revelam. Mãos que revelam a sua força, a sua decisão e energia. Mãos que parecem mastros de uma caravela, arranjadas, suaves prontas para cumprir a sua obrigação, rumar um destino, buscar o essencial. São uma espécie de bússola.
Vamos falando naturalmente, sem pudor, sem preconceitos, com respeito mútuo e nenhum vai e vamos ficando e vamos falando. Demoramos alguns instantes nos seus homens ou neste ou naquele, oiço-a, sem qualquer problemas. Aceito-a como é. Oferece-me uma aresta do seu diamante, ou parece oferecer, não recusarei.
Na conversa que vamos mantendo, sorri de sorriso aberto, fresco e muito, mas muito natural e admite que tinha uma ideia negativa de mim e que por isso me evitava, mas afinal, pessoalmente, estava a gostar de mim, a vários níveis. Claro que lhe agradeço várias vezes e fico agradado com os elogios. Vai esboçando olhares, sorrisos e expressões do rosto ou palavras ou frases de sedução e revela-se aí muito menos presa e tensa que eu, mas tento corresponder.
Lá nos decidimos a ir embora até uma próximo encontro que desconhecemos onde e quando. Tento beijá-la nos lábios, que não aconteceu, mas deu-me um abraço muito terno, muito meigo. Separamo-nos e volto a abraçá-la com força e a fazer-lhe umas carícias. Beijo-lhe o cabelo fino, brilhante e, mesmo apesar de ser já noite, fim do dia, ainda está cheiroso, muito solto. Passo-lhe uma mão no braço esquerdo para uma carícia. Sinto-lhe o braço carnudo, muito quente, muito suave, muito doce, como toda ela e a memória que dela tenho e da sua generosidade.
"I'm Singing in the rain", Gene Kelly
Devido ao cansaço, este vídeo, não foi aqui colocado ontem. Mas, faça-se justiça e, ei-lo!
15 de outubro de 2009
Hoje...

...de todos os que por lá andam, achei que este seria o melhor que ia com o meu ar fechado, pesado, sisudo de hoje, mas limpo e minimamente arranjado e com o blusão sport da mota.
Etiquetas:
Eu,
perfumes-alma
14 de outubro de 2009
Garrett e Manuel Saraiva
"Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui na alma...quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra; o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez...-foi um sonho-
Em que paz tão serena dormi!
Oh! Que doce era aquele sonhar...
quem me veio, ai de mim! Despertar?
Só me lembra que um dia formoso
eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos airavam,
em seus olhos ardentes os pus,
que fez ela?
Eu que fiz? - Não no sei,
mas nessa hora a viver comecei..."
Almeida Garrett
Que estranho destino é o meu que apenas me consente paixões ardentes e me faz esgotar em amores improváveis."
José Manuel Saraiva
Quem mo pôs aqui na alma...quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra; o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez...-foi um sonho-
Em que paz tão serena dormi!
Oh! Que doce era aquele sonhar...
quem me veio, ai de mim! Despertar?
Só me lembra que um dia formoso
eu passei... dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos airavam,
em seus olhos ardentes os pus,
que fez ela?
Eu que fiz? - Não no sei,
mas nessa hora a viver comecei..."
Almeida Garrett
Que estranho destino é o meu que apenas me consente paixões ardentes e me faz esgotar em amores improváveis."
José Manuel Saraiva
13 de outubro de 2009
Cat Power-Where Is My Love? mais racontecimento
É como se um pau, de várias pontas aguçadas, estivesse cravado no meu peito. Pequenas pancadas e o pau vai-se cravando mais e mais, abrindo mais a ferida, deixando as estranhas mais à vista e os sentidos mais distorcidos.
Correm rios de sangue, espesso, fétido, quente, do peito e com ele milhões de imagens, milhões de pensamentos,d e sentimentos, de desejos.
Choro baba e ranho e lágrimas, também elas de sangue.
Mais um a dizer o mesmo, a marcar a ideia, a não a deixar escapar e definir-me, no caso meu mano, um meu amor de vida. reitera mais uma a ideia a que já estou agarrado como...sei lá como uma merda qualquer. Isto não é, não pode, nem quero que seja literatura, até porque, sou incapaz do que quer que seja, portanto, já dizer isto é óptimo, para as minhas curtas vistas, vsitas de vistas e vistas racionais.
Diz-me ele, cito: "Pões as coisas num termos categóricos, como se fosse e só assim tivesse de ser, mas depois nunca é e vais sempre mostrando que nunca és, que nunca tens razão, que não és capaz."
12 de outubro de 2009
Mãe, minha querida Mãe
Estendo-lhe a roupa, ela está de roupa de dormir, despenteada e ainda com banho por tomar. Cozinha ou vai cozinhando, conforme o corpo vai deixando. Sentada. vamos falando, conversando, na nossa intíma intimidade, que sempre a ela me aprisionou, com um à vontade maravilhoso. Ela com a sua sabedoria e bom senso eu a segui-la apenas, despreocupado, calmo, tudo natural. De repente páro, começo a ouvir um choro fundo, sofrido, muito triste e estas palavras que aidna me martelam o peito e o coração e o hão-de fazê-lo até que eu morra: "ai filho, a tua melhor amiga está tão mal!".
Ao longe digo-lhe, vá tem calma, tou aqui, tamos todos aqui, que mais podes querer, calma vá não chores.
Ela lá vai parando.
Meu pai entra. felizmente não disparatou e tentou acalmá-la.
Como se a cena não fosse bastante dura para mim, só vejo na minha cabeça o que DEVIA ter feito e não fiz, o momento passou e não lhe disse, com um abraço, só um abraço e um beijo: AMO-TE MÃE.
Ao longe digo-lhe, vá tem calma, tou aqui, tamos todos aqui, que mais podes querer, calma vá não chores.
Ela lá vai parando.
Meu pai entra. felizmente não disparatou e tentou acalmá-la.
Como se a cena não fosse bastante dura para mim, só vejo na minha cabeça o que DEVIA ter feito e não fiz, o momento passou e não lhe disse, com um abraço, só um abraço e um beijo: AMO-TE MÃE.
Minha melhor amiga, disse ela, a minha melhor amiga. não me esqueço disso.
Amo-te Mãe.
onde estás? sinto-te falta! diz-me, sussura-me que me afagas o rosto, mesmo à distãncia, mesmo com todo o nojo que me tens.
vou-me deitar.preciso e oemxcesso de merdas legais que meti no corpo não me deixam aaguentar mais
Etiquetas:
Eu
Diversos Dispersos
1.Primeiro dia da nova toca do lobo, a emitir mais uma hora...começa a rasgar(Alice in Chains informa o António Sérgio, seguido de 2 de pearl jam), com grande som, eu é que, tou muito ensonado, cansado, abatido para apreciar. vou para vale de lençois.
2.910477254; enter outro 911 qualquer coisa, são alguns dos contactos que me t~em brindado com sms hard-core, algumas delas, outras mais soft e fofinhas - palavra que ela muito gostava e, depois de a pronunciar dava uma gargalhada menina inocente e fazia um carinha muito fofinha e adorável-. Nos dois caso enviei sms a perguntar de onde me conheciam e que eram. Ignoraram essas minhas sms interrogativas e continuaram. O primeiro à dias, mandou umas bem hard-core, quando perguntei/disse quem era e se me conheci limitou-se a dizer a idiotice idiota, como se a conhecesse e passo a citar:
"Goxtx d brincar ja dixe ke ele ta dormir eu tenho bebe a dormir e tu ja o acordaxt"; depois aidna mais tarde de ser agressivo, responde: "Eu n sei kem ex so te pd k n ligaxex ele ja dorme e eu tenho bebe dormir."
Ora se não me conhece quem é "ele" e porque me perguntou, antes disto tudo e citod e memória: "que cores escolherias pra mim - e depois apresenta varias cores, uams para amizade outras caringho e mais uma data de merdas) até q surge uma que se a escolhesse queria dizer que a queria foder." Ah e devia mandar aquiloa dez pessoas ou ir morrer mirrado e encarcilahdo que nem folha em outono e mais aquelas babuseiars todas!!
Tentei ligar milhões de vezes para esclarecer, nunca atendeu e desde sexta está sempre off line o dito número. Está com azar. Trabalhei na Vodafone. consigo que me vejam i imei usado no dito número e evr de quem é ou melhor, se está a usar outro número no mesmo imei e que número. Querem brincar?! bora!!
quem o faz? não sei! mas não é só a pessoas decentes, giras e inteligentes, que lhe acontece o "mal" pelos vistos. como me acusam do que não fiz também posso acusar, quem julgo ser impossível que faça isto!
3. Sexta feira. Última aula, era a turma de 10º ano de filosofia. Turma mediana, heterogénea. Vai-se no princípio e procura-se criara uma "ideia" doq ue é a filosofia e já abordaram várias ideias/conceitos. A certa altura, nessa aula, quando se discutia uma ideia presente no texto que dizia basicamente isto: a filosofia surge, pela necessidade que o homem de se compreender e explicar a si e ao que o rodeia, por isso a filosofia parte/começa com o homem ser um mistério e o que o rodeia ser um mistério. O problema está que, nunca acabamos". o texto, dizia qualquer coisa como isto. Diz o Luís, aluno vivaço, boa dicção a ler, atento e engraçado e com o jeito de miudo a querer entrar na adolescência:
"Então a filosofia é como o Monopoly!"
pergunto, frazindo a cara mas percebendo que havia ali qualquer coisa a ser clarificada e talvez de interedssante/importante: porque dizes isso ou qualquer coisa "como assim", ou explica o que queres dizer:
"Então, damos a volta ao tabuleiro e voltamos sempre à casa partida para começar a jogar novamente e nunca acabamos, Estamos sempre a começar"
Disse-o de modo À vontade, cheiod e confiança do que queria e ia dizer, de forma categórica. Eu desfiz-me quando ouvi estas palavras. Sorria por todos os lados, devo ter dado mil vezes os parabéns e ter agradecido ao miúdo. Disse mesmo que já tinha, aquele dia ter levantado para ir dar aulas, Fiquei contentíssimo e quando penso sorrio de orelha a orelha. Não porque tenha dito algo profundissímo, que ficará na história, algo muito técnico. SE calhar outros colegas meus de curso diriam que aquilo é um disparate, que aquilo não é filosofia. POis, mas eu fico muito satisfeito. Para mim, aquela frase, é sinónimo de um click na mente do aluno quanto À disciplina, que ele não lhe fica indiferente, que aquilo já lhe diz respeito e lhe interessa, que ele já tem uma noção do que é a filosofia. E isso, para mim, vale muito e, sim, acrdito que ajudei nisso.
10 de outubro de 2009
Nova Música
A globalização tem disto, a centenas de km da modernidade, da civilização, do progresso, do centro do que interessa, mas, onde o ar ainda a cheira a terra, as cores são mais puras, onde tudo parece ser melhor, excepto, darmos mais conta do nosso ser, oiço, nos discos voadores, boas novas: singles, de novos álbuns de: Air, Editors e Kings of Convinience...e Viriato 25 vai ter mais uma hora de programa. Fixe!
Aqui, ALENTEJO
"Arredores de Beja,
Eugénio de Andrade
Sentadas pelas portas as mulheres cantavam em
segredo,
os olhos iam-se pela tarde lentos e molhados,
regressavam em chama pelos campos ceifados."
"Notícia
Mário Cesariny
Em Portalegre o cemitério
Deita por cima dos ciprestes
No leve solto azul funéreo
O exterior véu de mistério
Que tem qualquer cemitério."
"Soror Mariana - Beja
Sophia de Mello Breyner Andresen
Cortaram os trigos. Agora
A minha solidão vê-se melhor."
in, Alentejo não tem sombra
Antologia de Poesia Moderna sobre o Alentejo
Ed. Asa
Eugénio de Andrade
Sentadas pelas portas as mulheres cantavam em
segredo,
os olhos iam-se pela tarde lentos e molhados,
regressavam em chama pelos campos ceifados."
"Notícia
Mário Cesariny
Em Portalegre o cemitério
Deita por cima dos ciprestes
No leve solto azul funéreo
O exterior véu de mistério
Que tem qualquer cemitério."
"Soror Mariana - Beja
Sophia de Mello Breyner Andresen
Cortaram os trigos. Agora
A minha solidão vê-se melhor."
in, Alentejo não tem sombra
Antologia de Poesia Moderna sobre o Alentejo
Ed. Asa
9 de outubro de 2009
Política
A candidata e, ainda presidente de Câmara de Salvaterra de Magos, pelo Bloco de Esquerda, dizia outro dia na TV e cito de cabeça:
-"Não há problema, nem incompatibilidade entre as duas coisas."
As duas coisas a que a Srª se refere sâo: ela defender os touros e touradas e o BE ter sido o único partido a apresentar um capítulo nas propostas às legislativas, que falava sobre touros e touradas.
Penso:
será que a Associação Cidadãos Auto-Mobilizados, vai também apresentar um candidato independente a todas as CÂmaras e que, todos esses candidatos defenderão, entre outras coisas -a título pessoal, claro-: street racing após o horário laboral e a ultrapassagem do limite de velocidade nas cidades, desde que, pelo menos, se jam respeitados os sinais luminosos?
Etiquetas:
Devaneios,
politiquices
8 de outubro de 2009
Klimt e Nuno Júdice
Faz-se o amor como se fosse um castelo
de cartas. Copas, paus, ouros, espadas. Um equilíbrio
difícil. Negros sobre vermelhos, damas e valetes
no meio de reis e ases. Ponho uma carta
sobre a carta que tu puseste; e tu acrescentas
a essa ainda outra. Até onde? neste jogo, não
convém respirar com muita força; evitemos
os gestos bruscos, os que deitam tudo abaixo,
de súbito; e espreitemos o olhar de cada um de nós,
quando nos preparamos para fazer subir o castelo.
Assim, ponho a minha emoção sobre o sentimento
que me confessas. Não precisas de me dizer;
basta que eu saiba que os teus dedos brincam
entre corações e manilhas; que a tua voz treme
quando o edifício se parece com um labirinto;
e quando ambos descobrimos uma saída, para um lado ou outro
da toalha. Na mesa, com efeito, podem já
nascer as flores, cantar as aves que brotam
de uma ilusão de primavera, ou morrerem frases
e borboletas que esvoaçam numa corrente de ar.
Por que abriste a janela? Agora que tudo caiu,
sem que um nem o outro tivéssemos feito alguma coisa
para isso, de quem é a culpa? Então,
aproveitemos este silêncio breve, enquanto a tarde
não chega, e recomecemos o jogo."
7 de outubro de 2009
Duckman vs King Chicken..e vão dez
ÃH!!! há lá mais profícuo que isto? um monte de verborreia discursiva sem, naturalmente qualquer interesse!!! nem para mim sequer, é quase caso para dizer, como naquelas autocolantes bem pirosos que se colam nas voitures: "Não me siga, ando perdido."
O que a seguir conto -imaginado da minha cabeça- é memorável e já devia ter um caderninho para guardar estas jóias que saem da minha cabeça:
-este silogismo não é válido portanto, porque...
e Duckman explica, o melhor que sabe, o melhor que consegue, segue a explicação literal no livro a ver se é mais perceptível que ele próprio e nada. Exalta-se, de ser impossível o que ouve. Exalta-se por gostar do que faz e isso ser um luxo maior que usar um diamante. Tenta e tenta mais uma vez explicar. Quando parece, quando julga que está a conseguir, vai tudo por terra.
-Mas isso é válido, está certo!
"Como?", pergunta o nosso fraco herói Duckman
-Porque só diz alguns e não diz quais e se nem diz todos então quer dizer que podem haver carros de outras cores, por exemplo pretos, até porque há outras cores, como o preto como disse à pouco, tenta argumentar -se o chega a ser- o vilão King Chicken.
Ao que o vilão alude, é ao facto do nosso fraco herói, tentar explicar porque é que, do silogismo:
Alguns carros são amarelos
Alguns carros são vermelhos
nenhuma conclusão se pode retirar, ou, se se retirar uma conclusão, a mesma será ilegítima e, consequentemente, o argumento(pseudo) considerado inválido. Claro está, que o nosso herói, por ser fraco, muito pouco capaz do que quer que seja, não tem pouca legitimidade, não tem mesmo é legitimidade nenhuma, para o que quer que seja, mas mesmo assim, contra tudo e contra todos, fazendo uso das suas raras capacidades tenta, fazendo uso de mais exemplos explicar tal facto. Pergunta o nosso miserável herói Duckman:
-"se eu disser: teus ténis são castanhos; meus ténis são cinzentos; que se pode concluir daqui?"
-"nada!!" diz o vilão King Chicken
e Duckman rejubila...mas em vão, resvala o astuto vilão, novamente para o non-sense. Duckman, o nosso triste herói espera até já ouvir que os carros andam para a frente e que às 15 h é de noite, que Newton não sabia que dizia. Os brilhantes argumentos do nosso querido vilão King Chicken voltam ao nível das cobras, que no caso nada se pode concluir porque são aqueles ténis em particular, porque se diz "estes" em específico, mas, quando Duckman diz: "alguns" ou "aqueles" já tudo muda de figura, poruqe não quantifica, não especifica exactamente, logo, sim, segundo o vilão é possível estabelecer relação entre casos particulares. Volta à carga Duckman, no seu franzino corpo e com a cabeça a ferver e a latejar, mas felizmente, a comportar-se com relativa dignidade devido aos seus amigos comprimidos anti-depressivos, ansiolíticos, etc, até que se dá por derrotado.
Etiquetas:
Da educação,
Devaneios
.,.,.,.,.,.,7,.,.,.,.,.,.,.,.,.,
Como no filme do gajo cómico, não me lembro o nome dele, aquele que fez o Mask e que também fez um filme de terror, ou suspense, ou do género chamado 23, senão erro. O gajo, por todo o lado vê o número 23, eu o 7.
Hoje é dia 7.
Escrevi o primeiro texto no mês 7.
Ela faz anos no dia 7, a outra no mês 7.
O Figo -ainda que eu desteste futebol-, usava a camisola número 7 e não a 10, que simboliza o melhor jogador.
Já Pitágoras dizia que 7 era o símbolo gráfico do sagrado, 7 dias para criar o Mundo, 7 dias da semana, 7 -mentira- cores do arco-íris, 7 pecados-capitais, até os Pixies -e outros certamente- têm uma música que diz: "...and if the Devil is six, than God is seven, then God is seven.."
Este é o sétimo (7) texto ou registo que aqui deixo hoje...foda-se...
"Suicídios"
Já são dois, os blogs que se calaram pouco tempo depois de eu por lá andar. E não me conheceram pessoalmente e até gostarem de alguns comentários que lhes deixei...imagino se me conhecessem e se não gostassem dos meus comentários...criava-se uma nova religião: os anti-jedi, the dark side of the force, certamente!!!
Etiquetas:
Devaneios
Alfredo Marceneiro-" Cabelo Branco É Saudade "
Sorrindo e com marotice implícita, diz-me: "estás mesmo a ficar velho!. tens pelos a sair das orelhas e do nariz.". Acrescento-lhe e re-digo: e muitos cabelos brancos, já, apesar de apenas 34 anos.
Red House Painters - Song For A Blue Guitar
Porque não adicionar os Red House Painters? Já cá deviam estar até!! Foi com eles que a aventura começou, na altura tinha eu o jipe...ficar calado agora, ouvir só, o resto, vem naturalmente.
6 de outubro de 2009
Combinações
"Assim, desde sempre, o jovem corre para a mulher: mas é bem o amor que ela lhe inspira?Ou não é antes o amor por ele próprio, a busca de uma certeza de existir que só a mulher lhe pode dar? Corre e enamora-se o jovem, duvidando de sim mesmo, feliz e desesperado; para ele a mulher é esta presença incontestável, e só ela pode dar-lhe a prova desejada."
(Pintura de Mário Eloy, texto de Italo Calvino, in Cavaleiro Inexistente, música Jorge palma)
Wittgenstein...
Sempre lhe captei e percebi os silêncios, embora negasse, claro. Silêncio, não como forma ou momento de estar quieta, sossegada -às vezes, também, é certo- mas como forma de falar noutra direcção...e, "Do que não importa falar, importa calar."
Etiquetas:
Devaneios
5 de outubro de 2009
3 de outubro de 2009
2 de outubro de 2009
Uma nova descoberta, é com ela, que vou entrar no fim de semana prolongadíssimo. Fim de semana, mais o feriado, amis não ter aulas à terça, por isso vou desgraçar-me hoje e apreciar até à últiam gota o Niepoort branco casta Riesling com um risotto. Acho que a combinação será boa, vejamos como bate e que feito terá misturadao com a medicação.
Para não me desorientar muito, vou tentar ficar-me apenas pelo jazz.
Etiquetas:
cozinha
Subscrever:
Mensagens (Atom)











