Considerações finais:
acho que falei de quem era importante, que disse o que valia a pena. Claro, quando carregar post to blog vou lembrar-me de montes de merdas que devia ter dito, de monstesa de merdas que valia a pena ter recordado. NO meio disso, sei que houve muitas sensações-emo-ões-lembranças que aqui não coloquei felizmente pela razão ditada pela psiquitria, quiçá tb um pouco por uma réstia de bom senso o meu merdoso ente.
Fica sempre um elogio meu, forte, como sangue, a uma mulher que amei, amo amarei.
tentei dexar aqui palavras como dedos enterrados na terra, como rugas na face de uma mulher velhinha alentejana, como o bater de asas de um colibri, como as cores de um colibri, como o que há de indizível e forte nos nossos sentimentos, mas um parto não é coisa fácil.certamente terão ficado palavras tontas como um miudo pequeno a comer um gelado, palavras merda como crude na praia, como cagalhão na piscina.
tudo isso e muito mais serei eu.
hei-de aqui voltar ou não.
ps-soube bem a impressão digital que aqui deixaste.Obrigado.
30 de novembro de 2009
Joy Division - Atmosphere e td o mais
70 X 7
Tenho enviado, para uma pessoa que estimo, através da técnica velhinha copy-paste, alguns textos que tenho redigido para este espaço descabido de qualquer valor ou utilidade.
Não me pergunto sequer se o devia fazer, porque a resposta é obviamente negativa, no entanto, prefiro dar eu a parte fraca, dar eu o mau aspecto, dar eu azo a ser zombado, porque a um cadáver, nada se pode pedir, mas talvez possa tentar dar ou deixar, como já aproveitei para fazer através do estender a passadeira vermelha.
Planeta Futebol ou Idiota Futebol Idiota
Detesto futebol, por diversas razões. Acredito que as mesmas nem sejam por aí além válidas, mas são minhas: é um jogo chato, quase dá para adormecer(jogado em portugal); sempre aturei aquilo em casa; dá azo a linguagem ordinária sem necessidade acho eu; gera rivalidades absurdas e estúpidas, disto tenho a ceteza; implica investimentos absurdos muitas das vezes sem retorno ou sem espectacularidade, mas as razões centrais são estas:
1- nas vésperas de qualquer jogo dizem -os intervenientes- sempre o mesmo:
-"Tenho trabalhado durante a semana para merecer a confiança do mister.";
-"Sabemos que o adversário vem de uma derrota e quer mostrar aos sócios que dão o máximo e ganhar para lhes oferecer a vitória.";"-"Sabemos que o adversário vem de uma vitória ee stá motivado para manter os resultados positivos.";
-"sabemos que é um adversário difícil, mas temos argumentos e vamos procurar ganhar os 3 pontos."; e agora a pérola, como já ouvi:
-"Ou ganhamos, ou perdemos ou empatamos.".
revelam:
2- um índice de ignorÂncia gritante, impressionante
e isto é que me revolve as entranhas, faz-me vomitar.Um dinheirão absurdo que ganham, quando "nada" produzem. Poucos hão-de ganhar muito, mas que vale isso? Quanto gastaram os meus pais para eu ter uma licenciatura e quanto ganharei a minha vida inteira, comparado com um jogador de futebol? como é possível que um professor valha menos, incomparavelmente menos que um jogador de futebol?
Por isso, acho um piadão e rio-me, quando oiço que um clube como o Real MAdrid, perde com um clube da 3ª divisão, que tem um orçamento, 400% mais baixo. Penso nos números e ainda em rio mais. Não me rio tanto ams também me rio muito, quando sei, que o mesmo clube Real MAdrid, o clube dos galácticos, que gastou 422 milhões no futebol este ano -90 ou 100, só com o nosso menino, só com um jogador- perdeu com um clube que vale tanto como o Real e que gastou menos uns 30 e poucos milhões, o Barça (que também tem muito de orçamento, mas uns 20 ou 30 milho~es ainda são muito, acho eu)
Faz-me lembrar a dita história de David e Golias, que aprendi na escola.
29 de novembro de 2009
Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal,
oiço Richard Hawley. Folheio uns livros, umas páginas, como se estivesse à espera da minha hora no dentista ou para cortar o cabelo. Onde estou realmente não é aqui, no html, nem em frente ao computador.Estou nela, onde nunca deixei de estar, porque nela nasci e só se pode morrer onde se nasce.
Uma vez, o meu irmão levou a sua cadelinha a ver a sua mãe (a mãe que parira a cadela, entenda-se) que estava muito mal, a morrer. Não assisti à cena, mas meu irmão e ex-cunhada dizem que aquilo foi de chorar. Que se cheiraram uns isntantes, depois a mãe lambeu a sua cria. Em suma, mesmo separados, bastante tempo depois reconheceram-se.
Amava-mo-nos com a força do sol. Acho que quando estávamos juntos éramos uma espécie de escudo um do outro, um para o outro. Ela mais claro, porque era, por várias razões mais forte que eu. Éramos, somos as duas faces de uma mesma moeda. Qualquer outro, que procure ser esse reverso, será "apenas um remendo". Sabemo-lo ambos. O prazer que tínhamos um com o outro era apenas e tão só dar prazer ao outro, viver o prazer do outro a partir do nosso, por isso falávamos tanto um com o outro enquanto mantinhamos relações, por isso buscávamos tanto os olhares e expressões, detalhes, pormenores, por isso a minha mão aidna está queimada pela sua pele.
Lembro de uma vez em que, nacasa dos pais de uma amiga sua, estava por trás dela, em frente a um espelho, eu olhava os nossos corpos e ela, olhava a minha expressão no espelho. Chamou-me ela À atenção no instante, olhei, sorrimos em uníssono.Já para o fim, dizia que eu parecia o diabo. Talvez tenha razão. Talvez seja absurdo o que digo, talvez. É no que acredito.Mesmo que eu esteja morto.
Por isso, pai natal, mesmo que saiba que fui e sou um mau menino, trá-la de volta, nem que seja como nos filmes, em que se sente um fantasma, uma presença fugaz e efémera e algum tempo depois. Mas já passou tempo suficiente. Já sangrei o suficiente. Traz uma letra saída do seu punho, uma letra que seja. Um sinal que lhe estou ainda ou ao invés, dá-me um sinal que ela me tatuou no seu corpo para eu poder ter uma morada eterna para estar.
Se não puderes realizar este meu pedido, se não for digno disto, peço-te então, realiza os dela.
Obrigado.
28 de novembro de 2009
Não sei que título dar
Uma pérola, uma jóia...nem sei que palavras usar, adorável este pugrama: Plano Inclinado, na Sic Notícias! e hoje, o tema é a educação!
Elogio in der universität
Continuávamos a leitura do texto de Leonardo Coimbra. O prof., sempre simpatica e educadamente e cumprindo as regras da pedagogia dirige-se a nós. "Disparo" que continuo a achar que há relação ou comparação entre Leonardo Coimbra e Vergílio Ferreira. O prof acha interessante a ideia, ou revela interessa, interroga-me e pede-me, sugere-me que fale um pouco nisso. Falo no trabalho leve que fiz relacionando-os para a Profª Sirgado Ganho. Atabalhoadamente lá vou dando a minha visão -devia ter ressalvado que já havia feito aquilo há muito e nunca mais me dedicara a isso- e o professor remata novamente que acha interessante a associação e que nucna vira a coisa nesse ângulo.
Claro que me voltei a entusiasmar em estudar e aprofundar essa minha ideia que não é nada nova e pelos vistos é original, como disse o prof na universidade. E, claro, soube bem. Uma palavra de conforto, um mimo, digamos.
Claro que me voltei a entusiasmar em estudar e aprofundar essa minha ideia que não é nada nova e pelos vistos é original, como disse o prof na universidade. E, claro, soube bem. Uma palavra de conforto, um mimo, digamos.
Encontrei o seu blog. Li uns textos. Gostei. Deixei um comentário. Nele, pedi que me contactasse. Fê-lo. Falámos depois pelo msn. Não menti. Disse quem eu era, como era. Julgou-me, ou deu a sua opinião, como se prefira. Era boa companhia. Tinhamos alguns elementos em comum: depressivos, gosto pela litaratura e a palavras,a conversa fkuia sem problemas. Avisou-me que não procurava nada na net. Disse que na boa, mas mentia, porque se fosse evrdade não fala comigo, quero dizer, contacto, nem que virtual, era algo a que ela estava disposta. No dia seguinte estava completamente marado dos cornos.Pergunatva-me comoe stava e disse e expliquei porquê. pergunta-me dizendo: " Tu que gostas de dar quecas porque não fodes por dinheiro'?", disse-lhe que estava a roçar o mau gosto, pediu desculpa, tarde.
27 de novembro de 2009
Bobby Mcferrin improvisation with Richard Bona
Assombrosso. Fenomenal!!!!!!!
quero este DVD se existir....
e um bom fim de semana, porque está aqui que chegue para dois dias!
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Música
26 de novembro de 2009
Para meus Pais. Para o J.T.
"Poema para o meu amor doente
Hoje roubei todas as rosas dos jardins
e cheguei ao pé de ti de mãos vazias..."
Eugénio de Andrade
In Der Universität zwei
Enquanto aqui estou à espera da próxima aula na FLUL, venho para um corredor, para uma das mesas abandonadas junto a umas escadas. Da janela vejo já o céu cinzento e a largar a luz do dia.
Tem um cheiro estranho a faculdade, a hospital, a velho,a idoso, quandod evia cheirar a novo, fresco e estar cheio de luz.
Há um silêncio simultaneamente pacificador como numa igreja e aterrorizador, como num quartod e hospital, depois das visitas saírem, que, de evz em quando é interrmpido por uns saltos altos, uams gargalhadas, umas vozes que falam. Quando vão, volta o espectro cinzento, uma espécie de ante cãmara para uma qualquer outra coisa.
À minha frente, um homem, c alguma idade, lê o jornal com os óculos na ponta do nariz. Parece que está a cumprir uma qualquer pena ou então, que está já sem juízo e está ali sentado, julgando que e tá no banco do jardim com os seus amigos reformados. POr cima dele um relógio que avança também silencioso.Uma pequena estante com uma palmeira num vaso branco de plástico sobre um prato de plástico castanho, uma caixa de correio velha, uns armários de metal, castanhos, aumentam a tonalidade baça, velha do local.
Parece que se filma uma cena de homicídio. Serei o espectador ou a vítima?
25 de novembro de 2009
Message in a bottle - à filha pródiga
Vem que és bem vinda. Quero até que venhas. Gostava, que aqui voltasses, a esta ilha que eu sou e onde estou. Não tenhas medo. Não há mal em aqui vires, em espreitares atrás do postigo. Fá-lo, mas abertamente, sem preconceitos, sem complexos. Que o faças, nada muda, excepto a luz que me entregas com as dedadas que deixas, com o perfume que deixas quando corres de volta. E isso, é muito para quem está morto como eu.
Vem, enchi tudo de branco puro, a única cor que te cabe e estendi uma carpete vermelha para passares e estares condignamente.
Vem e senta-te. Põe-te confortável. Como vês, tenho limpo a casa, sempre à tua espera.
Bebamos. Dediquemo-nos a essa outra actividade que apreciamos, que é degustar, saborear o que há-de bom, organoléptico.
Recuperemos o tempo perdido, os olhares perdidos, os sorrisos perdido, as gargalhadas perdidas, a nossa intimidade, o pulsar da vida. Demos Vida à Vida.
(imagens tiradas da net, excepto a da garrafa)
24 de novembro de 2009
Redenção
Vem. Toma de novo o teu lugar, o lugar que é teu por direito e naturalmente. Apodera-te de mim, torna-me teu de novo. Prende-me no seio de ti.
Não me deixes andar sem ser encaminhado pela tua luz.

Serve-te de mim.Ordena-me.
Castiga-me. Faz-me chorar, soltar o pecado e o mal.
Dá-me a redenção, luz, inocência, paz.
(imagens retiradas da net)
Espantalho de mim
Na rua, pode alguém conhecido ver-me, pode cumprimentar-me e eu a essa pessoa, posso até sorrir por delicadeza e boa educação e porque, pode ser alguém que estime, mas se olharem pra mim, não serei mais que um espantalho, um corpo desabitado, um abismo, um absoluto no seu sentido etimológico, uns olhos vazios, perdidos. A minha alma, se a tenho e o que resta dela, anda, não sei exactamente onde, penso que perdida a vaguear numa espécie de pÂntano e a tentar sair dele, mas, parece, que cada passo que dá em busca de terra firme, só a leva mais À exaustão, a terrenos movediços.
Como se tivesse uma bússola na mão mas um íman gigante nunca deixa encontrar o norte, qualquer que ele seja (porque existem dois), porque a agulha vermelha é bailarina.
Hoje, mesmo com a medicação, mesmo tendo tomado mais que o receitado, ontem À noite e hoje de manhã, por via das circunstÂncias, chorei ligeiramente. Chorei um choro dorido, que custou a soltar-se, muito sofrido.
Aidna não almocei, não tenho apetite e nem toda esta luz, que tanto me enche e costuma agradar, me satisfaz e me arranca um sorriso ou um brilho nos olhos. As mãos estão vazias e não têm calor para dar.
Ontem à noite, já deitado e com a cabeça num turbilhão de ideias, levantei e tomei mais um ansiten e um efexor. Ao fimd e poucos minutos veio um sono que me arrebatou, como uma bulldozer derruba uma parede de esferovite. Mas antes disso num repente sangrento e desvairado veio a ideia: toma tudo, tomar tudo.
22 de novembro de 2009
Silêncio o Teu Rosto TU
" Em quem pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
dizer: "Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios? "Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor:
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
esse que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fundo do mundo que me deste."
Nuno Júdice
21 de novembro de 2009
Agora...
é o 918369212.
Entre todos os números que me têm contactado e que não faço a puta ideia quem sejam, existe uma coisa em comum: falam por monossílabos constituídos pelas letras O e I e regra geral não passam disto: "oi".
este, hoje, já mandou duas de seguidas, com este brilhante discurso!
Entre todos os números que me têm contactado e que não faço a puta ideia quem sejam, existe uma coisa em comum: falam por monossílabos constituídos pelas letras O e I e regra geral não passam disto: "oi".
este, hoje, já mandou duas de seguidas, com este brilhante discurso!
20 de novembro de 2009
i ndependente
Serei o único a ver no jornal I e no Independente, uma certa estética idêntica, na primeira página?
Neruda
"Yo me voy. Estoy triste; pero siempre estoy triste. Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy. Desde tu corazón me dice adiós un niño. Y yo le digo adiós..."
Pablo Neruda
Pablo Neruda
19 de novembro de 2009
In der universität (FLUL)
11 anos depois voltei à universidade, a FLUL. Foi aqui que desejei ter tirado o curso, mas em poucas horas de exames, três anos de aplicação, com ume média excelente, foi tudo por água abaixo.
Aqui, as duas Marias estudaram. Uma licenciou-se, fez um master e anda num PhD, a outra, mais humilde, mas tão capaz, ficou pelo terceiro ano de filosofia. Ter-me-ei cruzado, quiçá, várias vezes com ambas, quando aqui vinha por qualquer razão. Essa merda afz-me uma confusão brutal e tento, a ambas, imaginná-las estduantes universitárias. Aliás, era na cantina universitária que muitas das vezes comia, por ser mais barato (e porque lá podia ciomer por ter um cartão que tinha específico para o efeito)
Fui sempre reticente em voltar à universidad depois da licenciatura, por diversas razões, mas depois de, no ano elctivo anterior não ter conseguido freqentar o mestrado onde fui admitido e que muito me interessava, voltei a candidatar-me à FLUL, para um curso, também do meu agrado-
Lemos um texto de Leonardo Coimbra. (Na Católica, com a Sirgado Ganho, fiz um trabalho onde relacionava este com Vergílio Ferreira. Fui elogiado, mas a nota não correspondeu ao elogio.)
Durante o texto, surge uma ideia que me agrada, a de que, o silêncio não tem de ser necessariamente mau, pelo contrário, é nele que tomamos melhor conta de nós e das coisas, do ser do ser das coisas.
POr isso é tão bom estar n alentejo a trabalhar, a calma, o silêncio, ou melhor, o de longe muito menos barulho que na cidade.
Neste momento os corredores estão vazios e o edifício parece estranho ou eu olho e parece-me tudo isto estranho. Vejo fantasmas passarem por aqui, são os alunos e em especial ela que aqui estudou e estuda e por aqui anda às vezes. local aliás, onde por vezes nos encontrámos. mas assim, vazias, com tão pouco barulho, estas paredes, pilares redondos,a zulejos de vidro e umas mesas que por aqui vogam soam estranhas.
Tortura
Em muito mau estado, muito mau estado mesmo. Cansado, física e psicologicamente. Dores de cabeça. enganei-me no manual para a aula. que fazer na aula agora? mais uma preocupação para me sentir pior.Sinto os olhos inchadíssimos, pesados. Hoje dia internacional da filosofia, eu prof de filosofia e não fui capaz de me levantar a horas(raríssmo uma merda destas) para estar a horas para certas actividades na escola. que vergonha, foda-se!!!
Estou mt tonto, a sentir a cabeça pesadissíma. Não sei se não será uma gripe. Tenho apanhado frio de manhã e de noite no pescoço e pernas, quando ando na moto.(espero q n seja a emeda da gripe A. Há alunos de quarentena aqui na escola)

Para me curar, vejo-me tapado na sua cama, o peso do gato nos pés, ela a anadar de um lado pró outro e de evz em qd a beijar-me e a ir cuidar de mim, perguntar se precisod e algo. ela deitar-se e sentir-lhe o calor,chorare ficar td bem.entraria no quarto ela luz da tarde que ela anto gostava, e eu gostava por isso, pq ela gostava.
18 de novembro de 2009
3 Mosqueteiros
Penso que ela já havia falado de mim ao amigo e amiga, mas que nunca nos tínhamos encontrado. na feira de Setembro na sua terra (onde vivia e vive com os pais) lá nos encontrámos os 4. Jantámos no Leilão, no qual ela estava farta de falar. Aquilo estava carregado de gente, incluindo, na altura, um famoso jornalista da tv pública. Comi o que eles pediram e que eram só grandes pitéus alentejanos, borrego, secretos de porco preto, etc. Mas o melhor estava para vir...para gradne admiração deles os dois (menos dela claro) fui capaz de papar qualquer coisa como 2 ou 3 sobremesas leves, muito leves e fracas, qualquer coisa como doçaria conventual alentejana: ovos, açucar e amendõas e gila!!! Ela, a amiga, mais que todos estada estupfacta a olhar para aquela minha alarvidade mas com que sempre me deliciei. Ela claro, ria pateticamente e diz qualquer coisa como não quero mentir): "Não vos dizia!!!!"
Sobre ela, a amiga e o amigo e porventura outros e eu!
Não sei se é um facto empírico, experimentável e, portanto demonstrável, ou se apenas especulativo, no entanto cá vai: nunca me abono positivamente, sou pessimista por natureza, vejo sempre tudo pelo pior lado, julgo-me sempre e muito e da pior forma. Sou o meu maior crítico. Sei aliás, desde certa altura da minha vida, aí a partir dos dez anos talvez, tudo ou muita coisa que fiz de mal, propositadamente ou não.
No entanto, sou, sem sombra de dúvida, como ela uma dia disse. "um bicho frágil" e ela compreendia-o, admitia-o e reconehcia-o, mas , pior, era absolutamente verdade. E no entanto, recordo-lhe e aos que conheci e estavam e estão em seu redor, apenas o que há de bom.
Penso que só isso interessa. Pelo menos a mim, só isso me interessa.
A amiga dela III
Certa noite, num passado recente, ou seja, pouco tempo de nos termos conhecido, mas, em que, já tínhamos uma relação para além do sexo, convidou-me para um jantar em casa já não sei de quem, em que estariam presentes alguns dos seus amigos (não me consigo recordar, se foi nessa noite que fomos ao Páginas Tantas).
Cada um levara umas coisitas, senão erro e havia montes de cenas para comer. A piece de resistance seria, ao que previamente me havia informado, uma sobremesa confeccionada pela anfitriã. Se bem me recordo.
Recordo ainda com alguma clareza, a sala, a cozinha, o miudo bebe que lá estava e com que ela me fotografa ao colo e que, mais tarda, me dissera, que achara que eu me havia transfigurado com o bebe ao colo e, lembro ainda, o modo ternurento da voz e da expressão de todo o seu rosto quando recordámos esse jantar e ela me disse isto.
Nessa noite, depois de muita parvoíce e de muita comida e bebida, que já nem me lembro qual, fomos todos visitar a casa que a sua amiga havia comprado. Penso que até já tinha sido feita a escritura na altura. Sei que já tinha a chave da casa e que esta já tinha luz.
Lembro-me que me senti perdido de um sítio para o outro, apesar de guiado e que, quando lá chegámos, nem todos entraram de imediato. Fui dos primeiros a entrar e segui a anfitriã, por cortesia e curiosidade. Fiz umas perguntas e espantei-me (por desconhecimento de algumas coisas) com certas afirmaçãoes sobre construção civil! A casa era giram com uma sala muito muito ampla e lembro-me que lha gabei. Dei-lhe os parabéns e desejei felicidades, lembro disso também.
Ainda hoje, e após várias insistências, para com ela questionar a amiga, continuo sem resposta, sobre como funcionam os estores eléctricos, em caso de falta de energia.
Fui lá indo para sexo e fui vendo a casa encher-se e compôr-se com mobiliário.
Lembro perfeitamente a cozinha composta, assim como o W.C., o quarto acolhedor com o roupeiro, um móvel(não lembro o nome técnico), o espelho vertical à entrada do quarto, as duas mesas de cabeceira, o edredon quente e os lençóis sempre a cheiraram a lavado, sempre a transmitirem uma sensação de pureza, de delicadeza, como se nos banhássemos em óleo de amêndoas doces, como se estivessemos envoltos no branco do arroz.
Da última vez que lá fui, já havia uma mesa de jantar e um aparador, muito bonitos,De resto, a casa mantinha-se igual. Limpa, muito limpa mesmo, extraordinariamente limpa, como se fosse considerada herege ali a sujidade e se aparecesse, seria queimada em praça pública e exposta para que, mais nenhum grão de pó ou fio de cabelo ousasse entrar naqueles domínios.
À entrada, lá estavam as fotografias que eu tirei e que lhe oferecemos de prenda de anos, ou apenas como forma de agradecer o empréstimo da casa, como ninho de amor, como se fosse um refúgio, não secreto, mas um sítio onde erámos intocáveis. Eu havia seleccionado mais fotos para oferecermos, mas já não lembro porquê, oferecemos apenas as que estavam e estarão quiçá, penduradas à entrada
Mas havia um espaço meio bizarro, no hall. Do lado esquerdo quando entrávamos. Era uma espécie de sótão, só que, em casa e pequeno, quando se abria a porta parecia que abríamos a porta, parecia que abriamos a porta para a 5ª dimensão, ou então, a porta do escritório, como naquele filme, quem quer ser John Malkovich?. Ali ela guardava livros, sapatos, dos quais muitas vezes ríamos, porque representavam fielmente a sua personalidade :)
Era também ali que estava o ouro!! Fizemos dezenas de planos para concretizar aquele roubo que nunca foi por diante: conjunto de loiça Vista Alegre, lindo. Todo branco, com uma decoração muito muito simples, mas muito elegante. Lembro-me apenas que era todo branco, que tinhas uns enfeites na própria loiça que a tornavam bastante distinta. Sempre desejei prepara-lhes uma refeição digna daquela loiça. Fiz várias propostas,a ela e à sua amiga, dona da loiça, nunca se concretizou. Tenho pena, muita pena. Adoro cozinhar, adorava cozinhar para ela e para a amiga também e estar com elas e nem era desarrumado a cozinhar, nem sujava muito as coisas, acho eu :)
Eram muito limpinhas, mesmo muito, obcecadas!!!
Lembro-me da cara, que só dava vontade de rir, dela a contar as obras que teve em casa, por causa de um infiltração no W.C
E ela nada ficava atrás. Quandoe stava com ela em sua casa em portalegre, impensável sair de casa depois da refeição, sem deixar tudo imediatamente lavadinho:)
À sua amiga dei-lhe a alcunha (carinhosa e não pejurativa), por causa das limpezas e higienes: betadine girl. Quando lhe "disparei" esta sobre a amiga, riu, mas riu mesmo muito!
Contou-me ela aliás, certo dia, que estando as duas em casa dos pais da sua amiga, se rirem até mais não aguentarem, por causa disto do betadine. PArece que o pai dela -a amiga-, havia dito uma tonteria qualquer sobre a árvore do betadine:) Quando mo contou riu desalmadamente, riu, com tudo o que tinha para rir :)
16 de novembro de 2009
Dúvida higiénica
O arroxeado, é para senhoras, mulheres. O alaranjado, é para senhores, homens.
São da mesma marca, ambos com as mesmas funções. Cheirar bem sem deixar manchas brancas na roupa protegendo a pele.
No mesmo local (grande superfície) o das mulheres custa menos 0,80 cêntimos, na moeda antiga, 160 escudos!!!, 2,79 euros para 3,59 euros, respectivamente.
Nem penso duas vezes, porque não consigo imaginar uma gaja a foder-me ou vice-versa (ou simplesmente um rendez-vous -como ela gostava de dizer-) e em que ela me diga: "Foda-se!!! paneleiro, cheiras a gaja debaixo dos braços!!!!".
Programa Novas Oportunidades
"Sexo contigo, cada vez melhor."
Penso na sms e encontro elementos comuns a 4 pessoas(duas anas e duas marias, por exemplo). Essas 4 pessoas, mulheres, todas, elogiam/elogiaram o sexo comigo.
Outra, disse um dia: "agora quimica, tesão, à vontade e outras coisas cm tenho ctg ,n se arranjam assim"
Num passado mais longíquo, uma outra falara com uma amiga e dizia-lhe que era pena a distância entre nós, porque de resto até era fixe e que eu era bom na cama.
Ela, diriam os british, my -the- special one, conversando comigo no msn disse isto:
"porque o que eu queria mesmo era isto:
X diz:
ser a tua mulher, a tua puta, a tua companheira, a tua submissa, a tua amiga, a tua dona, a tua escrava. ser debochada contigo, para ti e em função de ti, porque o aprecias, e porque faz parte da tua natureza ser assim. ser capaz de conciliar isso com uma vida normal. ter conforto emocional e afectivo e sermos libertinos e debochados
X diz:
por ser essa a nossa natureza e não outra.
X diz:
o que queria era ter carinho, conforto, amor nos padrões normais, socialmente aceites e manter vivo, porque faz parte da nossa natureza, o deboche, a libertinagem.
X diz:
com a certeza de que no fim continuamos a ser um do outro; mais um do outro"
Também dizia ela, que eu era, de todos, aquele que melhor órgão sexual tinha, que a enchia na perfeição.Isto tudo para chegar à triste conclusão: será que sou uma espécie de John Holmes, perdido em filosofias, literaturas, quando devia ser um porno-star? Será que, se me deslocasse a um centro de novas oportunidades e construísse um portefolio com base no meu -suposto- desempenho sexual, tinha as minhas competências todas validadas? será que afinal só valho apenas isso? parece que sim. Ao menos sirvo para algo, vá lá vá lá...
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Glenn Miller Orchestra - Moonlight Serenade
Atrasado, mas mais vale tarde do que nunca e, a par de Mark Kozelek e Groove Armada ( o segundo dos primeiros :) ), esta música,que abre o disco (em vinil!!!!!!) que me foi oferecido e guardo, claro, com todo o carinho, serve para lembrar o que houve de bom e só nosso e que não se pode apagar, apesar dos muitos erros e defeitos mútuos.
É fácil imaginá-la de saia e saltos, arranjada, como tanto apreciava, num salão assim a dançar, com o seu cheiro e brilho e graça nos seus 1.60m e roliça. Como se ela fizesse parte de um filme do Bogart, como se fosse um anjo, sei lá qualquer grande, muito bela.
15 de novembro de 2009
Viaturas
é oficioso, mas passo a dispôr, a partir deste momento de 4 rodas para me deslocar. preciso apenas de ver a disponibilidade da viatura na garage, se lá estiver papai deixa usar...senão estiver, perguntar se posso usar.só preciso de pagar gasoile.
Carl Jung, depressões e Enke
"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro acorda."
"O que é melhor? Receitar um medicamento para um paciente que sofra do transtorno bipolar e durante toda sua vida literalmente controlar o paciente e a doença, ou “gastar” 10 ou 20 anos de análise ou outro tratamento que fará com que no final o próprio paciente saiba administrar seus sentimentos e ele mesmo saiba se controlar? A “geração 200 Km/h” muitas vezes prefere a primeira opção e não percebe que na maioria dos casos esse tratamento não vai solucionar o problema, mas apenas vai controlá-lo pelo tempo que a medicação for oferecida. "(da net dum blog qq)
A diferença é que, Robert Enke, foi desportista, no plano do desporto-rei. Tirando isso, somos muitos.E a estupfação da morte daquele, só tem a ver com o desconhecimento do ser humano e do funcionamento do seu cérebro e do que é esta doença.
Oniomania(?)
Novas peles
e
novas leituras: Linguagem e Ser de José Enes; e Portugal como Problema de Pedro Calafate e .Vergílio Ferreira Amor e Violência
e
novas musicas, em vinil(novo dos editors; Ok Computer de Radiohead; último de Ana Moura, dois de antony, nina simone).
e
novas leituras: Linguagem e Ser de José Enes; e Portugal como Problema de Pedro Calafate e .Vergílio Ferreira Amor e Violência
e
novas musicas, em vinil(novo dos editors; Ok Computer de Radiohead; último de Ana Moura, dois de antony, nina simone).
14 de novembro de 2009
13 de novembro de 2009
Instante - The King of Gaps
"There lived, i know not when, never perhaps -
but the fact is he lived - an unknown king
whose kingsdom was the strange Kingdom os Gaps."
Álvaro de Campos
Apesar de não o ter posto, o tecido do capacete está impregnado desse aroma, desse cheiro, dessa pele que me deste e agora, certamente desprezas. Gosto e sabe-me bem, aquele resíduo que fica.
E o nome não podia ser melhor, como já disse: Instante, por definição não captável, indefinível, mas, claro, marcante. Como se fosse brechas, fendas no espaço, onde a luz penetra e nos fere, que evitamos, mas que é inevitável por lá passarmos. É aí que te tenho ainda, nessa espécie de limbo, como se de uma aporia de Zenão se tratasse. Por isso, não podemos fugir jamais um ao outro, ou nunca nos encontrámos, em nenhum instante.
but the fact is he lived - an unknown king
whose kingsdom was the strange Kingdom os Gaps."
Álvaro de Campos
Apesar de não o ter posto, o tecido do capacete está impregnado desse aroma, desse cheiro, dessa pele que me deste e agora, certamente desprezas. Gosto e sabe-me bem, aquele resíduo que fica.
E o nome não podia ser melhor, como já disse: Instante, por definição não captável, indefinível, mas, claro, marcante. Como se fosse brechas, fendas no espaço, onde a luz penetra e nos fere, que evitamos, mas que é inevitável por lá passarmos. É aí que te tenho ainda, nessa espécie de limbo, como se de uma aporia de Zenão se tratasse. Por isso, não podemos fugir jamais um ao outro, ou nunca nos encontrámos, em nenhum instante.
11 de novembro de 2009
10 de novembro de 2009
Sem comentários II
Num país, chamado Portugal Continental, entre 2005 e 2007 e mais um pedacinho deste mesmo ano -2007- o governo/ministério, fingiu que os professores, esses badalhocos, esses merdas de funcionários públicos não trabalharam para a reforma, congelando o seu tempo de serviço.
No mesmo período, noutro país, não muito longe deste -citado acima-, chamado Açores, quem ali foi colocado viu esse mesmo tempo de serviço desbloqueado, ou dito de de outro modo, contado.
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Da educação,
politiquices
9 de novembro de 2009
Godard
fica só um sentimento intraduzível, um olhar vago.
A noite, curará isso.
Fritz Lang, faz um filme dentro de outro filme (e, este último, sendo dos meus favoritos,d ado a conhecer pela Sandra no passado) . Nele, no filme que roda dentro do outro filme, apresenta a teoria,que é Ulisses que não quer voltar a Penelope.
A noite, curará isso.
Fritz Lang, faz um filme dentro de outro filme (e, este último, sendo dos meus favoritos,d ado a conhecer pela Sandra no passado) . Nele, no filme que roda dentro do outro filme, apresenta a teoria,que é Ulisses que não quer voltar a Penelope.
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Cinema
7 de novembro de 2009
Hoje e há dias...
corres-me pelas veias. Envenenas-me e, por isso, só posso ser e estar assim, porque empregnas-me com os teus dedos, o teu sorriso, as tuas gargalhadas em que os teus olhos se fecham e brilham ainda mais, a tua pele sempre a arder. Só posso estar, só farei algum sentido assim, tentar diluir-me algures, por onde andas, onde estás, onde és...e o nome, tão apropriado:" instante", tão certeiro mas tão doloroso e o seu aroma tão forte, tão intenso, como tu és, serás e como gostavas que um homem fosse.
Hoje e há dias tenho sido assim, ou tentado, para te amarrar a mim ou eu a ti ou eu a qualquer coisa, já não sei.
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Devaneios,
Eu,
perfumes-alma
Recado
" ouve-me
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte
vai até onde ninguém te pode falar
ou reconhecer -vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite
deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo -deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me
que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite
não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira - não esqueças o ouro
o marfim - os sessenta comprimidos letais
ao pequeno almoço"
Al Berto
"Recado", in O Medo, livro décimo terceiro, 1996, Horto de Incêndio
que o dia te seja limpo e
a cada esquina de luz possas recolher
alimento suficiente para a tua morte
vai até onde ninguém te pode falar
ou reconhecer -vai por esse campo
de crateras extintas - vai por essa porta
de água tão vasta quanto a noite
deixa a árvore das cassiopeias cobrir-te
e as loucas aveias que o ácido enferrujou
erguerem-se na vertigem do voo -deixa
que o outono traga os pássaros e as abelhas
para pernoitarem na doçura
do teu breve coração - ouve-me
que o dia te seja limpo
e para lá da pele constrói o arco de sal
a morada eterna - o mar por onde fugirá
o etéreo visitante desta noite
não esqueças o navio carregado de lumes
de desejos em poeira - não esqueças o ouro
o marfim - os sessenta comprimidos letais
ao pequeno almoço"
Al Berto
"Recado", in O Medo, livro décimo terceiro, 1996, Horto de Incêndio
Sufoco
"Ah, perante esta única realidade, que é o mistério,
Perante esta única realidade terrível - a de haver uma realidade,
Perante este horrível ser que é haver ser,
Perante este abismo de existir um abismo,
Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,
Ser um abismo por simplesmente ser,
Por poder ser,
Por haver ser!"
Álvaro de Campos
Perante esta única realidade terrível - a de haver uma realidade,
Perante este horrível ser que é haver ser,
Perante este abismo de existir um abismo,
Este abismo de a existência de tudo ser um abismo,
Ser um abismo por simplesmente ser,
Por poder ser,
Por haver ser!"
Álvaro de Campos
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