Eu dizia: porra ! e ela arrepiava-se como quem ouve unhas a roçar na ardósia :) e eu, às vezes, dizia só de propósito, para a imaginar a arrepiar-se toda :) a torcer-se toda na sua postura britânica:)
Estávamos no bairro alto, no Páginas Tantas, a certa altura, o poeta do indizível, sugere um jogo, que digamos, o que, naquele preciso instante nos tornaria felizes, o que nos estaria a fazer falta naquele instane para nos fazer felizes. Chegou a minha vez e disse: um pires de tremoços!-bebia uma cerveja, estava muito satisfeito, ria, conversava-. E ela riu, riu muito, mesmo muito, claramente com muito gosto, como se ri um bebé quando lhe fazemos cócegas.
Sempre que podia, depois disso, brincava com ela evocando o episódio, e ríamos ou sorríamos numa intimidade silenciosa de amigos.
Estávamos no bairro alto, no Páginas Tantas, a certa altura, o poeta do indizível, sugere um jogo, que digamos, o que, naquele preciso instante nos tornaria felizes, o que nos estaria a fazer falta naquele instane para nos fazer felizes. Chegou a minha vez e disse: um pires de tremoços!-bebia uma cerveja, estava muito satisfeito, ria, conversava-. E ela riu, riu muito, mesmo muito, claramente com muito gosto, como se ri um bebé quando lhe fazemos cócegas.
Sempre que podia, depois disso, brincava com ela evocando o episódio, e ríamos ou sorríamos numa intimidade silenciosa de amigos.