27 de julho de 2009

A amiga dela.

Eu dizia: porra ! e ela arrepiava-se como quem ouve unhas a roçar na ardósia :) e eu, às vezes, dizia só de propósito, para a imaginar a arrepiar-se toda :) a torcer-se toda na sua postura britânica:)

Estávamos no bairro alto, no Páginas Tantas, a certa altura, o poeta do indizível, sugere um jogo, que digamos, o que, naquele preciso instante nos tornaria felizes, o que nos estaria a fazer falta naquele instane para nos fazer felizes. Chegou a minha vez e disse: um pires de tremoços!-bebia uma cerveja, estava muito satisfeito, ria, conversava-. E ela riu, riu muito, mesmo muito, claramente com muito gosto, como se ri um bebé quando lhe fazemos cócegas.
Sempre que podia, depois disso, brincava com ela evocando o episódio, e ríamos ou sorríamos numa intimidade silenciosa de amigos.

Monty Python's e a filosofia

http://www.mtholyoke.edu/~ebarnes/python/python.htm
http://www.wook.pt/ficha/a-filosofia-segundo-monty-python/a/id/203153

Nobel e Afirma Pereira

Nobel, o do prémio, criou-o, porque descobriu a dinamite. E disse: estão a ver?! está aqui a prova de que a guerra é má, pode destruir-nos. A intenção era boa, só que devia ter pensado antes como um estadista. Como não o fez, vá os estadistas de todo o mundo a encomendarem dinamite e vai daí o homem enriquece e vai daí decide usar o dinheiro para criar um prémio que premiasse coisas boas para o homem - isto, tanto quanto julgo saber-.
Ora a dinamite é usada portanto para destruir, fazer rebentar e não é nada de bom.
Ontem, pela primeira vez, vi o programa da Sic Notícias: "Afirma Pereira".
Nada de novo, o que não quer dizer que não tenha gostado. O estilo, o inconfundível de Pacheco Pereira, frio, muito racionalista, contundente, muito directo e as análises, a maneira como coloca as questões, claramente de alguém que vem da filosofia. Mas o melhor, o que me apanhou de surpresa e fez arregalar os olhos e estranhar "tudo aquilo", foi a despedida: "está na hora de vos desejar: Dinamite cerebral!". F*****, deu um ar tão bizarro, tão kafkiano à coisa, tão underground! :)