21 de setembro de 2009

Bondage


Gosto, quando, depois de te dar banho e tratar de ti, nos metemos na cama e me agarro a ti com tanta força, que as tuas mãos ficam presas e, eu, incapaz de fugir de ti.

Diálogo

Agradecem-me um mail, as palavras simpáticas e lisonjeiras.
Desenho um sorriso, sinto um certo inflamar, ligeiro, para não me entusiasmar.
Imagino -sublinhe-se a palavra-, que essa pessoa me vai mandar um mail a fazer um convite, que essa pessoa me considera digno disso. Que vai ser agradável a ambos.
Nos diversos sites de relações sociais -acho que é assim o seu título-, pedem sempre para falarmos sobre nós. NUnca sei bem o que dizer, ou falo apenas nos meus gostos, numa tentativa de chamar a atenção, desviando as atenções dos defeitos.
Sou nervoso, impaciente, impulsivo, carente -em todas as acepções da palavra-, amigo, apaixonado facilmente, louco por agradar, desejoso, sempre, de um elogio, de "cair bem", de ser "bom", quando sei (por baixa auto-estima) que sou discreto, incapaz (às vezes), destemido, depressivo, triste, muito e alegre, bem disposto.
Em suma, sou um misto de contradições, capaz do bom e do pior. Pelo meio tenho uns rasgos não-sei-de-quê-bons.
Sou, mais um mortal, mais um apenas, com defeitos, muitos provavelmente, algumas qualidades, mas muito terno, meigo, carinhoso, que quer muito, que deseja ser querido para se manter vivo.
Por isso, a ti te digo, não te espantes, com nada do que de mim surgir.
(talvez incompleto)
Beijos Carinhosos, Amigos, Profundos, Fortes.

Diz-me que é por mim e para mim que diriges a tua atenção!
Que é por mim que esperas!