23 de setembro de 2009

Carta ao Ilustre cronista do Dn, cujo-nome-nem-me-interessa

Ilustre Exmo. SR. Ilustre Cronista do DN,

tive eu, um anónimo cidadão e merdoso filho da puta porque funcionário público e pior, professor, a maravilhosa oportunidade de ler um seu ilustre artigo, onde, o Ilustre Sr. manifestava a sua ilustre opinião e sageza, ao que, me curvo perante tal Ilustre grandeza.
Teve direito, esse seu Ilustre artigo a grande foto da manifestação, desses porcos, chulos, que são os professores e, portanto, eu também.
Basicamente, o Ilustre SR, defendia, no seu ilustre artigo, que os professores são maus e merdosos porque não queriam ser avaliados e agora estão contra um governo que inova yada yada.
Ilustre SR, queira agora, ouvir uma história, FACTUAL, que me envolveu a mim, nesse, também Ilustre ideia, que é a avaliação dos professores nestes moldes.
Fui eu colocado em cascais, na Escola SEcundária da Cidadela. Quando chegou a hora da avaliação, simplificada, lá fiz a minha parte e a escola a sua. A escola, pela sua "presidente" disse-me: propomos para ti um "muito Bom". Ao que fiquei radiante.
Mas teriam de haver uns ilustres Srs. que teriam de validar essa proposta de notae não a validaram. POrtanto, alguém que nunca me viu, não assistiu aos esforços para ajudar a superar as dificuldades dos alunos, não assistiu ao meu empenho e esforços por dar algo à comunidade escolar, vetou a nota proposta, por quem, todos os dias convivia comigo e com os alunos e a restante comunidade escolar. Vetou-a por duas ilustres razões brilhantes: ou acharam que eu não o merecia, mas como poderiam sabê-lo apenas baseado num punahdo de folhas e relatórios, o que é uma ilustre e inteligente razão ou melhor, já não havia mais quotas para Muito Bom naquela escola.
Sem outro assunto, despeço-me Ilustre SR. pensador e conhecedor da realidade.
Hoje, quando me deslocava para o trabalho, montado na minha BM, comecei a cantarolar estas músicas. Foi a desgraça! Arrassei com o depósito e estava semrpe à espera que a top case saltasse.
Dos 120 kmh a que circulava, aumentei para os 160 kmh. Até aos 180 foi um instantinho. Na minha cabeça estas musicas continuam a soar e cada vez com mais força. "que se foda!", pensei. Injectei a adrelina toda, vivi a memória de vida destas melodias. Transfigurei-me. Tornei-me nas palavras, batidas destas músicas, nos seus sentimentos. Quando voltei a olhar, já ia nos 220. Senti que aguentava mais. A mota, essa aguenta-se de certeza (já bateu no fundo, nos 240 khm), mas a estrada não era famosa e levava a top case. Fui assim uns bons minutos. Maravilhoso. Ao fim de uns minutos estava liberto.

http://www.youtube.com/watch?v=yG7334OWRkg (Humanos - Quero é Viver)
http://www.youtube.com/watch?v=Ii1Y98ziXYA (Roni Size - Morse Code)


Espero sempre morrer em cada lágrima que derramo. Renascer de dentro para fora. Renovar-me.