Fui sentido ao longo dos dias que me evitava, que evitava o contacto pessoal. Mas, mudou e, num repente, combinámos. Aceitou. Como se fosse mão divina, das tais forças, as energias de que ela falava, sem sequer ter necessitado mencioná-las, porque a entendi e acredito nisso também, chegámos no preciso e mesmo instante, na hora combinada e em que, nem sequer confirmei.
Dentro do carro, quando a vejo chegar, é claramente ela, não enganam as fotos. A minha testa e olhos e boca rasgam-se automaticamente, pela sua chegada, presença. Pareceu-me ter-lhe captado também um. Pareceu-me manifestar nesse sorriso uma surpresa, pela coincidência da chegada em simultâneo.
Desmonto da moto, tiro o capacete e sinto o brilho do meu sorriso, ela também sai do carro dirige-se a mim e dá-me a face. Beijamo-nos. Já não sei que falámos. Aquilo foi maior que eu.
Sei que ela conduziu a conversa, por muito tempo ou algum tempo. Lembro-me que ela disse: não queres ir ali beber um café? E sei que respondi afirmativamente.
Ela estava vestida de forma natural, e fá-lo-á sempre, acredito, não engana, é o que é e quem não gostar que se chegue para o lado e siga o seu caminho. Tinha a roupa para ir ao ginásio, mas consigo imaginá-la, enquanto estou com ela, de saltos e saia e uma blusa decotada.
Ela esteve sempre mais à vontade que eu, mas penso que, sendo embora muito nervoso, conversei e estive com naturalidade e falei espontaneamente com ela.
Muitas vezes, enquanto estávamos a falar tive vontade de lhe colocar a mão à volta da cintura, de me encostar a ela e sentir-lhe o calor, o volume do seu corpo. O seu corpo move-se naturalmente, não há ali artifícios. Recordo claramente o seu cabelo, liso, brilhante, que ela mexe de vez em quando e de vez em quando enrola-o na mão e agarra-o levantando ligeiramente os braços e isso provoca-me, porque as suas formas todas ficam expostas, as mamas, o pescoço, o rosto mais exposto, os braços… Tem uma face redonda, meiga, uns olhos verdes que parecem vitrais de uma igreja, os seus lábios são finos. Usa-os bem para fazer expressões provocatórias, sexys, de sedução, também sabe quando e onde, em que palavras deve juntar a isso um tom de voz próprio para a ocasião. Mas, o seu segredo está nas mãos. Mãos adultas, fortes, robustas. São as suas mãos, na minha opinião que a revelam. Mãos que revelam a sua força, a sua decisão e energia. Mãos que parecem mastros de uma caravela, arranjadas, suaves prontas para cumprir a sua obrigação, rumar um destino, buscar o essencial. São uma espécie de bússola.
Vamos falando naturalmente, sem pudor, sem preconceitos, com respeito mútuo e nenhum vai e vamos ficando e vamos falando. Demoramos alguns instantes nos seus homens ou neste ou naquele, oiço-a, sem qualquer problemas. Aceito-a como é. Oferece-me uma aresta do seu diamante, ou parece oferecer, não recusarei.
Na conversa que vamos mantendo, sorri de sorriso aberto, fresco e muito, mas muito natural e admite que tinha uma ideia negativa de mim e que por isso me evitava, mas afinal, pessoalmente, estava a gostar de mim, a vários níveis. Claro que lhe agradeço várias vezes e fico agradado com os elogios. Vai esboçando olhares, sorrisos e expressões do rosto ou palavras ou frases de sedução e revela-se aí muito menos presa e tensa que eu, mas tento corresponder.
Lá nos decidimos a ir embora até uma próximo encontro que desconhecemos onde e quando. Tento beijá-la nos lábios, que não aconteceu, mas deu-me um abraço muito terno, muito meigo. Separamo-nos e volto a abraçá-la com força e a fazer-lhe umas carícias. Beijo-lhe o cabelo fino, brilhante e, mesmo apesar de ser já noite, fim do dia, ainda está cheiroso, muito solto. Passo-lhe uma mão no braço esquerdo para uma carícia. Sinto-lhe o braço carnudo, muito quente, muito suave, muito doce, como toda ela e a memória que dela tenho e da sua generosidade.
Dentro do carro, quando a vejo chegar, é claramente ela, não enganam as fotos. A minha testa e olhos e boca rasgam-se automaticamente, pela sua chegada, presença. Pareceu-me ter-lhe captado também um. Pareceu-me manifestar nesse sorriso uma surpresa, pela coincidência da chegada em simultâneo.
Desmonto da moto, tiro o capacete e sinto o brilho do meu sorriso, ela também sai do carro dirige-se a mim e dá-me a face. Beijamo-nos. Já não sei que falámos. Aquilo foi maior que eu.
Sei que ela conduziu a conversa, por muito tempo ou algum tempo. Lembro-me que ela disse: não queres ir ali beber um café? E sei que respondi afirmativamente.
Ela estava vestida de forma natural, e fá-lo-á sempre, acredito, não engana, é o que é e quem não gostar que se chegue para o lado e siga o seu caminho. Tinha a roupa para ir ao ginásio, mas consigo imaginá-la, enquanto estou com ela, de saltos e saia e uma blusa decotada.
Ela esteve sempre mais à vontade que eu, mas penso que, sendo embora muito nervoso, conversei e estive com naturalidade e falei espontaneamente com ela.
Muitas vezes, enquanto estávamos a falar tive vontade de lhe colocar a mão à volta da cintura, de me encostar a ela e sentir-lhe o calor, o volume do seu corpo. O seu corpo move-se naturalmente, não há ali artifícios. Recordo claramente o seu cabelo, liso, brilhante, que ela mexe de vez em quando e de vez em quando enrola-o na mão e agarra-o levantando ligeiramente os braços e isso provoca-me, porque as suas formas todas ficam expostas, as mamas, o pescoço, o rosto mais exposto, os braços… Tem uma face redonda, meiga, uns olhos verdes que parecem vitrais de uma igreja, os seus lábios são finos. Usa-os bem para fazer expressões provocatórias, sexys, de sedução, também sabe quando e onde, em que palavras deve juntar a isso um tom de voz próprio para a ocasião. Mas, o seu segredo está nas mãos. Mãos adultas, fortes, robustas. São as suas mãos, na minha opinião que a revelam. Mãos que revelam a sua força, a sua decisão e energia. Mãos que parecem mastros de uma caravela, arranjadas, suaves prontas para cumprir a sua obrigação, rumar um destino, buscar o essencial. São uma espécie de bússola.
Vamos falando naturalmente, sem pudor, sem preconceitos, com respeito mútuo e nenhum vai e vamos ficando e vamos falando. Demoramos alguns instantes nos seus homens ou neste ou naquele, oiço-a, sem qualquer problemas. Aceito-a como é. Oferece-me uma aresta do seu diamante, ou parece oferecer, não recusarei.
Na conversa que vamos mantendo, sorri de sorriso aberto, fresco e muito, mas muito natural e admite que tinha uma ideia negativa de mim e que por isso me evitava, mas afinal, pessoalmente, estava a gostar de mim, a vários níveis. Claro que lhe agradeço várias vezes e fico agradado com os elogios. Vai esboçando olhares, sorrisos e expressões do rosto ou palavras ou frases de sedução e revela-se aí muito menos presa e tensa que eu, mas tento corresponder.
Lá nos decidimos a ir embora até uma próximo encontro que desconhecemos onde e quando. Tento beijá-la nos lábios, que não aconteceu, mas deu-me um abraço muito terno, muito meigo. Separamo-nos e volto a abraçá-la com força e a fazer-lhe umas carícias. Beijo-lhe o cabelo fino, brilhante e, mesmo apesar de ser já noite, fim do dia, ainda está cheiroso, muito solto. Passo-lhe uma mão no braço esquerdo para uma carícia. Sinto-lhe o braço carnudo, muito quente, muito suave, muito doce, como toda ela e a memória que dela tenho e da sua generosidade.
