corres-me pelas veias. Envenenas-me e, por isso, só posso ser e estar assim, porque empregnas-me com os teus dedos, o teu sorriso, as tuas gargalhadas em que os teus olhos se fecham e brilham ainda mais, a tua pele sempre a arder. Só posso estar, só farei algum sentido assim, tentar diluir-me algures, por onde andas, onde estás, onde és...e o nome, tão apropriado:" instante", tão certeiro mas tão doloroso e o seu aroma tão forte, tão intenso, como tu és, serás e como gostavas que um homem fosse.
Hoje e há dias tenho sido assim, ou tentado, para te amarrar a mim ou eu a ti ou eu a qualquer coisa, já não sei.
