Vem que és bem vinda. Quero até que venhas. Gostava, que aqui voltasses, a esta ilha que eu sou e onde estou. Não tenhas medo. Não há mal em aqui vires, em espreitares atrás do postigo. Fá-lo, mas abertamente, sem preconceitos, sem complexos. Que o faças, nada muda, excepto a luz que me entregas com as dedadas que deixas, com o perfume que deixas quando corres de volta. E isso, é muito para quem está morto como eu.
Vem, enchi tudo de branco puro, a única cor que te cabe e estendi uma carpete vermelha para passares e estares condignamente.
Vem e senta-te. Põe-te confortável. Como vês, tenho limpo a casa, sempre à tua espera.
Bebamos. Dediquemo-nos a essa outra actividade que apreciamos, que é degustar, saborear o que há-de bom, organoléptico.
Recuperemos o tempo perdido, os olhares perdidos, os sorrisos perdido, as gargalhadas perdidas, a nossa intimidade, o pulsar da vida. Demos Vida à Vida.
(imagens tiradas da net, excepto a da garrafa)

