Enquanto aqui estou à espera da próxima aula na FLUL, venho para um corredor, para uma das mesas abandonadas junto a umas escadas. Da janela vejo já o céu cinzento e a largar a luz do dia.
Tem um cheiro estranho a faculdade, a hospital, a velho,a idoso, quandod evia cheirar a novo, fresco e estar cheio de luz.
Há um silêncio simultaneamente pacificador como numa igreja e aterrorizador, como num quartod e hospital, depois das visitas saírem, que, de evz em quando é interrmpido por uns saltos altos, uams gargalhadas, umas vozes que falam. Quando vão, volta o espectro cinzento, uma espécie de ante cãmara para uma qualquer outra coisa.
À minha frente, um homem, c alguma idade, lê o jornal com os óculos na ponta do nariz. Parece que está a cumprir uma qualquer pena ou então, que está já sem juízo e está ali sentado, julgando que e tá no banco do jardim com os seus amigos reformados. POr cima dele um relógio que avança também silencioso.Uma pequena estante com uma palmeira num vaso branco de plástico sobre um prato de plástico castanho, uma caixa de correio velha, uns armários de metal, castanhos, aumentam a tonalidade baça, velha do local.
Parece que se filma uma cena de homicídio. Serei o espectador ou a vítima?