Chamava-se Vitor. O seu pai também e já o seu avô materno se chamava Vitor. Esse seu avô, perto da morte -por suicídio-, parece que pediu aos familiares que não deixassem que se perdesse o nome da família.
isto não é inventado, é verdade. Trabalhei num restaurante dessa família e vim a saber isto, até porque, uma neta do dito senhor, a mais velha, tivera um filho e também lhe foi dado o nome Vitor.
No meu caso é o João, embora, que saiba, ninguém pediu a ninguém para não deixar morrer o nome.
O meu avô paterno era o avô João. Um dos filhos ficou João (dos 4 o mais novo, minha mãe a mais velha de todos), que para mim sempre foi o Ti Vanito.
Um primo direito, do lado do meu pai: João Carlos. E o João Luís.
O João Luís, era mais velho que eu, inclusivé mais velho que meu irmão, que tem agora 37 anos, o João Luís, se fosse vivo, teria uns 38/39. lembro-me muito bem dele, da sua voz, das suas expressões, de como era magro, rosto magro, longo, cabelo castanho claro.Lembro-me demasiado bem dele, apesar de ele se ter suicidado, era eu muito novo. Lembro-me muito bem...lembro que era uma das razões, senão a principal porque gostava de ir ao T.. Muitas vezes penso nele, lembro-me dele, e com uma força extraordinária, quando isso acontece. Suicidou-se com um tiro, com a arma de caça do seu pai. (lembro de ouvir meu pai dizer que seria ele a ir adr a notícia aos avós maternos, esse doces de pessoa, esses amigos que lhes sinto tanto a falta. E tento imaginar a dor deles os dois, na sua enorme humildade, da casa sem luz, sem esgotos, sem u chão direito. horrível para eles certamente, imagino e acho que não erro se disser que o Avô João terá dito qualquer coisa desesperado e depois ficado em silêncio a chorar, e a minha Avó Tina, num choro desesperado, a chamar pelo seu neto. Deve-lhes ter caído no céu em cima, quando o meu pai lhes deu a notícia). Durante anos e anos, a marca do tiro ficou gravada no tecto do quarto dos seus pais. O mesmo tecto para onde olhavam diariamente, qando se deitavam, quando se levantavam (esse tecto foi consumido por chamas provocado por um curto circuito).Imagino muito a situação, pernso muito nisso. Talvez se eu tivesse uma arma à mão já teria feityo o mesmo, em vez de ingerir os fármacos, que falharam, deixando mazelas enormes no organismo.
Sinto muito a falta desse João. Ficou a meio a nossa vida. Éramos irmãos, tinha-o como um irmão. Pior que tudo, estudou no ensino secundário, na escola odne agora, sou eu professor. (Nessa escola, falam num J.S., que estudou lá há muito pouco tempo, mas que desconheço quem seja.)
Há um novo João, o Tomás. Mistura de mim e do meu irmão, pelo nome, porque os cromossomas serão 23 meus e os outros da mãe, claro, apesar de os meus, que herdei e transmiti, serem claramente mais evidentes -ainda que hoje, isso me soe a estranho. é algo maior que eu que ainda não digeri- .Mantém-se o João, -nome- altere-se a personalidade, a força, a graça, a benção.