28 de fevereiro de 2011
Dicionário
Desvelar:
Tornar visível o que tornou-se escondido. Tirar o véu. Tornar visível. Reconhecer. Tornar claro. Fazer-se conhecer.
Tornar visível o que tornou-se escondido. Tirar o véu. Tornar visível. Reconhecer. Tornar claro. Fazer-se conhecer.
Pegadas
"OS TEUS PÉS
Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem."
Pablo Neruda
Sim tenho um fetiche pelo pé feminino, pelas razões que o poema acima alude, pela elegância que confere ao corpo feminino, especialmente aquela curvatura quando se usa o salto alto, pelo halo de sedução para que me transporta, por ser um pequeno braseiro depois do coito, debaixo dos lençois, porque são, entrelaçados,d epois do coito, o prolongamento desse coito, sinónimo ainda da cumplicidade, intimidade.
Daí tantas referências neste merdoso espaço ao pé feminino. À mulher descalça.
Nunca mais me esqueci de n'Os Maias perguntaram a um velho que na noite anterior havia saído com uma qualquer jovem:
"E o pezinho, o pezinho?"
Joy Division - Shadowplay
"O corpo não espera.
Não.
Por nós
Este pousar de mãos,
tão reticente e que interroga a sós
a tépida secura acetinada,
a que palpita por adivinhada
em solitários movimentos vãos;
este pousar em que não estamos nós,
mas uma sede, uma memória, tudo
o que sabemos de tocar desnudo
o corpo que não espera; este pousar
que não conhece, nada vê, nem nada
ousa temer no seu temor agudo.
Tem tanta pressa o corpo!
E já passou, quando um de nós ou quando o amor chegou."
Jorge de Sena
27 de fevereiro de 2011
É o que dá...
Contextualização: 4 pessoas: eu, colega, chefe e chefe do chefe.
Sou um gajo de comer e tar calado e recalcar.
Factos: nada contra nenhum deles sendo que já havia percebido muita coisa ácerca de cada um. Maisum dia de trabalho
Acontecimentos: A colega que já estava off-duty diz a chefe -não sabendo que ouvi que faltava limpar isto e aquilo- no meu posto. Chefe pergunta-me se está tudo ok? digo que não, falta isto e aquilo, mas não menciono. Antecipo e digo:parede já foi limpa. Mesmo assim aponta para a parede e diz para eu a limpar. Digo: já a limpei mas ok limpo outra vez.
Entretanto jáhavia falado com colega off-duty que era preciso repor tabuleiros em determinado sítio.
Vou para dentro para buscar material para limpar parede.
É aqui que começa o central da história baseada em factos reais.
Quando volto para limpar com material de limpeza diz a colega off-duty: "os tabuleiros João?"
Respondo, nuca lhe dirigindo o olhar e portanto com o mais vil desprezo: "Oh cara X, em primeiro lugar tenho chefes, depois só posso fazer uma coisa de cada vez!"
Como se não chegasse, quando vou limpar a parede que já havia limpo e que ela disse que eu ainda não tinha limpo pergunta-me: "Vais limpar a parede para quê?"
Respondo: "Não sei diz-me tu!"
Isto é o que dá ter uma puta xunga como colega que por ser puta xunga e portanto extremamente fácil dá a cona e sabe deus o quê ao chefe do chefe.
Sou um gajo de comer e tar calado e recalcar.
Factos: nada contra nenhum deles sendo que já havia percebido muita coisa ácerca de cada um. Maisum dia de trabalho
Acontecimentos: A colega que já estava off-duty diz a chefe -não sabendo que ouvi que faltava limpar isto e aquilo- no meu posto. Chefe pergunta-me se está tudo ok? digo que não, falta isto e aquilo, mas não menciono. Antecipo e digo:parede já foi limpa. Mesmo assim aponta para a parede e diz para eu a limpar. Digo: já a limpei mas ok limpo outra vez.
Entretanto jáhavia falado com colega off-duty que era preciso repor tabuleiros em determinado sítio.
Vou para dentro para buscar material para limpar parede.
É aqui que começa o central da história baseada em factos reais.
Quando volto para limpar com material de limpeza diz a colega off-duty: "os tabuleiros João?"
Respondo, nuca lhe dirigindo o olhar e portanto com o mais vil desprezo: "Oh cara X, em primeiro lugar tenho chefes, depois só posso fazer uma coisa de cada vez!"
Como se não chegasse, quando vou limpar a parede que já havia limpo e que ela disse que eu ainda não tinha limpo pergunta-me: "Vais limpar a parede para quê?"
Respondo: "Não sei diz-me tu!"
Isto é o que dá ter uma puta xunga como colega que por ser puta xunga e portanto extremamente fácil dá a cona e sabe deus o quê ao chefe do chefe.
Etiquetas:
planeta part-time
26 de fevereiro de 2011
como nas cartas dos reader's digest's. este espaço pode já estar condenado a ficar em silêncio por uns dias.
Isto pela simples razão de que, apesar do aparente ar desenfreado, sedutor, incisivo, apesar de parecer estar sempre tou que tou, apesar do aparente alento, apesar dos jogos imagens/música e texto ou não, como todos ou muitos/as, há coisas que não digo ou não revelo ou não mostro ou não são evidentes, mas estão cá. Estão cá e sempre, como tal, essa(s) coisa(s) que estão cá sempre, levam-me, neste momento, porque tenho coragem -como me diziam há dias por mail- de admitir e dizer que não estou nada bem. A balança desequilibrou-se outra vez e forte e isso é suficiente para parecer que o mundo acabe.
Apesar de parecer forte porque digo que estou a organizar uma coisa com um prof. catedrático e políticos não o sou ou sou muito pouco e a falta de um certo amparo (a dita prenda com que brinco no post atrás) agrava a coisa.
Assim sendo, como dizia no início, pode este espaço já ter acabado, sendo ou nãoapagado, posso eu ou não ficar calado por uns tempos.
não sei
sei o que quero nunca consigo é lá chegar.
vou voltar à minha concha, ao meu mundo (como me dizem e acusam), mas afinal é lá o unico sítio onde parece que tou bem.
o programa que se segue é então interrompido por ausência do técnico de serviço que se ausenta para ir tomando vctan's.
podem ouvir esta musica enquanto lem esta merda.da mais aquele ar de emrda dsos anos 80 da rtp qd tinha um problema no serviço
ou oiçam esta
sei lá tanto faz
21 de Maio
Confirmado este senhor no Auditório Municipal de Alcácer do Sal, no dia 21 de Maio. Chama-se Licínio Lima.
Como é que consegui (sim eu) um homem deste calibre em Alcácer? Isso não interessa. O facto é que confirmou a sua presença. O resto é conversa.
Mas como se não chegasse não é só ele. Também estão confirmados, deputados da Assembleia da República, dos partidos PCP, BE e CDS-PP (os restantes não responderam)
Estão convidados e aproveitem que não é todos os dias, até porque, com calma talvez consiga ainda produtos regionais para um momento de degustação.
Meti-me na coisa, agora que me desenrasque.
E sim sou só eu que estou a tratar de tudo.
Etiquetas:
Da educação
25 de fevereiro de 2011
A intervenção do GISP
Há dias, depois de chegar do part-time, cumpri o ritual de ir para a cozinha jantar, acender a tv na SIC notícias e ver/ouvi-las.
A certa altura, imagens, filmadas pela equipa do Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais numa prisão em Paços de Ferreira.(bem sei que o que vou dizer fere a sensibilidade de muita gente, mas é o que acho e não sou apenas sedutor). Que aquilo tinha sido não sei quando, mas só agora um meio de comunicação qualquer tinha divulgado tais imagens. Que aquilo era violência, uma abuso. OS deputados da nação na assembleia a manifestarem-se muy indignados com tal actuação, que tem de se ter em causa "o princípio da proporcionalidade"(?), que tinham de se apurar responsabilidades, isso e mais uma data de coisas pomposas, inteligentes que eles sabem dizer, no entanto, na minha opinião, mera diarreia verbal. Passo a explicar porquê. mas antes disso re-lembrar que frequentei um curso de pós-graduação em ciências criminais.
Acho, sinceramente, que os discursos dos deputados(todos) é o típico do sôutor do gabinete, culto, mas que não domina certas realidades, por várias razões, porque não as vive, nunca as viveu, não as conhece, não as compreende e julga que sim (mero sofista) imperando o discurso do politicamente correcto: os direito humanos e isto e aquilo, frases feitas "os especialistas desaconselham o uso daquele tipo de arma" e sei lá mais o quê diziam eles, sábios.
Pois eu não acho nada disso. Acho que agiram bem, que procederam como tinham de proceder. Não, não estou a dizer que concordo e gosto e acho bela a violência, mas, o que é no caso em concreto o "princípio da proporcionalidade"?, o recluso defecar ainda mais na cela? espalhar ainda mais alimentos? provocar durante mais dias a autoridade? incomodar ainda mais os outros reclusos que já estavam inclusivé em greve de fome por causa daquele em particular? o "princípio da proporcionalidade" era deixar que aquela cela ficasse incomparável a uma estrumeira? e que o homem usasse e dispusesse daquele espaço a seu bel-prazer fazendo o que lhe apetecesse, que, no caso era continuar a comportar-se como uma "coisa" que não chegava sequer a ser um animal? deixar que aquele homem continuasse a não cumprir a ordem/pedido natural de que a cela fosse limpa?deixar que morressem alguns reclusos em greve de fome para aí legitimar a intervenção delicada do GISP? preferível o quê?: entrar a "matar" ou usar o/um método que o imobilizasse e permitisse ao GISP tirar o homem dali sem risco para eles próprios? eu sou a favor da última hipótese. Não concebo outra sequer, por issonão recrimino a intervenção, aplaudo-a. Recrimino as observações intelectuais dos deputados, que deviam ser eles sim a ir para lá e e então convencer o homem a limpar aquela imundice que atéjá outros reclusos incomodava. Recrimino sim os pedidos de demissão apresentados, os pedidos de apuramento de responsabilidades de não sei quem, esquecendo-se toda a gente que se houve uma intervenção foi por haver uma situação para ser intervencionada.
Como no caso do polícia que matou o rapper. Se sou a favor da viol~encia e mortes? mais uma vez respondo que não! mas qual o papel afinal da polícia? que o polícia exagerou. Duvido. Duvido porque alguém não respeitou uma ordem, fugiu, repito, fugiu (coisa que os amigos do rapper nunca dizem), andou em contra-mão metendo em perigo outros utentes da via e os polícias até. Exagerou quem quando houve um disparo de aviso para o ar e mesmo assim não parou? e pretende-se o quê? que o polícia vá para casa ler Kant, Aristóteles, Faulcoult, Heidegger, Sartre, a Constituição, cogitar para depois decidir como agir?
Há um princípio básico que os meios de comunicação desconhecem ou sabem mas não o revelam. Há um princípio básico subjacente às forças de autoridade e que os deputados parecem desconhecer, o que é grave, ou melhor, fica bem esquecer: a polícia, os grupos de intervenção, lidam com violência, repito, lidam com violência.
Tentem ser eternamente diplomáticos e diplomatas em situação de violência, de desobediência contínua e severa.
Etiquetas:
Devaneios,
politiquices,
Vida
24 de fevereiro de 2011
O que não dizer a um colega de trabalho
Tudo limpo e arranjado. Tudo pronto a sair. Saímos, por acaso em grupo. Um brasileiro que faz dois de mim mas que nem 23 anos tem vê-me ir em direcção à mota. Muito espantado diz: "Como é que cê aguenta isso? é maior que cê!".
Respondo: "bem vês como o tamanho engana! não te preocupes, hás-de chegar à minha idade."
Etiquetas:
planeta part-time
O que não dizer ao namorado à frente um estranho
Casal jantado. Ela quer sobremesa e desloca-se ao balcão, debruça-se sobre o mesmo já com o rosto rasgado e os olhos a brilhar e a salivar pela boca e por outro sítio a pensar no açucar na sua boca e no seu sangue. Ele, catramono, chega a dizer que não quer, quando ela sugere duas bolas de gelado para os dois. Conversamos. O gajo claramente estar ali ou não era quase indiferente para a gaja. Dou-lhe a provar um gelado. Eles falam. Ele indiferente e a mulher louca de tesão pela sobremesa. Eu por ela, por aquele brilho nos olhos e sorriso à conta da sobremesa. Escolhe. Sirvo-a. Sempre com o mete-nojo ao lado dela. Ele diz qualquer coisa quando vê a sobremesa. Eu entretanto cagando claramente para ele, mas sem me esticar digo qualquer coisa como: nada como uma boa sobremesa para terminar em grande e fazer valer ainda mais o jantar. Ao que a mulher diz isto: "Vês como o senhor me percebe?"
Escusado será dizer que acho que o gajo de certeza, faz mal o serviço e que pensei que a gaja devia arranjar outro namorado.
Etiquetas:
planeta part-time
Pergunta para prémio continuação
Lembram-se disto?
Hoje entreguei os testes.
Pois o aluno em causa, espantado, admirado com zero valores na questão. zero valores como? que tentou explicar o que eu disse, o que ele ouviu nas aulas, que até estudou, que acha que o que eu apresentei como conteúdos da resposta estavam lá.
Secamente, aridamente disse que não, que não estava lá nada a não ser um pensamento caótico sem ponta por onde se lhe pegue.
Que não percebe mesmo quando lhe leio a resposta quase sílaba a sílaba e lhe explico o erro.
Azar.
Etiquetas:
Da educação
Paradoxo ou eu no novamente.
Luz, mais luz, muita, esta e mais, muita mais, toda. Quero toda a luz. Quero tudo a inundar de luz, de cor. Quero fazer tudo, viver esta luz toda. Não parar. parecer que o dia não tem fim, que ocupo o tempo e espaço todo. Quero esta luz e encher-me de vida. E no entanto o rosto pesado, fechado, triste, desanimado, cansado, desgastado, ao ponto de, o seguinte comentário hoje pela manhã no bar, por parte de um colega meu: "João tá tudo bem? tás com um ar carregado pá!"
Sim corajoso como me diziam no dito mail lisonjeiro, por me dizer no bom e no mau, na íntegra afinal. Como tento agora.
Queria tudo numa tarde destas, fazer tudo, ser tudo e é exactamente o cntrário o que vai acontecer.
Queria tudo numa tarde destas, fazer tudo, ser tudo e é exactamente o cntrário o que vai acontecer.
Não sei exactamente ou até sei mas prefiro nem lembrar, quando perdi parte do que era, do que gostava de ser. Não sei exactamente ou até sei mas prefiro nem lembrar, quando comecei a definhar.
23 de fevereiro de 2011
Sem palavras
"I need a witness
I need a witness
can I get a witness
You're always on my mind
but you never know
witness are looking at me
I want you to know that
I love you endlessly
I will never leave you
not you
I don't want to be alone tonight (tonight tonight tonight)
Baby if I call you
will you turn up before midnight
I just want to hold you in my arms.. my arms"
Nenhum destes elementos é meu, mas estou neles por inteiro. Está aqui tudo, ou quase tudo. O pior é que isto não me custa nada.
Etiquetas:
Intocável,
Música,
Paixão,
perfumes-alma,
tou que tou
Plano
Sair agora de casa montado na de duas rodas, mas a bike e fazer exercício e ir ver o mar. Quando chegar a casa tomar banhinho e depois ir passear com o Nino e continuar a aproveitar este sol maravilhoso, esta luz esplêndida e vigorosa em conjunto com a amizade de um amigo encantador. Regressar e montar-me na de duas rodas mas a motor e levar comigo máquina fotográfica e tripé e tirar fotos em Lisboa à noite, porque, todos os dias quando vou para o part-time, fotografo tanta coisa.
Pergunta para prémio
É a questão número 6 do teste, que aborda, entre outros temas, o da fenomenologia do conhecimento. "Reza" assim a questão:
"Quais as implicações, para o sujeito, decorrentes da apreensão do objecto?"
A resposta é esta pérola que acabei de ler:
"Quando o sujeito apreende o objecto este vai ser mudado, vai obter novas idéias que poderam vir de encontro às que este já tinha, mudando-o, ou mesmo que não venham de encontro, vai mudá-lo porque este já vai ter mais conceitos não agindo da mesma forma.Por exemplo, uma criança quando é pequena, gosta de brincar com outras crianças, mas ainda não tem o conceito "amar", quando o adquer, pode aplicá-lo a umas das crianças em particular sendo essa a criança com a qal irá brincar mais. esta relação que estabelece então, passa a ser a implicação, neste caso particlar."
(Claro que será cotada com zero ponto em vinte possíveis)
Etiquetas:
Da educação
Sem título
"Energia é uma das duas grandezas físicas necessárias à correta descrição do inter-relacionamento (sempre mútuo) entre dois entes ou sistemas físicos. A segunda grandeza é o momento. Os entes ou sistemas em interação trocam energia e momento, mas o fazem de forma que ambas as grandezas sempre obedeçam à respectiva lei de conservação."
in Wikipédia
Etiquetas:
Filosofia,
Paixão,
Sexualidade,
tou que tou
Sem título
"Fusão Nuclear - é o processo no qual dois ou mais núcleos atómicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atómico. A fusão nuclear requer muita energia para acontecer, e geralmente liberta muito mais energia que consome"
in wikipédia
Etiquetas:
Paixão,
Sexualidade,
Vida
Equivalência massa-energia

"Em física a equivalência massa-energia é o conceito de que qualquer massa possui uma energia associada e vice-versa."
in Wikipédia
Discos pedidos - Malena
"Para uma miuda de 50 que parece de 40 que se sente com 30 e dança como as de 20."(frase que consta na portado WC feminino do meu local de part-time e que acho delicosa)
Para quem, as outras gostariam de ser como ela (acrescento eu).
Para quem, as outras gostariam de ser como ela (acrescento eu).
22 de fevereiro de 2011
Eu
O que a seguir se segue, é uma tosca, confusa, disparatada cogitação sobre mim mesmo, motivada por palavras elogiosas à minha pessoa num mail, que um dia destes recebi. Desta forma também se quebra o ciclo de imagens e musicas que também enjoa, às tantas.
Que sou intenso diz e, que tenho uma capacidade enorme de entrega. Que acha, pelo que dizem os meus textos, e as imagens e musicas que coloco. Que devo ser intenso, a julgar pelo que lê do blog, que sim, é um reflexo de mim, digo-o eu. No bom e no mau e que isso pode ser efémero, um e o outro estado de espírito. Mas viciei-me nesta merda do jogo música/imagem/texto. Complementam-se e dizem muito do que acho sem que diga uma palavra minha e isso é engraçado porque motiva o despertar da imaginação em quem está do outro lado.
Se sou intenso? em momentos de lucidez até acho que sim, que o sou. E sou. mas nem dou por isso.É um dado adquirido.Sou assim simplesmente. Em todos os sentidos e não poder sê-lo neste momento -e há já algum tempo- consome-me. Sim sou intenso na medida em que quero viver muito ou tudo do que a vida tem para dar.
Sim sou meigo e simultaneamente sedutor (tanta gente que me chama isso), mas isso de ser sedutor é espontâneo, sou simplesmente assim, como um dia, num comentário alguém disse.
Sim sou franco e honesto, sim exponho-me e demais no que aqui escrevo. mas o que escrevo sou mesmo eu.
Não sou, nem quero parecer o último Skip, aquele, o melhor de sempre, o que agora é que vai lavar mesmo bem. Sou o que sou. Espaços a lavar mais branco há muitos, este não lava nem pretende lavar nada, pelo contrário, mas, ao menos não há publicidade enganosa. É isto e é o que é. Nem mais nem menos. Sou eu, com imperfeições, defeitos, fragilidades e qualidades, algumas.
Não venho para aqui contar contos, conto-me, isso sim, desfio-me, em imagens, musicas, fotos, palavras toscas.
Obrigado pelos vossos afagos na cabeça.
Sim sou franco e honesto, sim exponho-me e demais no que aqui escrevo. mas o que escrevo sou mesmo eu.
Não sou, nem quero parecer o último Skip, aquele, o melhor de sempre, o que agora é que vai lavar mesmo bem. Sou o que sou. Espaços a lavar mais branco há muitos, este não lava nem pretende lavar nada, pelo contrário, mas, ao menos não há publicidade enganosa. É isto e é o que é. Nem mais nem menos. Sou eu, com imperfeições, defeitos, fragilidades e qualidades, algumas.
Não venho para aqui contar contos, conto-me, isso sim, desfio-me, em imagens, musicas, fotos, palavras toscas.
Obrigado pelos vossos afagos na cabeça.
Etiquetas:
Eu
Jarra ou Cor favorita
"Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
pareces-te com o mundo na tua atitude de entrega.
O meu corpo de lavrador selvagem escava em ti
e faz saltar o filho do mais fundo da terra.
Fui só como um túnel. De mim fugiam os pássaros,
e em mim a noite forçava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver forjei-te como uma arma,
como uma flecha no meu arco, como uma pedra na minha funda.
Mas desce a hora da vingança, e eu amo-te.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os copos do peito! Ah os olhos de ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e triste!
Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia sem limite, meu caminho indeciso!
Escuros regos onde a sede eterna continua,
e a fadiga continua, e a dor infinita."
Pablo Neruda, "Corpo de Mulher"
pareces-te com o mundo na tua atitude de entrega.
O meu corpo de lavrador selvagem escava em ti
e faz saltar o filho do mais fundo da terra.
Fui só como um túnel. De mim fugiam os pássaros,
e em mim a noite forçava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver forjei-te como uma arma,
como uma flecha no meu arco, como uma pedra na minha funda.
Mas desce a hora da vingança, e eu amo-te.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os copos do peito! Ah os olhos de ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e triste!
Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia sem limite, meu caminho indeciso!
Escuros regos onde a sede eterna continua,
e a fadiga continua, e a dor infinita."
Pablo Neruda, "Corpo de Mulher"
P de Ponte, de Passagem, de Perfeição, de Paraíso
"A ponte é uma passagem
p´rá outra margem
A ponte é uma passagem
p´rá outra margem
Desafio pairando sobre o rio
a ponte é uma miragem..."
Etiquetas:
Mulher,
Música,
Paixão,
Sexualidade
Uma vida
Há 45!!!!!!!!!!!!! 45 anos!!!!!!!!!!!!!!! isso mesmo 45 anos. faz hoje 45 anos, a idade que muitos de nós não terão ainda e já há este tempo todo que anda este senhor a divulgar, 5 minutos de jazz por dia.
O seu espólio, foi já doado há anos, pelo próprio, à Universidade do Algarve.
45!!! 45 anos de vida dedicados ao jazz, essa maravilha.
Curvo-me perante tal.
O seu espólio, foi já doado há anos, pelo próprio, à Universidade do Algarve.
45!!! 45 anos de vida dedicados ao jazz, essa maravilha.
Curvo-me perante tal.
Etiquetas:
Música
Sininho ou a borboleta
Era uma vez uma menina.
A menina cresceu, ao contrário das outras meninas, sem saber o que queria ser quando fosse grande.
Enquanto crescia, ainda menina, perguntou um dia aos pais como havia de saber que gostava de alguém. Surpreendidos responderam: "sabes porque vais sentir borboletas dentro de ti a esvoaçar."A menina não percebeu mas também não perguntou mais nada.
A menina cresceu, tornou-se mulher, mas a menina estava sempre presente no seu rosto e nas suas mãos. E a menina viveu muitos anos sem nunca sentir as borboletas.
Um dia, cruzou-se com alguém e sentiu o corpo todo a vibrar. Ela, apercebeu-se que esse alguém também ficara parado quando se cruzou com ela. Ela foi ter com ele, menino também. Sorriram, como sorriem os meninos e disseram em simultâneo com os olhos a brilhar: "olá!". Abraçaram-se demoradamente. Depois, ela agarrou-lhe na mão e acrescentou: "Anda! vamos voar!"
21 de fevereiro de 2011
Intocável XXIII
"Presídio
Nem todo o corpo é carne... Não, nem todo
Que dizer do pescoço, às vezes mármore,
às vezes linho, lago, tronco de árvore,
nuvem, ou ave, ao tacto sempre pouco...?
E o ventre, inconsistente como o lodo?...
E o morno gradeamento dos teus braços?
Não, meu amor... Nem todo o corpo é carne:
é também água, terra, vento, fogo...
É sobretudo sombra à despedida;
onda de pedra em cada reencontro;
no parque da memória o fugidio
vulto da Primavera em pleno Outono...
Nem só de carne é feito este presídio,
pois no teu corpo existe o mundo todo!"
David Mourão-Ferreira, in “Obra Poética”
Etiquetas:
Intocável
"O Corpo Os Corpos
O teu corpo O meu corpo E em vez dos corpos
que somados seriam nossos corpos
implantam-se no espaço novos corpos
ora mais ora menos que dois corpos
Que escorpião de súbito estes corpos
quando um espelho reflecte os nossos corpos
e num só corpo feitos os dois corpos
ao mesmo tempo somos quatro corpos
Não indagues agora se o meu corpo
se contenta só corpo no teu corpo
ou se busca atingir todos os corpos
que no fundo residem num só corpo
Mas indaga sem pausa além do corpo
o finito infinito destes corpos"
O teu corpo O meu corpo E em vez dos corpos
que somados seriam nossos corpos
implantam-se no espaço novos corpos
ora mais ora menos que dois corpos
Que escorpião de súbito estes corpos
quando um espelho reflecte os nossos corpos
e num só corpo feitos os dois corpos
ao mesmo tempo somos quatro corpos
Não indagues agora se o meu corpo
se contenta só corpo no teu corpo
ou se busca atingir todos os corpos
que no fundo residem num só corpo
Mas indaga sem pausa além do corpo
o finito infinito destes corpos"
David Mourão-Ferreira, in “Obra Poética”
20 de fevereiro de 2011
OS bancos que não recebi
Aqui estava um texto maçador sobre prendas que tive de comprar-me visto ninguém mas ter oferecido nos anos ou natal.
mas, simplificando e sem querer esquecer-me de alguma, eram estas coisas:
mas, simplificando e sem querer esquecer-me de alguma, eram estas coisas:
- livro "O Pintor Desconhecido"
- puzzle (tipo rubik's cube) com imagens de M.C. Escher (sim existe tal coisa à venda)
- perfume
- último Cd de Corações de Atum
- estar com amigos, alguns dos quais não vejo há quase 5 anos mas que vamos falando pelo telefone
- máquina de barbear eléctrica (sim sou suficientemente gaja para ficar com a carinha em ruínas se usar lâmina e a máquina que tenho tem aí uns 15 anos e já falha)
Etiquetas:
prendas
Planeta Part-time
Era a noite da inauguração. Iam os festejos a meio, já havia gente com sangue a mais no alcool.
No balcão, uma menina pequenina muito bonita,futura estudante de gestão ou economia ou direito ou comunicação social na Universidade Católica, futura namorada de um gajo que também há-de estudar na católica, gajo esse que há de ser forcado e saber cantar o fado e que abraçará a defesa da causa monárquica, a menina portanto, dizia eu, comia ao balcão, acompanhada por uma senhora que já fora e mantinha-se bonita como a menina e acompanhada ainda por uma senhora já de idade que tentava manter a beleza mas que lhe fugia invitavelmente.
A certa altura, a mais velha, com simpatia, olha para mim e diz-me esta coisa enigmática e num tom que é o de quem sabe mais que muitos de olhos abertos, frase perspicaz: "Não tem nome de quem trabalha aqui!!."
Etiquetas:
planeta part-time
O que eu temia
Era um filme que eu achava muito bom (e continuo a achar), mas, os iluminatti, dizem que não, então pronto, ok, grande merda de filme.
A ler, aqui a verdadeira verdade sobre a falsidade e não qualidade de um filme que, devia ser um espelho, vá, um documentário sobre ballet para poder vir a ser bom.
A música, certos sons, certos efeitos, nada disso e tudo o resto é importante. Importante é se uma bailarina se veste ou não daquela maneira etc.
Nietzsche bem que diz na Origem da Tragédia, que a culpa disto tudo é do Sócrates(também mas este é o filósofo) que, com a mania de racionalizar tudo, tirou a beleza a um conjunto enorme de coisas que não se podem racionalizar, mas antes sim viver.
O que o artigo no Público diz tem um nome na disciplina filosófica chamada estética, mas eu, um leigo do mundo do bailado, não me vou atrever sequer a pronunciar tal palavra, mas que o que dizem parece a santa inquisição ou a pide cinematográfica, a santa inquisição, a pide das emoções, dos sentimentos, dos arrepios na barriga etc isso parece.
Ah!!! e um psiquiatra que diria do filme? e se este dissesse bem??que confusão!
faço uma proposta: cada área envolvida num filme tem um peso. mete o seu peso no lado da balanço do bom ou mau, conforme o resultado assim o filme é bom ou não e nós partilhamos da opinião dessa gente. Ou melhor ainda, começam eles a fazer cinematografia, assim todos os filmes vão ser bons.
Planeta Part-time
Aprendem-se coisas giras num part-time, especialmente quando aí uns 95% dos funcionários não são naturais das terras de Camões. Assim, hoje aprendi do B.(um míudo de 23 anos com quem desde logo simpatizei e ele comigo), que também vem da terra B de Brasil, que por lá se usa esta expressão deliciosa:
"Essa bunda é sua ou é da lordose?"
o que eu me ri!
Etiquetas:
planeta part-time
U2 - Trying To Throw Your Arms Around The World (Sydney1993)
Em Alvalade, assisti eu a este Tour -senão erro era este tour-. Ainda existia aquela discoteca nos restauradores (onde descobri o sobrinho do meu avô paterno a vender a revista Cais e, como se isso não chegasse é fotocópia do seu tio e meu avô e do meu pai) a bimotor (creio ser esse o nome) e não havia absurdas, ridículas filas para comprar bilhetes.
Não são seis da manhã,mas podiam ser. Saí do trabalho -o part-time-às 2.20. A polícia municipal tinha chegado para desbloquear um carro e as filas em direcção ao carmo pro estacionamento tinham parado há pouco tempo.
Deixei a mota no mesmo sítio que na semana passada levei-a pró largo do camões e tive receio com aquela multidão toda.
Poucos minutos a pé e no bairro-alto perto do Luso. Bom aquela gente toda. Vida, alegria, amizades. Sabe-me bem ver aquilo. Dá algum ânimo. Penso mil e uma coisa enquanto ali estou. É mais o tempo que levo a vaguear do que parado num bar a beber uma cerveja preta.
Se por um lado estou bem naquela paz,a viver por minutos a vida em vez de só ir sobrevivendo, apessar de sempre sozinho, por outro, triste,à espera de rostos conhecidos, mas nada. É voltar para casa. Só estou ali a enganar-me apesar de me distrair um pouco.
Gente sem fim por aquelas ruas. Parar e tirar montes de fotos a lisboa à noite com os sentidos.
A mota e uma pulga em cima dela passam no caos dos trânsito e a pulga sorri por isso. A viagem de 15 minutos sem pressa.
A casa em silêncio a conversar comigo, finjo que não a oiço mas acabamos a falar enquanto como a salada que trouxe do trabalho eque sabe tão bem a esta hora.
Estpu estranhamente sereno. Talvez porque esta noite, tomei a outra metade do amigo do coração, o bisoprolol e a tensão e os batimentos baixaram para valores aceitáveis, mas a cabeça processa, mal claro, mil ideias por segundo. Talvez por isso me vá meter na cama, apesar de não ter sono o que é estranho uma vez que, apesar de já ser domingo e ser dia 20, a semana para mim é como uma pescadinha de rabo na boca, onde não sei quando começa e acaba.
Sinto, ao fim ao cabo que sou só eu e uma mota e um espaço que não existe de verdade mas que está cheio (ou tento que esteja) da pouca vida que ainda me resta.
Não são seis da manhã,mas podiam ser. Saí do trabalho -o part-time-às 2.20. A polícia municipal tinha chegado para desbloquear um carro e as filas em direcção ao carmo pro estacionamento tinham parado há pouco tempo.
Deixei a mota no mesmo sítio que na semana passada levei-a pró largo do camões e tive receio com aquela multidão toda.
Poucos minutos a pé e no bairro-alto perto do Luso. Bom aquela gente toda. Vida, alegria, amizades. Sabe-me bem ver aquilo. Dá algum ânimo. Penso mil e uma coisa enquanto ali estou. É mais o tempo que levo a vaguear do que parado num bar a beber uma cerveja preta.
Se por um lado estou bem naquela paz,a viver por minutos a vida em vez de só ir sobrevivendo, apessar de sempre sozinho, por outro, triste,à espera de rostos conhecidos, mas nada. É voltar para casa. Só estou ali a enganar-me apesar de me distrair um pouco.
Gente sem fim por aquelas ruas. Parar e tirar montes de fotos a lisboa à noite com os sentidos.
A mota e uma pulga em cima dela passam no caos dos trânsito e a pulga sorri por isso. A viagem de 15 minutos sem pressa.
A casa em silêncio a conversar comigo, finjo que não a oiço mas acabamos a falar enquanto como a salada que trouxe do trabalho eque sabe tão bem a esta hora.
Estpu estranhamente sereno. Talvez porque esta noite, tomei a outra metade do amigo do coração, o bisoprolol e a tensão e os batimentos baixaram para valores aceitáveis, mas a cabeça processa, mal claro, mil ideias por segundo. Talvez por isso me vá meter na cama, apesar de não ter sono o que é estranho uma vez que, apesar de já ser domingo e ser dia 20, a semana para mim é como uma pescadinha de rabo na boca, onde não sei quando começa e acaba.
Sinto, ao fim ao cabo que sou só eu e uma mota e um espaço que não existe de verdade mas que está cheio (ou tento que esteja) da pouca vida que ainda me resta.
Etiquetas:
Eu,
fim de semana,
Música,
Vida
19 de fevereiro de 2011
PAIXÃO
"A tesão é uma constante humana, o motor que faz avançar o mundo (...)"
Paul Auster, Homem na Escuridão
Etiquetas:
Música,
Paixão,
Sexualidade,
tou que tou,
Vida
The Promise you Made
"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso."
Clarice Lispector
Etiquetas:
literatura,
Música,
Paixão,
Vida
18 de fevereiro de 2011
Ciúmes da Saudade
Saudades do mar da tua boca,
do fogo da tua língua,
do céu do teu corpo,
da luz das tuas mãos,
da terra das tuas pernas,
dos teus pés.
(texto meu)
Etiquetas:
Música,
Paixão,
Sexualidade
Anjos que comem anjos II
"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: Quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector
Etiquetas:
literatura,
Paixão,
Sexualidade,
tou que tou,
Vida
Subscrever:
Mensagens (Atom)













































