30 de junho de 2011
" Eis o centro do corpo
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os dedos teus
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma. "
Maria Teresa Horta
o nosso centro
onde os dedos escorregam devagar
e logo tornam onde nesse
centro
os dedos esfregam - correm
e voltam sem cessar
e então são os meus
já os dedos teus
e são meus dedos
já a tua boca
que vai sorvendo os lábios
dessa boca
que manipulo - conduzo
pensando em tua boca
Ardência funda
planta em movimento
que trepa e fende fundidas
já no tempo
calando o grito nos pulmões da tarde
E todo o corpo
é esse movimento
em torno
em volta
no centro desses lábios
que a febre toma
engrossa
e vai cedendo a pouco e pouco
nos dedos e na palma. "
Maria Teresa Horta
A Árvore da Vida
A Árvore da Vida é o nome de um filme realizado por Terrence Malick. Este mesmo realizou o provável filme da minha vida: The Thin Red Line. Árvore da Vida ganhou a Palma de Ouro em Cannes. Vi-o a semana passada. Tinha muita expectativa e (cada um acha o que entender claro) não saiu furada. Árvore da Vida é uma obra de arte em absoluto sem mácula. Mesmo o que parece exagero (a cena dos dinosauros) não o é, mesmo se parece cansativo não o achei. E deixando de merdas: não o achei chato porque uma reflexão não pode ser chata, pelo menos naqueles termos, porque conseguir daquele modo demonstrar o pulsar da vida é genial. E os meus dois últimos apontamentos: o filme fará certamente mais sentido para quem é pai e em particular mãe e último e mais importante de tudo que nunca li nem ouvi a ninguém (sim tou armado aos cucos): não sabendo, não percebendo da Biblía ou religião então de facto o filme não fará qualquer sentido, mas coloque-se um católico protestante frente a uma tela a ver A Àrvore da Vida e oiça-se o dito...(não é por acaso que o filme abre, começa com o Livro de Job)
29 de junho de 2011
Para a malena
Para a Malena, minha Amiga verdadeira, que por estes dias passa uns dias muito maus, horríveis e que pior, imagino o que sofra.
"Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça. Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade."
Almada Negreiros
27 de junho de 2011
25 de junho de 2011
Quando for grande quero ser dono duma empresa de confecções que fabrique boxers potentes como os do Hulk e vou chamar-lhes Duende verde.
Já agora para quando imagens de ragabofe entre a malta marvel e disney? sim porque de certeza a minie já andou a partir com um super herói qualquer ou a maga patológica de certeza que já teve uma experiência bem kinky, bem bdsm com o Wolverine. Será que alguma super herói consegui fazer do Pateta menos goofy?
de certeza que aquele velhote que domina o ferro jácomeu muito espinafre para ficar com uma piça cumó aço pra dar conta da Margarida, que de certeza a gaja com aquele cú empinado não se satisfaz nem contenta com um gajo que nem falar sabe!
Esta noite não vou dormir...
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23 de junho de 2011
Porque votei nulo.
Há dias, escrevi aqui, para quem se dá ao trabalho de ler esta merda, que votei nulo. E votei mesmo.
Passo a explicar porquê com um facto que se passou comigo.
Passo a explicar porquê com um facto que se passou comigo.
Dia 21 do mês passado, esteve presente em Alcácer do Sal um Prof. Catedrático de renome, em que, foi o Sr. prof. falar sobre ensino. Apesar de orador principal e o "centro das atenções", achei desde o início que os partidos políticos, dada a natureza do tema, deviam estar presentes e apresentar as suas visões, alragando desse modo a plataforma de debate. Contactei os gabinetes de atendimento ao cidadão de todos os partidos políticos com assento parlamentar. De todos eles só desde o início e mesmo após a dissolução -teve esse cuidado- da AR garantiu a presença, a CDU.
Um houve que repondeu mas à última da hora cancelou, o PS nem sequer respondeu e o PSD disse que ia er da disponibilidade e até hoje, isto foi em Outubro ou Novembro senão erro. A actividade foi em Maio deste ano, não esqueçamos.
Um dos partidos em particular -e é aqui que quero chegar- por uma figura de vulto, agora Ministro, repito, agora Ministro no novo Governo de coligação PSD-CDS-PP, preocupou-se sempre foi em saber se PSD e PS vinham. Nos últimos contactos chegou mesmo a perguntar novamente após saber a resposta e disse então que não estaria o seu partido presente porque, e cito de memória e nem querendo difamar: "Se estivessem PS e PSD teria todo o gosto em contrapôr as posições desses partidos e apresentar certos números/factos a ambos!". Respondi novamente que nenhum dos partidos havia respondido e que se aparecessem seriam bem vindos mas não deixaria de ser uma surpresa para mim. Ora, tal partido, por uma sua figura de relevo, ao ponto de agora ser ministro, não esteve preocupado em fazer-se representar, estava sim preocupado em cacetada verbal e fazer-se ouvir mais alto no meio do ruído, ao que, dispensei a sua presença porque a ideia não era nem nunca foi essa.
Esse homem, era deputado na altura o-com funções para além das de "mero" deputado, hoje é ministro de um governo de um coligação com um partido a quem ele queria verbalmente dar "cacetada".
Esta é a razão porque votei, mas nulo. Esta é a razão porque sou descrente neste governo e no anterior ao contrário do meu pai que acredita neste.
PS- agora juntem também a isto a guerra de comadres que estalou no BE pós-eleições. tenho, infelizmente, mais uma razão para ter votado nulo.
Esta é a razão porque votei, mas nulo. Esta é a razão porque sou descrente neste governo e no anterior ao contrário do meu pai que acredita neste.
PS- agora juntem também a isto a guerra de comadres que estalou no BE pós-eleições. tenho, infelizmente, mais uma razão para ter votado nulo.
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22 de junho de 2011
Exames no CEJ
Porque nunca ouvi ninguém a perguntar-se como é que os "alunos" acertaram e erraram todos as mesmas questões de escolha múltipla?
Talvez porque não interesse saber quem levou para fora da instituição uma cópia da dita prova. No entanto, para além de recriminar e achar absolutamente vergonhoso que futuros juízes cabulem, não o é menos o acto que alguém praticou de divulgação prévia da prova. E disso nem uma palavrinha.
Os "vigilantes" esses não os culpo, como imaginariam eles que os "alunos" sabiam na ponta da caneta a prova?
E no entanto, não fosse isto vir a público...e todos teriam dez valores e todos ficariam impunes e nada se teria passado.
A justiça a trabalhar ao seu melhor nível sem dúvida.
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No início era o Verbo
Verbo do ano: Adorar. Conjuga-se:
Eu Adoro-vos
.
.
.
.
.
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Tudo ao molho
NA altura alguém disse-me. "acredita! um dia ligas-me a dizer que a mota é tua!", eu ria-me e dizia que a pessoa era maluca. Como disse na altura, estava resignado. Na boa.
Passaram 5 meses, quase meio ano e eis que afinal tenho mesmo uma BMW R 1200 RT e melhor, nova, comprada a semana passada (um dia meto aqui uma foto da gaja, mas fica aqui a imagem de uma igualzinha).
Hoje, ao almoço com meus pais, víamos imagens da tomada de posse do novo governo. Falou-se entretanto do sucessor daquele gajo, o ex-primeiro ministro, o Sócrates e meu pai deu a entender que preferiria António José Seguro. Vociferei. Que não! que o acho um mafioso, que detesto aquele ar enjoado e de bazófia tipo Ricardo Salgado , que detestei o tom e o modo de marketing com que falou no dia das eleições a 5 de Junho e que prefiro de longe Francisco Assis. Um homem sempre presente, informal, que me parece de longe, a milhas de distância, mais honesto e sério intelectualmente. De longe prefiro Francisco Assis e a sua atitude na política que me parece de longe mais genuína que a imagem publicitária de José Seguro. E para concluir lembrei a meu pai o modo como Francisco Assis enalteceu num último debate da nação, na Assembleia da Republica, a pessoa de Manuela Ferreira Leite.
Nota à malta: meu pai não vota PS e eu votei nulo nas últimas legislativas, por isso, não vale a pena lerem no relato desta conversa, a cor política dos intervenientes.
Ainda sobre política, outro dia, meu pai perguntava o que eu achava sobre o novo ministro da educação, respondi, chateando-o, que acho difícil que ponha em prática o que tem vindo a dizer em público sobre ensino, se o fizer tanto melhor, mas que, para mim,a prova última da suas qualidades é eu deixar de ouvir a um ministro da educação -e este em particular- que os contratados(os professores e que são dezenas de milhares todos os anos e eu um deles há 11 anos) são apenas a última opção de recurso para ocupar "restos", para além de que, o professor catedrárico que foi a alcácer do sal falar no dia 21 de Maio e me merece todo o respeito, demonstrou que Nuno Crato (e na altura não se suspeitava que viesse a ser ministro da coisa) é mais um demagogo que um pedagogo.
Tenho andado bem e tenho um medo terrível disso, porque é sinal, para mim, na minha cabeça, que a seguir há de vir algo que me vai atirar muitíssimo abaixo.
Que um estudo qualquer mostrou que beber chás quando se toma ansiolíticos e anti-depressivos e afins faz mal! Já o sabia! Por isso mesmo só consumo vinho e cerveja!
Sinto-me meio perdido,como aliás sempre, por isso mesmo o silêncio maior por estas bandas.
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19 de junho de 2011
Sem título
O que importa é falar do brilho da lua quando os meus dedos afloram a tua pele e de como a água se torna límpida e fresca quando os teus lábios roçam os meus. Importa é falar da inveja que o rugido do mar tem do silêncio da tua voz e de como é belo o teu silêncio e que se parece com o som dentro de uma igreja. Da inveja que a laranjeira tem do teu corpo. Importa é falar de como os botões de rosa não são tão doces nem perfumados como o teu olhar. Importa é falar da luz do teu sexo que cega o sol e de como o teu rosto é belo como o amarelo do limão.
18 de junho de 2011
16 de junho de 2011
14 de junho de 2011
12 de junho de 2011
Sem título
Sexo
Da boca do teu sexo
irrompe a inocência nua
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa
abre a janela,
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa
abre a janela,
debruça-te
deixa que o mar o inunde,
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado
olho, admiro-o e leio nele
o que o vento norte escreveu sobre as dunas
levanta-se do fundo de ti
e num soluço da respiração
deixa que o mar o inunde,
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado
olho, admiro-o e leio nele
o que o vento norte escreveu sobre as dunas
levanta-se do fundo de ti
e num soluço da respiração
sei que estás vivo
sei que é ele o centro sísmico do mundo!
sei que é ele o centro sísmico do mundo!
Poema "O corpo" de Al Berto, alterado
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Silêncio, aqui beija-se
"O que eu gostava era de poder falar na tua boca para que as tuas palavras fossem minhas e pudesse permanecer silencioso ao teu lado."
Pedro Paixão
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Closer
Numa espiral de desejo sangrento, os corpos consomem-se vertiginosamente, sem qualquer pudor, qual predador faminto.
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11 de junho de 2011
10 de junho de 2011
9 de junho de 2011
8 de junho de 2011
Sem título
E depois os corpos encaixados, em silêncio. A escuridão e a respiração funda, o calor. Depois os corpos banhados num mar de suor. Depois o cheiro a perfume substituído pelo do sexo. Depois uma paz e os corações que batem como um, as almas que se confundem depois de se terem confundido os corpos.
Depois, como uma membrana ali estão os dois prostrados, juntos, unidos, vivos.
Biutiful
Só a meio do filme me dei conta de quem era o realizador, mas desde o início achei o filme "bizarro", estranhei-o mas entranhou-se depois. Desde o início encontrei os mesmos ingredientes que encontro em 21 Gramas ou Amor Cão. Aqui, para mim, estão apenas misturados de forma diferente. Nem na intensidade Iñarritu se poupou.
Eu, gostei muito do filme. Violentamente belo.
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Intocável XXVIII
"This is the time of night when the moonlight shines down and we can reveal who we truly are
Within the darkest most depraved
Within the darkest most depraved
of joys"
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Intocável XXVII
"So, if there's something you'd like to try
If there's something you'd like to try
Ask me I wont say no, how could I?"
If there's something you'd like to try
Ask me I wont say no, how could I?"
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Sem comentários.
A Sic Notícias, procura definir o perfil ideal da próxima pessoa que ocupe a pasta do Ministério das Finanças. Fá-lo, diz a própria estaçãod e TV, dada a importância que tal cargo terá no contexto em que o país se encontra. Que deve ser assim e assado.
Até aqui tudo normal.
O que já não acho muito normal é que se refira sempre à dita pessoa no masculino, chegando a dizer até(cito de memória): " ...o próximo homem das finanças...".
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6 de junho de 2011
Beijo
Beijo,
encontro imediato de duas parcelas de amor.
"Há tanto tempo eu
trazia um vestido curto nós
subíamos as escadas eu
à frente sem reparar deixava
as pernas ao desamparo do teu
agrado, tínhamos bebido ao meu
futuro e era uma fuga o teu
presente um disco que me deste
reluzia em semi-círculo e a nós
excitava seriamente escapar eu
fazia vinte anos tu
relanceavas-me as pernas eu
abandonava a adolescência
nem olhara para trás tu
miravas-me as pernas de trás. Nós
subíamos ao telhado eu
trazia um vestido curto nós
estávamos tristes creio tu
fingias-te um sátiro e nós
subíamos ao alto desarmados.
O tambor do sol batia
nos olhos que a luz e o álcool e a luz
e o álcool diminuíam
e os brancos raiavam o solstício
incandescentes eu
fazia vinte anos tu
tinhas-me dado uma música eu
rodava-a na mão e o sol
girava no gume do metal eu
de vestido curto descrevia
um círculo de desejo nós
estávamos tristes creio nós
tínhamos subido e a crista
das telhas beliscava na pele
petéquias de luz e tu
ao disco do sol dançavas e eu
de olhos cegos espiava fazia calor nós
tínhamos bebido e tínhamos calor eu
já tinha vinte anos nós
éramos o grande amor."
Margarida Vale de Gato
encontro imediato de duas parcelas de amor.
"Há tanto tempo eu
trazia um vestido curto nós
subíamos as escadas eu
à frente sem reparar deixava
as pernas ao desamparo do teu
agrado, tínhamos bebido ao meu
futuro e era uma fuga o teu
presente um disco que me deste
reluzia em semi-círculo e a nós
excitava seriamente escapar eu
fazia vinte anos tu
relanceavas-me as pernas eu
abandonava a adolescência
nem olhara para trás tu
miravas-me as pernas de trás. Nós
subíamos ao telhado eu
trazia um vestido curto nós
estávamos tristes creio tu
fingias-te um sátiro e nós
subíamos ao alto desarmados.
O tambor do sol batia
nos olhos que a luz e o álcool e a luz
e o álcool diminuíam
e os brancos raiavam o solstício
incandescentes eu
fazia vinte anos tu
tinhas-me dado uma música eu
rodava-a na mão e o sol
girava no gume do metal eu
de vestido curto descrevia
um círculo de desejo nós
estávamos tristes creio nós
tínhamos subido e a crista
das telhas beliscava na pele
petéquias de luz e tu
ao disco do sol dançavas e eu
de olhos cegos espiava fazia calor nós
tínhamos bebido e tínhamos calor eu
já tinha vinte anos nós
éramos o grande amor."
Margarida Vale de Gato
Lover You Should Have Come Over
"So I'll wait for you... And I'll burn
Will I ever see your sweet return?
Oh, will I ever learn?
Oh, Lover, you should've come over
Cause it's not too late."
Coerente II
Estou à vontade Sr. presidente da república. Fui votar, por isso, quando não concordar com algo, vou bater-lhe à porta com um papel escrito a dizer o que estou contra, o senhor assina para eu poder sair incólume das situações menos boas que possam vir contra mim sem que eu seja culpado, em resultado dos péssimos gestores políticos que temos tido.
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Coerente
Coerente é admitir uma derrota, admitir que se errou, admitir que não se cometeu o erro de fugir com a cara a responsabilidades. Isso sim, é de homem. Por isso mesmo não percebo o seguinte:
" José Sócrates assumiu a derrota nas eleições e apresentou a sua demissão da liderança do PS."
" José Sócrates assumiu a derrota nas eleições e apresentou a sua demissão da liderança do PS."
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5 de junho de 2011
O que é a luz? IV
"Suzanne takes you down to her place near the river
You can hear the boats go by
You can spend the night beside her
And you know that she's half crazy
But that's why you want to be there
And she feeds you tea and oranges
That come all the way from China
And just when you mean to tell her
That you have no love to give her
Then she gets you on her wavelength
And she lets the river answer
That you've always been her lover
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that she will trust you
For you've touched her perfect body with your mind.
And Jesus was a sailor
When he walked upon the water
And he spent a long time watching
From his lonely wooden tower
And when he knew for certain
Only drowning men could see him
He said "All men will be sailors then
Until the sea shall free them"
But he himself was broken
Long before the sky would open
Forsaken, almost human
He sank beneath your wisdom like a stone
And you want to travel with him
And you want to travel blind
And you think maybe you'll trust him
For he's touched your perfect body with his mind.
Now Suzanne takes your hand
And she leads you to the river
She is wearing rags and feathers
From Salvation Army counters
And the sun pours down like honey
On our lady of the harbour
And she shows you where to look
Among the garbage and the flowers
There are heroes in the seaweed
There are children in the morning
They are leaning out for love
And they will lean that way forever
While Suzanne holds the mirror
And you want to travel with her
And you want to travel blind
And you know that you can trust her
For she's touched your perfect body with her mind."
Sem título
"[...]
Eu conheço uma pequena e triste fada
que vive num oceano
e toca a flauta mágica do seu coração
suave, suavemente
pequena e triste fada
que morre com um beijo todas as noites
e com um beijo renasce a cada amanhecer."
Forough Farrokhzad
Sem título
"Sou como você me vê
Posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando, e como você me vê passar" !
Clarice Lispector
Sem título
"Fico com medo. Mas o coração bate.
O amor inexplicável faz o coração
bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu,
e eu uma forma de te ser:
Eis os limites de minha possibilidade."
O amor inexplicável faz o coração
bater mais depressa.
A garantia única é que eu nasci.
Tu és uma forma de ser eu,
e eu uma forma de te ser:
Eis os limites de minha possibilidade."
4 de junho de 2011
Sem título
"Love means to learn to look at yourself
The way one looks at distant things
For you are only one thing among many.
And whoever sees that way heals his heart,
Without knowing it, from various ills—
A bird and a tree say to him: Friend.
Then he wants to use himself and things
So that they stand in the glow of ripeness.
It doesn’t matter whether he knows what he serves:
Who serves best doesn’t always understand."
Czeslaw Milosz
3 de junho de 2011
A entrevista
Se pudesse entrevistar a putéfia que presidia a um clube de virgens perguntava-lhe:
- Quando visitou o salão erótico de Lisboa, sentiu-se húmida?, pensou em masturbação ou foi mais uma cena de orgia que lhe veio imediatamente à "rata"?
- Se eu fôr seu namorado e no dia seguinte acabar consigo vou poder fodê-la ao terceiro dia conforme as escrituras?
- Gostou que lhe chamassem nomes no acto ou não lhe chamaram mas gostava que lhe tivessem chamado? se não chamaram qual dos dois preferiria: puta ou simplesmente ex-virgem deslavada?
- Engoliu?
- Que posições experimentou? qual gostou mais? alguma que não tenha conseguido experimentar mas que tenha em mente?
- Como se sente agora com um ar de badalhoca mas penteada e maquilhada e mamas maiores?
- Foi submetida a práticas bdsm? no caso de resposta negativa: mas gostava?!
- Como é que uma presidente de um clube de meninas virgens se deixa filmar e fotografar com as mamas ao léu?
- Enquanto ex-presidente de um clube de virgens que palavra(s) quer deixar às suas (ex)seguidoras?: (opções): espero que tenham gostado tanto quanto eu e se tenham vendido a um jornal.; se vão perder a virgindade que sejam putas a valer!; nunca vão atrás da conversa de namorados, prefiram sempre os ex's; não digam desta água, ou outro líquido, não beberei.; no cú usem lubrificante e pratiquem em casa primeiro.; não se deixem enganar, sexo é bom.; optem sempre pela casa dele ou um hotel ou pensão, já dão o corpo, ele ou alguém que lave a roupa da cama.
- Que pensou quando viu a "coisa"?
- Qual foi o momento, quando estava com o jovem que a desflorou, em que pensou para si própria: " que se fodam os valores e as entrevistas e os clubes e os meus pais! perdida por cem, por mil, por todos e começo já por este!"
- Considera-se mãe de um novo jet-set que se alimenta das revistas, dando os c's: cara e para além disso o cú e...colo?
- Tem muita curiosidade em conhecer Sá Leão?
- Se entrasse num reality show tapava-se ou deixava que se visse para mostrar às noviças a arte da virgindade? (aqui ria-me e pedia desculpa pela brincadeira)
Terminava agradecendo a disponibilidade e concluia dizendo que não obrigado masturbo-me com regularidade e prefiro-as naturais, ainda que pequenas e putas só as dignas desse nome.
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Devaneios
2 de junho de 2011
Indisciplina
" Não se importa que eu endireite as flores do seu corpete, que foram deslocadas pelo choque? Receio que as perca, gostava de as enfiar um pouco mais para dentro. Ela, que não fora habituada a ver os homens terem tantas cerimónias consigo, disse a sorrir:
- Não, de modo algum, não me importo nada.
Mas ele, intimidado pela sua resposta, e talvez também para parecer ter sido sincero quando aproveitara aquele pretexto, ou até começando já a acreditar que o fora, exclamou:
- Ah, não, sobretudo não fale, vai perder o fôlego outra vez, pode muito bem responder-me por gestos, que eu entendo-a bem.
Sinceramente que não se importa? É que, está a ver, há um pouco de... penso que é pólen que lhe caiu em cima e se espalhou; vai permitir-me que a limpe com a mão? Não estou a fazer muita força, não estou a ser muito bruto? Talvez lhe esteja a fazer alguma cócegas, não? É que eu não queria tocar no veludo do vestido para não o amarrotar. Mas, está a ver, era mesmo preciso segurá-las, iam cair; e assim, metendo-as um bocadinho para dentro... A sério, não estou a ser desagradável? E se as cheirasse, para ver se não têm mesmo aroma? Nunca cheirei, posso? Diga a verdade.
Sorrindo, ela ergueu ligeiramente os ombros, como que a dizer:
«Não seja tolo, bem está a ver que isso me agrada.» "
Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido (Volume I . Do Lado de Swan)
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A simpática besta
Terça feira uma turma fez a apresntação pública do seu trabalho de área de projecto. Enquanto professor da turma (desde o ano passado) e sendo a apresentação feita no horário da disciplina que tenho com eles não deixei de estar presente e com gosto claro.
Nao sabia o que lá vinha. Estava com curiosidade, confesso. No fim gostei, achei mesmo muito muito bom. Chmaram-me mesmo ao palco para dar umas palavras sobre eles. Não os expus, não disse uma palavra de mal sobre eles -não achei que fosse a circunstância para tal-, elogiei o que até ali já tinha visto e terminei dando a ideia de que, tendo o trabalho, como eles tiveram para fazer aquela apresentação, tem-se bons resultados. Nem de propósito e a seguir parodiaram a minha pessoa. Ri-me que havia de fazer, ri-me de achar mesmo graça. E aquilo continuou até que foram buscar ex-colegas de turma e acabaram todos a dançar e cantar uma música por eles escrita.
Hoje, uma colega que também lhes dá aulas este ano, e também estava presente, disse-me que gostou e achou que eu estava muito bem representado, que era a representação mais fiel e mais próxima da realidade de todos os professores que ali foram caricaturizados. Sorri e disse que sim, era verdade.
Virei as costas e pensei -que se fosse um dos alunos daquele grupo- como a caricaturizava a ela, simples: uma diabo, com uma longa cauda a sair-lhe do cu, uns chifres enormes com uns olhos a sangragem e bem esbugalhados e depois, de cada vez que abrisse a boca vomitava.
Era assim que caricaturizava esta simpática besta colega.
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Devaneios
5
Outro dia foi 22.45, ontem foi 5. 5 horas ou perto disso ou até mais um pouco, foi o tempo que o meu capacete esteve na rua, em plena Lisboa, em cima da mota. Livre, sem estar preso à mota com rigorosamente nada. Absolutamente disponível para ser levado por quem quer que ali passasse. Um capacete, tamanho M, marca BMW, 5 horas ali esteve toda a noite enquanto trabalhei no part-time e ninguém mo levou. Incrível!
Espanto
Espanto dizem, foi o motor que deu origem à filosofia. Espanto do homem, perante a realidade que o rodeava.
Continuo a espantar-me com muita coisa, nomeadamente com aqueles que se espantam com a violência escolar e/ou entre adolescentes e com a violência com os recrutas militares.
Espantarem-se com isso, significa que não têm a mais pequena noção da realidade e que portanto, quando falam sobre ela -realidade-, não fazem a mais puta ideia do que falam.
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