30 de agosto de 2011

"Para a dor
não há ciência
só a distância
entre a ausência
e a tua chegada"

Ana Marques Gastão

Absolutamente enfeitiçado pela musica desta mulher

Mais do mesmo

O mês de agosto está no fim. Mais um verão que não vivi mas que passou por mim. 
Lembro-me que houve uns dias de muito calor e outros tantos de chuva ou simplesmente negros, parecendo outono. Estou mais perto dos 37, outro natal outra vez, a incansável repetição, a náusea, diria Sartre e copio-o eu agora para dar um ar.
 Para o ano há mais festivais, provavelmente como este ano, para eu não ir e com isso não conseguir equilibrar-me e achar que se fosse ia fazer melhor que qualquer antipsicótico ou antidepressivo.
O mês de Agosto está no fim e com isso as listas definitivas de colocação de professores. 11 anos, há 11 anos que esta cegada da ansiedade, da irritação, do nervosismo da espera das listas dura. Agora mais certo, mas nunca com um grau que me permita o sossego. Desde ontem a espera pelas listas que só amanhã -uma eternidade- saem. Até lá a inquietação, o sofrimento em silêncio, a dificuldade em dormir.
Era melhor que não houvesse Agosto.

Tirei-a no domingo


27 de agosto de 2011

23 de agosto de 2011

O que ando a ler?

"-----estou procurando, estou procurando. estou procurando entender. (...) Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. (...) Só tive a facilidade dos dons, e não o espanto das vocações - é isso?"
A Paixão segundo G.H., 
Lispector,  Clarice
Relógio  d'Água
págs. 9; 24

Luz

Não estou preparado para perder a minha mãe. A minha mãe faz-me falta, é a minha luz. Dói e custa muito ver a mãe a partir a cada queda que dá. A minha mãe não pode partir, preciso dela para me fazer açordas de alho e  ervilhas com ovos e linguiça frita. Eu só tenho 36 anos, ainda sou um menino. Que farei sem a minha mãe?

19 de agosto de 2011

Quero escrever um texto onde fale na medicação nova que dura há mês e meio sensivelmente. Um texto onde diga que de início me sentia bem, mas que agora já não sei. Um texto onde diga que já pensei em deixar de vez, outra vez a medicação, apesar de calcular que dê merda se fizer tal. Escrever um texto onde diga que a porra da ideia de inutilidade, incapacidade, insatisfação, ansiedade, de morte está presente e de modo constante de há umas semanas para cá. Um texto, palavras, sentimentos, onde diga que não me sinto bem nem feliz, apesar de ter tudo para o contrário, porque pequenos fragmentos, pequenas coisas que me ajudam a sentir bem no dia a dia me faltam há já muito e não vejo como recuperá-las. Um texto onde fale da inquietação, do desassossego, da falta de certas coisas e não consigo.

O livro das caras

Tenho conta no Facebook.Nunca achei muita piada àquilo, mas confesso que tem vantagens, confesso que lhe coisas positivas, mas, e há sempre o mas, nunca engracei com aquilo. Depois do filme Network que vi, mais indiferente fico e há mais duas ou três coisinhas:

  1. começo a ter umas pessoas que não me interessa nada ter amizado (sim podia não o ter feito mas depois de essas pessoas me terem ouvido dizer que tinha lá conta e que tinha amizado outros que do mesmo círculo, achei que seria muito incorrecto não amizar estes últimos a que me refiro)
  2. ter visto uma conta de uma pessoa que conheço em que, tinha uma foto de si e 300 (exagero meu) da sua "pessoa" no second life, pareceu-me algo muito estapafúrdio, ainda para mais vindo de alguém que era a melhor aluna da turma na universidade
  3. tudo isto fz com que a razão pela qual criei aquela conta não faça sentido.
Quero aquilo discreto, calmo, já vou com 18 "amigos" e alguns dos quais, não me interessam nem pintados com molho de tomate.
Facebook a encerrar portanto.

Master Chef

Meti montes de defeitos no empadão com arroz que fiz.
Mas matou a fome, matou!

18 de agosto de 2011

Por 10 érós...

...tou para ver o que é que o Pingo Azedo arranja prá malta no domínio do entretenimento adulto!

17 de agosto de 2011

Manutenção

A manutenção de uma equipe nesta ou naquela divisão sei o que significa.
A manutenção de um veículo motorizado também sei o que significa e melhor, compreendo.
A manutenção de um edifício, qualquer que ele seja, também sei o que significa e também compreendo.

Outros exemplos de "manutenções"  de que eu perceba o seu significado e que eu compreenda existem.
Mas não percebo o que é a manutenção de uma conta bancária. Essa manutenção, essa eu não compreendo nem percebo o que significa.

16 de agosto de 2011

Sempre




Sem título

Trabalha comigo em regime part-time, portanto, 4 horas por dia. Não sabe falar qualquer outra língua que não o português. Não sei se tem sequer o 12º ano, pelo menos, no entanto, os 320 euros que recebe mensalmente, na sua opinião, é pouco.
Outro, com mais idade, penso que também não terá mais que o 12º ano, no entanto, domina outra línguas, mas diz que bi-polaridade é ter duas personalidades.

Isto são os meus colegas de trabalho.


ps- não, não me estou a querer armar, mas acho que estes meus colegas têm pouca noção da realidade, ou de como as  coisas realmente são.

The look of love



11 de agosto de 2011

O gato

Já era de madrugada. A noite estava como devia estar a noite para uma noite de verão, de repente, um gato, um gato normal, daqueles que nasce de uma ninhada de gatos de rua. Devia ser relativamente novo, a julgar pelo tamanho. As luzes iluminavam uma pequena poça de água suja no meio da rua entre as pedras. O gato estava encolhido, de língua estendida a retirar água dessa poça de água. Ia dando os passos e ia-me aproximando do gato agachado, encolhido, como que envergonhado e simultaneamente parecia que pronto a reagir a situação de emergência. O ambiente era escuro devido à hora, mas realçavam-se à minha vista aquele gato escuro e a pequena poça de água suja  brilhante de onde o gato bebia água. À medida que ia andando, o gato lá estava, prostrado perante a suja poça de água enquanto a mesma brilhava ligeiramente em contacto com as luzes dos candeeiros. O gato encolhido, a água suja e as pedras quadradas, escuras.

Esta é a história de um gato em lisboa que bebia água de uma poça e que eu gostava de ter fotografado, mas não o fiz por não ter máquina, no entanto, registei felizmente, na minha na cabeça, uma imagem mais perfeita do momento, do que se tivesse tirado a fotografia.

10 de agosto de 2011

Vários modos de dizer o mesmo



"O nosso amor não tinha grandes exigências de sexo.(...)A gente falava sempre muito. Acho que estas sociedades frias fazem com que cada um fique com um depósito de palavras que deviam ter sido ditas e que não dissemos porque não tivemos ninguém para as ouvir. As tais palavras da alma. As palavras que exprimem o que não faz falta às coisas do mundo, aquilo de emoções e sentimentos que trazemos dentro à procura de um ouvinte, de um irmão de seita que saiba que o amor se exprime por coisas simples e vividas de outra maneira. isso ainda sei. Ainda sei como é o gosto da palavra, às vezes um murmúrio de que alguém está à espera. Dizer o que nos amamos.Encontrar as palavras que dizem ao outro como é a medida do carinho que temos por ele e que a presença do corpo ali exposto ao nosso lado melhor nos recorda esse destino amoroso de que andamos desviados porque nos enganaram nos caminhos da vida e fizeram de nós umas peças de um jogo falso que nada tem que ver com aquilo para que somos feitos."

António Alçada Baptista, O Tecido do Outono, Ed. Presença, pág. 159


Slow Like Honey



Em repeat porque linda.






"My love is gone,
Left me with both empty hands
My love will come
In the glitter of a spark.

Ooh ooh, you saved my life and went away.

Glass and winter bones
Have distracted well my sight
As I'm waiting here
The world's discovered one more time.

Ooh ooh, you saved my life and went away.
Ooh ooh, come save my life again.

Ooh ooh, you saved my life again.
Ooh ooh, come save my life again"


8 de agosto de 2011

Domingos


a primeira na casa das histórias; as outras no jardim botânico de lisboa e lagartagis

Livro de reclamações

Que x se queixou que não lhe ligo, hoje que o não-sei-quem se queixou que não lhe ligo, por mail não-sei-outro-quem se queixou que também não ligo. Mais haveriam, certamente, a queixar-se que não ligo.
Decididamente, sei fazer pouca coisa e sirvo para muito pouco.

Não quero põr-me com la palissadas e frases feitas, mas acho que mentia se não dissesse: pena ao fim de tantos anos ainda não me conhecerem.

e à conta das queixas queima-se mais um pouco do pouco que ainda resta.

sem título

Como folhas de chá ainda verdes, perfumadas, náufragas, ao sabor de uma pele, assim são as mãos, raízes da videira que sentem o mundo abrir-se enquanto sentem outro corpo.

6 de agosto de 2011

Sem título

A mulher, queda de água, pura e cristalina, fresca. A mulher, manto de linho bordado. A mulher, baptismo do nosso coração, médica da nossa alma. A mulher raínha dos perfumes, mar aberto no seu sorriso. A mulher,  fim do arco-íris.

Bom fim de semana



5 de agosto de 2011

Carnaval em agosto ou nova aporia

Já existiam as aporias de Zenão de Eleia, mas a mente humana é fértil, por isso, em pleno século XXI fomos presenteados à dias com uma nova e promissora aporia, chamemos-lhe Aporia do PSD ou Aporia do 112 ou até mesmo, Aporia do Telefonema.

A chamada do PSD para o 112 foi afinal falsa ou foi afinal um teste?

Aporias!!!

4 de agosto de 2011

Lição



Sobre a fome na somália ou outra coisa qualquer


Prazer


"Prazer é sentir uma sensação de bem-estar.
Uma pessoa pode ter prazer sem se demonstrar alegre, e vice-versa. Mas, socialmente, as pessoas costumam demonstrar alegria ao sentir prazer, o que pode ser bom ou mau para as outras pessoas, dependendo do contexto.
Em geral, o prazer é uma resposta do organismo ou da mente indicando que nossas ações estão sendo benéficas à nossa saúde"
in Wikipédia, sublinhado meu
 e o não sublinhado também é meu


Céu na terra

3 de agosto de 2011

Dos chefs e das modas gourmet's

Dá-me que pensar que muitos chef's de cozinha tenham agora o seu restaurante, por exemplo: o Fausto Airoldi, o Sá Pessoa, o outro Jugoslavo que foi sócio do Avillez que é agora Chef no Tavares Rico, o Sommer, o Luis Baena (o chef do meu copo de água de quando e onde casei; sim sou puta para isso) o CAstro Silva que veio do POrto do BUll & Bear e tem agora o LArgo, e há mais.
E há um, que parece estar sempre à frente da coisa mas de quem já se não fala. Esse, já teve o seu restaurante e há muitos anos, já o fechou e tem à mesma outro estabelecimento, uma cervejaria, falo do chef Vitor Sobral.
Já andou muito na berra, quase todas as semanas na tv, mas deve-se ter farto da coisa. Aí anda ele, discreto, silencioso, mas parece-me, sempre à frente. O que muitos andam agora a fazer, já ele -e outros claro- o fez.