29 de setembro de 2011
26 de setembro de 2011
22 de setembro de 2011
20 de setembro de 2011
porque não fui colocado II
"Carta de Indignação
Os professores contratados, vêm por este meio, dar a conhecer todas as situações vergonhosas e absurdas que se estão a passar em torno do concurso nacional de colocação de professores, que deveria decorrer com toda a legalidade e transparência, como se espera de um processo concursal decorrente de um Estado Democrático. Foram imensos os erros ocorridos em todo o processo, desde horários que não foram lançados atempadamente e outros que ficaram por validar pela própria Direcção Geral de Recursos Humanos (DGHRE).As listas de colocação de professores para necessidades transitórias, nada tiveram que ver com a real necessidade das escolas, situação que se vem a comprovar com a saída de novas listas designadas por Bolsa de Recrutamento. E é exactamente acerca das referidas Bolsas, mais propriamente sobre a Bolsa de Recrutamento número 2, que surge uma das nossas maiores indignações e que diz respeito à duração dos horários/contratos, lançados a concurso. Para sermos mais explícitos, falemos de casos concretos, em todos os grupos, foram validados horários e lançados a concurso escassos horários anuais, mesmo sabendo que na realidade existem imensas turmas sem professores, e uma enormidade de horários temporários com duração de 1 mês, que sabemos, na sua maioria, são horários que se irão estender até ao final do ano lectivo.
E sabemos como? Sabemos porque, felizmente, ainda há quem seja sério no meio de todo este processo opaco e vergonhoso e nos tenha dado essa mesma informação, alegando que a DGRHE não autorizou que os referidos horários saíssem como anuais. Temos ainda como prova a nota informativa que a Escola Secundária Eça de Queirós disponibilizou no seu site,www.eseq.pt, e que demonstra claramente o óbvio, este ME está a trabalhar de uma forma imprópria e sem seriedade.Na prática, todos os horários anuais foram transformados em horários temporários e renováveis mensalmente, este fato veio criar situações de grande injustiça, pois os colegas com maior graduação, devido ao seu tempo de serviço, acumulado durante anos e em situação precária, e que concorrem apenas a horários anuais, vêem-se desta forma injusta e leviana, ultrapassados por colegas com MUITO menos tempo de serviço.
Se este concurso nacional que se encontra a cargo da tutela, fosse transparente e sério nada desta situação aconteceria, pois a questão primordial que se prende aqui, foi a mudança brusca e inversa de todas as regras do concurso. A tutela se tivesse informado atempadamente, que os horários anuais iriam surgir como temporários e renovados mensalmente, TODOS os docentes a concurso teriam manifestado as preferências na candidatura, de acordo com informação divulgada e as consequências dessas escolhas seriam encaradas de forma natural, pois as mesmas decorriam de um ato feito com plena consciência da realidade.
Nós, professores contratados, ultrapassados vergonhosamente e não colocados, nesta última Bolsa de recrutamento, perguntamos: Estas vagas, a que muitos de nós tínhamos direito e que nos foram “roubadas” e “dadas” a outros colegas, não deveriam de ser de imediato canceladas? As consequências que decorrem deste erro leviano do ME, somos nós que devemos pagar? Como pensam resolver esta situação?
Se este concurso nacional que se encontra a cargo da tutela, fosse transparente e sério nada desta situação aconteceria, pois a questão primordial que se prende aqui, foi a mudança brusca e inversa de todas as regras do concurso. A tutela se tivesse informado atempadamente, que os horários anuais iriam surgir como temporários e renovados mensalmente, TODOS os docentes a concurso teriam manifestado as preferências na candidatura, de acordo com informação divulgada e as consequências dessas escolhas seriam encaradas de forma natural, pois as mesmas decorriam de um ato feito com plena consciência da realidade.
Nós, professores contratados, ultrapassados vergonhosamente e não colocados, nesta última Bolsa de recrutamento, perguntamos: Estas vagas, a que muitos de nós tínhamos direito e que nos foram “roubadas” e “dadas” a outros colegas, não deveriam de ser de imediato canceladas? As consequências que decorrem deste erro leviano do ME, somos nós que devemos pagar? Como pensam resolver esta situação?
Nós, professores contratados, ultrapassados vergonhosamente e não colocados, nesta última Bolsa de recrutamento, perguntamos: Estas vagas, a que muitos de nós tínhamos direito e que nos foram “roubadas” e “dadas” a outros colegas, não deveriam de ser de imediato canceladas? As consequências que decorrem deste erro leviano do ME, somos nós que devemos pagar? Como pensam resolver esta situação?
Estamos fartos, desgastados e revoltados com toda esta situação. BASTA de injustiças e ilegalidades que fazem muitos dos professores desacreditarem desta Nação, deste Estado que se diz Democrático. As políticas deste ME, estão a provocar uma ENORME onda de indignação junto dos professores contratados, que parece querer destruir a toda a força e de forma desmedida a classe docente, desacreditá-la e espezinhá-la. Nós não somos um número, somos pessoas. Pessoas conscientes da importância que a nossa profissão tem na sociedade!
São muitas as situações que desejamos ver esclarecidas e pelas quais a seu tempo iremos lutar, mas esta questão tem de ser RESOLVIDA NO IMEDIATO."
Estamos fartos, desgastados e revoltados com toda esta situação. BASTA de injustiças e ilegalidades que fazem muitos dos professores desacreditarem desta Nação, deste Estado que se diz Democrático. As políticas deste ME, estão a provocar uma ENORME onda de indignação junto dos professores contratados, que parece querer destruir a toda a força e de forma desmedida a classe docente, desacreditá-la e espezinhá-la. Nós não somos um número, somos pessoas. Pessoas conscientes da importância que a nossa profissão tem na sociedade!
São muitas as situações que desejamos ver esclarecidas e pelas quais a seu tempo iremos lutar, mas esta questão tem de ser RESOLVIDA NO IMEDIATO."
retirado
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19 de setembro de 2011
The Devil
"Wait for God
Fall for me
Fall for me And lay me down Fall for me Fall Lo-ho-oh-oh Ho-oh-woh Ho-oh-woh Lo-ho-oh-oh Ho-oh-woh Ho-oh-woh-oh The Devil The Devil Will come Wait for love Fall for me And wait forever Now Lo-ho-oh-oh Ho-oh-woh Ho-oh-woh Lo-ho-oh-oh Ho-oh-woh Ho-oh-woh-oh The Devil The Devil Will come Whoa-ho-oh-oh Oh-ho-oh-oh Whoa-ho-oh-oh Oh-ho-oh-oh-oh Whoa-ho-oh-oh Oh-ho-oh-oh Whoa-ho-oh-oh Oh-ho-oh-oh-oh The Devil! The Devil! The Devil! The Devil Will come"
Sem título
"Mesmo em Raissa, cidade triste, corre um fio invisível que liga um ser vivo a outro por um instante e a seguir se desfaz, e depois torna-se a estender-se entre pontos em movimento desenhando novas rápidas figuras de modo que a cada segundo a cidade infeliz contém uma cidade feliz que nem sequer sabe que existe."
Italo calvino, Cidades Invisíveis,
pág. 151
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14 de setembro de 2011
E de vez em quando, de repente, vem um fio de lágrima, muito doído, muito fundo, muito sangrento e com ela um desespero.
1001 coisas na cabeça para sair da situação em que estou, esbarro sempre na questão de ser algo que me ultrapassa e que não posso controlar. Com o pensamento- como farei com as acções- que me forem possíveis, esgravato uma forma de sair desta angústia. Até lá, até não sei quando, uma dor, e um bicho que martela, que massacra.
13 de setembro de 2011
"O meu pai está desempregado. Não tem meninos para ensinar, mas vai ter."
É o que diz o meu filho de 5 anos, meu "estado" neste momento.sobre o
O modo como o diz, dá um peso enorme à coisa e faz-me doer e fazer tremer tudo.
É pena que se engane quanto ao último período. Sei-o porque já por duas vezes não fui colocado e se não fui colocado nestas duas vezes no início do ano lectivo, do modo como concorri, não o serei também nas próximas vezes.
E dói e custa muito, por tudo e mais ainda pela razão de que, esforcei-me por estar numa situação confortável na lista e afinal, quando pensava que estava ou parecia estar, afinal não estou.
E dói e custa muito, por tudo e mais ainda pela razão de que, esforcei-me por estar numa situação confortável na lista e afinal, quando pensava que estava ou parecia estar, afinal não estou.
9 de setembro de 2011
Um dos lados
Calmo e sereno, é como ando há uns dias. Não penso na morte. Até ontem no part-time com filas enormes e ininterruptas, nunca perdi a postura, mesmo com clientes a reclamarem e a desesperarem por nunca mais obterem o seu prato. Até achei estranha a minha atitude e comportamento. Mas ainda bem que assim foi.
Na conversa, esta semana, com 3 pessoas minhas colegas de profissão, as 3 deram esperança quanto a colocações de professores.
Sei que reclamo sempre de algo e que nunca nada está bem. Só me está a faltar uma colocoação como professor para poder continuar bem disposto, sentir um alívio e continuar a reclamar e acima de tudo como tem acontecido, não pensar na morte.
7 de setembro de 2011
6 de setembro de 2011
Puta da loucura
vamos aver se daqui a 28 anos os Homens da Luta ainda soam tão bem como esta "pimbalhada", se é que alguém se lembre deles.
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3 de setembro de 2011
1 de setembro de 2011
98-99 a 10-11
Em 98-99 foi o ano lectivo que comecei a dar aulas, sendo que faço anos em dezembro e neste farei 37 é fazer-se as contas a quando comecei a dar aulas. Pelo meio muita coisa na vida pessoal, familiar, etc. NA vida profissional em particular sobre a escola muita coisa mudou, deixei de viajar pelo país nos chamados mini-concursos, o nível de exigência baixou e de que maneira,mudaram-se regras sobre adopção de manuais, surgiram as Novas Oporunidades, investiu-se nos cursos profissionais que infelizmente não são "levados" a sério, etc.
Nestes anos, lentamente, com muito sacrifício e consequências para a minha cada vez mais débil saúde mental, fui somando uns pontinhos à nota académica e lá fui subindo, não na carreira, mas na lista de candidatura a nível nacional. No entanto, eis que passados todos estes anos, hoje, agora, vejo-me como exactamente quando comecei, sem futuro, sem perspectivas, sem saber que fazer, angustiado, cabeça perdida, choroso, dependente dos pais, ou seja, sem colocação, no ano em que nunca estive em tão boa posição.
As únicas ideias, vagas, presumo que por responsabilidade da medicação, são o desespero e a morte.
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