22 de fevereiro de 2011

Eu

O que a seguir se segue, é uma tosca, confusa, disparatada cogitação sobre mim mesmo, motivada por palavras elogiosas à minha pessoa num mail, que um dia destes recebi. Desta forma também se quebra o ciclo de imagens e musicas que também enjoa, às tantas.

Que sou intenso diz e, que tenho uma capacidade enorme de entrega. Que acha, pelo que dizem os meus textos, e as imagens e musicas que coloco. Que devo ser intenso, a julgar pelo que lê do blog, que sim, é um reflexo de mim, digo-o eu. No bom e no mau e que isso pode ser efémero, um e o outro estado de espírito. Mas viciei-me nesta merda do jogo música/imagem/texto. Complementam-se e dizem muito do que acho sem que diga uma palavra minha e isso é engraçado porque motiva o despertar da imaginação em quem está do outro lado.

Se sou intenso? em momentos de lucidez até acho que sim, que o sou. E sou. mas nem dou por isso.É um dado adquirido.Sou assim simplesmente. Em todos os sentidos e não poder sê-lo neste momento -e há já algum tempo- consome-me. Sim sou intenso na medida em que quero viver muito ou tudo do que a vida tem para dar.

Sim sou meigo e simultaneamente sedutor (tanta gente que me chama isso), mas isso de ser sedutor é espontâneo, sou simplesmente assim, como um dia, num comentário alguém disse.

Sim sou franco e honesto, sim exponho-me e demais no que aqui escrevo. mas o que escrevo sou mesmo eu.
Não sou, nem quero parecer o último Skip, aquele, o melhor de sempre, o que agora é que vai lavar mesmo bem. Sou o que sou. Espaços a lavar mais branco há muitos, este não lava nem pretende lavar nada, pelo contrário, mas, ao menos não há publicidade enganosa. É isto e é o que é. Nem mais nem menos. Sou eu, com imperfeições, defeitos, fragilidades e qualidades, algumas.
Não venho para aqui contar contos, conto-me, isso sim, desfio-me, em imagens, musicas, fotos, palavras toscas.

Obrigado pelos vossos afagos na cabeça.


"Where Is My Love?"



Jarra ou Cor favorita


"Corpo de mulher, brancas colinas, coxas brancas,
pareces-te com o mundo na tua atitude de entrega.
O meu corpo de lavrador selvagem escava em ti
e faz saltar o filho do mais fundo da terra.

Fui só como um túnel. De mim fugiam os pássaros,
e em mim a noite forçava a sua invasão poderosa.
Para sobreviver forjei-te como uma arma,
como uma flecha no meu arco, como uma pedra na minha funda.

Mas desce a hora da vingança, e eu amo-te.
Corpo de pele, de musgo, de leite ávido e firme.
Ah os copos do peito! Ah os olhos de ausência!
Ah as rosas do púbis! Ah a tua voz lenta e triste!

Corpo de mulher minha, persistirei na tua graça.
Minha sede, minha ânsia sem limite, meu caminho indeciso!
Escuros regos onde a sede eterna continua,
e a fadiga continua, e a dor infinita."

Pablo Neruda, "Corpo de Mulher"

Destemida ou arrojada



P de Ponte, de Passagem, de Perfeição, de Paraíso

"A ponte é uma passagem 
p´rá outra margem
A ponte é uma passagem 
p´rá outra margem
Desafio pairando sobre o rio
a ponte é uma miragem..."



Uma vida

Há 45!!!!!!!!!!!!! 45 anos!!!!!!!!!!!!!!! isso mesmo 45 anos. faz hoje 45 anos, a idade que muitos de nós não terão ainda e já há este tempo todo que anda este senhor a divulgar, 5 minutos de jazz por dia.
O seu espólio, foi já doado há anos, pelo próprio, à Universidade do Algarve.
45!!! 45 anos de vida dedicados ao jazz, essa maravilha.
Curvo-me perante tal.

Duvida

O Benfica ganhou ao Sporting. E??

Sininho ou a borboleta

Era uma vez uma menina.
A menina cresceu, ao contrário das outras meninas, sem saber o que queria ser quando fosse grande.
Enquanto crescia, ainda menina, perguntou um dia aos pais como havia de saber que  gostava de alguém. Surpreendidos responderam: "sabes porque vais sentir borboletas dentro de ti a esvoaçar."A menina não percebeu mas também não perguntou mais nada.
A menina cresceu, tornou-se mulher, mas a menina estava sempre presente no seu rosto e nas suas mãos. E a menina viveu muitos anos sem nunca sentir as borboletas.
Um dia, cruzou-se com alguém e sentiu o corpo todo a vibrar. Ela, apercebeu-se que esse alguém também ficara parado quando se cruzou com ela. Ela foi ter com ele, menino também. Sorriram, como sorriem os meninos e disseram em simultâneo com os olhos a brilhar: "olá!". Abraçaram-se demoradamente. Depois, ela agarrou-lhe na mão e  acrescentou: "Anda! vamos voar!"