24 de fevereiro de 2011

O que não dizer a um colega de trabalho

Tudo limpo e arranjado. Tudo pronto a sair. Saímos, por acaso em grupo. Um brasileiro que faz dois de mim mas que nem 23 anos tem vê-me ir em direcção à mota. Muito espantado diz: "Como é que cê aguenta isso? é maior que cê!".
Respondo:  "bem vês como o tamanho engana! não te preocupes, hás-de chegar à minha idade."

O que não dizer ao namorado à frente um estranho

Casal jantado. Ela quer sobremesa e desloca-se ao balcão,  debruça-se sobre o mesmo já com o rosto rasgado e os olhos a brilhar e a salivar pela boca e por outro sítio a pensar no açucar na sua boca e no seu sangue. Ele, catramono, chega a dizer que não quer, quando ela sugere duas bolas de gelado para os dois. Conversamos. O gajo claramente estar ali ou não era quase indiferente para a gaja. Dou-lhe a provar um gelado. Eles falam. Ele indiferente e a mulher louca de tesão pela sobremesa. Eu por ela, por aquele brilho nos olhos e sorriso à conta da sobremesa. Escolhe. Sirvo-a. Sempre com o mete-nojo ao lado dela. Ele diz qualquer coisa quando vê a sobremesa. Eu entretanto cagando claramente para ele, mas sem me esticar digo qualquer coisa como: nada como uma boa sobremesa para terminar em grande e fazer valer ainda mais o jantar. Ao que a mulher diz isto: "Vês como o senhor me percebe?"

Escusado será dizer que acho que o gajo de certeza,  faz mal o serviço e que pensei que a gaja devia arranjar outro namorado.

Pergunta para prémio continuação

Lembram-se disto?

Hoje entreguei os testes. 
Pois o aluno em causa, espantado, admirado com zero valores na questão. zero valores como? que tentou explicar o que eu disse, o que ele ouviu nas aulas, que até estudou, que acha que o que eu apresentei como conteúdos da resposta estavam lá.
Secamente, aridamente disse que não, que não estava lá nada a não ser um pensamento caótico sem ponta por onde se lhe pegue.
Que não percebe mesmo quando lhe leio a resposta quase sílaba a sílaba e lhe explico o erro.
Azar.

Paradoxo ou eu no novamente.

Luz, mais luz, muita, esta e mais, muita mais, toda. Quero toda a luz. Quero tudo a inundar de luz, de cor. Quero fazer tudo, viver esta luz toda. Não parar. parecer que o dia não tem fim, que ocupo o tempo e espaço todo. Quero esta luz e encher-me de vida. E no entanto o rosto pesado, fechado, triste, desanimado, cansado, desgastado, ao ponto de, o seguinte comentário hoje pela manhã no bar, por parte de um colega meu: "João tá tudo bem? tás com um ar carregado pá!"

Sim corajoso como me diziam no dito mail lisonjeiro, por me dizer no bom e no mau, na íntegra afinal. Como tento agora.
Queria tudo numa tarde destas, fazer tudo, ser tudo e é exactamente o cntrário o que vai acontecer.

Não sei exactamente ou até sei mas prefiro nem lembrar, quando perdi parte do que era, do que gostava de ser. Não sei exactamente ou até sei mas prefiro nem lembrar, quando comecei a definhar.

fotos

Tirei poucas.falta de paciencia.nem usei o tripé. aproveitam-se estas, muito más por sinal.

Sem título