25 de fevereiro de 2011
A intervenção do GISP
Há dias, depois de chegar do part-time, cumpri o ritual de ir para a cozinha jantar, acender a tv na SIC notícias e ver/ouvi-las.
A certa altura, imagens, filmadas pela equipa do Grupo de Intervenção dos Serviços Prisionais numa prisão em Paços de Ferreira.(bem sei que o que vou dizer fere a sensibilidade de muita gente, mas é o que acho e não sou apenas sedutor). Que aquilo tinha sido não sei quando, mas só agora um meio de comunicação qualquer tinha divulgado tais imagens. Que aquilo era violência, uma abuso. OS deputados da nação na assembleia a manifestarem-se muy indignados com tal actuação, que tem de se ter em causa "o princípio da proporcionalidade"(?), que tinham de se apurar responsabilidades, isso e mais uma data de coisas pomposas, inteligentes que eles sabem dizer, no entanto, na minha opinião, mera diarreia verbal. Passo a explicar porquê. mas antes disso re-lembrar que frequentei um curso de pós-graduação em ciências criminais.
Acho, sinceramente, que os discursos dos deputados(todos) é o típico do sôutor do gabinete, culto, mas que não domina certas realidades, por várias razões, porque não as vive, nunca as viveu, não as conhece, não as compreende e julga que sim (mero sofista) imperando o discurso do politicamente correcto: os direito humanos e isto e aquilo, frases feitas "os especialistas desaconselham o uso daquele tipo de arma" e sei lá mais o quê diziam eles, sábios.
Pois eu não acho nada disso. Acho que agiram bem, que procederam como tinham de proceder. Não, não estou a dizer que concordo e gosto e acho bela a violência, mas, o que é no caso em concreto o "princípio da proporcionalidade"?, o recluso defecar ainda mais na cela? espalhar ainda mais alimentos? provocar durante mais dias a autoridade? incomodar ainda mais os outros reclusos que já estavam inclusivé em greve de fome por causa daquele em particular? o "princípio da proporcionalidade" era deixar que aquela cela ficasse incomparável a uma estrumeira? e que o homem usasse e dispusesse daquele espaço a seu bel-prazer fazendo o que lhe apetecesse, que, no caso era continuar a comportar-se como uma "coisa" que não chegava sequer a ser um animal? deixar que aquele homem continuasse a não cumprir a ordem/pedido natural de que a cela fosse limpa?deixar que morressem alguns reclusos em greve de fome para aí legitimar a intervenção delicada do GISP? preferível o quê?: entrar a "matar" ou usar o/um método que o imobilizasse e permitisse ao GISP tirar o homem dali sem risco para eles próprios? eu sou a favor da última hipótese. Não concebo outra sequer, por issonão recrimino a intervenção, aplaudo-a. Recrimino as observações intelectuais dos deputados, que deviam ser eles sim a ir para lá e e então convencer o homem a limpar aquela imundice que atéjá outros reclusos incomodava. Recrimino sim os pedidos de demissão apresentados, os pedidos de apuramento de responsabilidades de não sei quem, esquecendo-se toda a gente que se houve uma intervenção foi por haver uma situação para ser intervencionada.
Como no caso do polícia que matou o rapper. Se sou a favor da viol~encia e mortes? mais uma vez respondo que não! mas qual o papel afinal da polícia? que o polícia exagerou. Duvido. Duvido porque alguém não respeitou uma ordem, fugiu, repito, fugiu (coisa que os amigos do rapper nunca dizem), andou em contra-mão metendo em perigo outros utentes da via e os polícias até. Exagerou quem quando houve um disparo de aviso para o ar e mesmo assim não parou? e pretende-se o quê? que o polícia vá para casa ler Kant, Aristóteles, Faulcoult, Heidegger, Sartre, a Constituição, cogitar para depois decidir como agir?
Há um princípio básico que os meios de comunicação desconhecem ou sabem mas não o revelam. Há um princípio básico subjacente às forças de autoridade e que os deputados parecem desconhecer, o que é grave, ou melhor, fica bem esquecer: a polícia, os grupos de intervenção, lidam com violência, repito, lidam com violência.
Tentem ser eternamente diplomáticos e diplomatas em situação de violência, de desobediência contínua e severa.
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