6 de março de 2011

sem palavras

Angel

"You are my angel
Come from way above
To bring me love"




Puta da Loucura

sem título

Ainda a pé.

Porque não cozinho há muito tempo
Porque não vejo nem falo com amigos há muito tempo.

E esta do vesgo que não me sai da cabeça: A existência precede a essência.
Não sei se te mande pró caralho se te agradeça oh vesgo.

cama, sem zolpidem -nota-se penso eu- a ver o que isto dá.

Sem título

O C.(brasileiro), um transformista e homosexual (tenho a certeza) teve a coragem, sem ser mal educado de me dizer hoje: "Cê hoje não tá bem hoje poix não?"
Caiu-me tudo ao chão. Que murro o gajo me deu! Disse-lhe: "Olha C. da maneira que falas percebias claramente que sabias que te mentia, por isso sim, é verdade, hoje não estou bem". Mas o que gostei ainda mais de ele o ter percebido, foi que a seguir se manteve em silêncio.
Sim podem fazer piadas homosexuais com a cena, envolvendo-me.


Outro brasileiro, o W., altivo, snob, nariz arrebitado, arrogante e parvo portanto, passa por mim quando limpo umas coisas e diz-me apontando: "olhá áí o papeu (papel)!", respondo, fazendo-me parvo: "SIM?!" (o papel, apesar de lim não devia estar ali, mas não havia ninguém na sala). Mas a questão está na arrogância do seu tom, daí a minha resposta. Pensei, na boa, pela boca morre opeixe. Bem dito bem feito. Minutos depois o senhor sabichão, sai desfardado, sem touca e de phones nos ouvidos para fazer um brake, só que, sai pela porta de serviço para a sala, porta essa em que só se pode entrar ou sair fardado e, no seu caso particular, de touca. Ao que lhe digo então:"Farda e touca? Assim sai-se pela outra porta sour B!" e sorrio claro, com malícia, enquanto proferia estas palavras. Diz ele:"Num tem ninguém na sala!". Eu, do alto da minha pequenez e infinita burrice ao pé de tal douto senhor digo: "Qual papel?". Acho que ele percebeu. Se não percebeu, então é infinitamente mais estúpido do que eu julgava.

Dói-me a perna direita. Foi a perna que suportou a mota enquanto descia a rua do alecrim quando vinha para casa, depois de ela -a mota- ter derrapado nos carris do eléctrico e ter feito fugir a direcção e atraseira portanto. Felizmente, não sei como, sustive o monstro de 200 kg, mas algo de metal (pedal de travão traseiro certamente), embateu com violência suficiente contra o joelho, enquanto este suportava a mota que tentava tombar para a direita em direcção ao chão.
Não chorei, ams tive vontade. Em micro-segundos pensei: foda-se vou cair, a vergonha e pior aleijar-me e a mota partida!".Nada aconteceu felzimente.

mas o mais triste disto é ver-me forçado a estar em silêncio a falar de mim para mim e ir para a cama e não ter um corpo para sentir.

Agora vou comer uma salada enquanto vejo um filme que aluguei e não digo qual porque não me lembro o nome.

Porque não sorrio(continuação):
.porque não leio.
.porque não estou dentro do mar com a prancha já nem sei há quanto tempo.
.porque nãoando num mês, um terço do que andava numasemana, na bicicleta, há uns anos atrás.
.porque tenho uma hi-fi que adoro e não deve tocar trinta minutos num mês, sequer.