22 de março de 2011

Levava-te pela mão, como um pai que leva o filho pela mão, aqui:


e comprava-te rebuçados, como o meu pai me comprava os furinhos na máquina dos chocolates Regina. Depois comíamos rebuçados até doer a barriga como aos miúdos.

No part-time...

..nesse espaço alucinado e alucinante acontecem-me as coisas mais estranhas!

Há dias, já não sei precisar quando, um homem, homosexual, perto dos 50 anos, bem vestido, bonito, charmoso, falava com uma colega minha ao balcão. Precisei de lá ir e prontamente meteu conversa comigo, respondi à cordialidade e simpatia no trato e no tom. Com a sabedoria de uma pessoa mais velha sacou uns dados à minha colega, mas acho que a colega foi uma boa desculpa, porque a seguir pediu-me a mesma informação: "Que apelido é esse S.?". Respondi e com sinceridade. Ali andou em conversa até que foi ter com o homem que o acompanhava.
No fim, despediu-se da minha colega e dirigiu-se a mim e perguntou-me se eu tinha Facebook, ao que disse que não e ele responde que era uma pena, porque já não me podia adicionar!


Já disse que a música por lá é um estrondo? É!! muito cool!!! Acho que sou o único que gosta! Aquilo é Koop, outro dia foi The XX, Boojou Bazou,Kings of Covinience,  montes de jazz, muito Drum n'Bass, muito Lounge do bom. Já perguntei se podia levar o notebook para sacar as músicas do Ipod para mim ao que o chefe disse que sim!!

O que te dava:

Dava-te um saco de pinhões com casca e uma pedra da calçada.

Dava-te uma manta, uma caixa de fósforos e uma saco de lenha para irmos à noite para a praia fazer uma fogueira, como se fossemos adolescentes.
Não te dava a lua dava-te os meus olhos.
Não te dava um diário dava-te a minha pele.
Não te dava um ramo de flores embrulhadas, dava-te a palma das minhas mãos.
Não te dava um jantar num restaurante caro, dava-te um impermeável para irmos roubar fruta num qualquer quintal e depois fugirmos a rir.  Ou dava-te uma caixa de morangos.
Não te dava nem vinho nem espumante, dava-te a minha boca.
Não te dava uma noite num hotel caro, levava-te para as dunas de uma qualquer praia.

Nem uma peça de roupa te dava, como todas as mulheres e homens gostam, porque te prefiro nua.

A pereira, outra vez



Sem título

Que a sua língua me percorra o corpo como uma víbora.
Que a sua boca me ceife como uma foice.
Que a sua boca-rio veja na minha um lago.
Que me agarre o sexo e o meta dentro de si, que o faça desaparecer por inteiro como a terra fazede saparecer as raízes de uma árvore. Que me monte com a violência de mil relâmpagos.
Que as suas mãos me esventrem como arados à terra.
Que os seus olhos sejam tochas em direcção aos meus.
Que as suas pernas sejam lâminas quentes.
Que me faça vir, que ela se venha.
Que os corpos suem e que o suor seja lacre.