"...amaldiçoava o inexprimível sentimento de mistério das coisas onde o nosso espírito se afunda numa irradiação de beleza, como o sol poente no mar, amaldicoava-o por ele ter aprofundado o seu amor, por o ter imaterializado, engrandecido, tornado infinito sem por isso o ter tornado menos torturante, "pois como diz Baudelaire, (falando das suas tardes de Outono) há sensações que por serem vagas não excluem a intensidade, e não há ponta mais acerada que a do infinito"."