2 de abril de 2011

Sem título




Não, não funciono como um cinzeiro. Uma espécie de depósito que se vai (auto) enchendo. Quando está cheio deita-se o conteúdo fora.
Não, esse não sou eu.

Sem título


"...amaldiçoava o inexprimível sentimento de mistério das coisas onde o nosso espírito se afunda numa irradiação de beleza, como o sol poente no mar, amaldicoava-o por ele ter aprofundado o seu amor, por o ter imaterializado, engrandecido, tornado infinito sem por isso o ter tornado menos torturante, "pois como diz Baudelaire, (falando das suas tardes de Outono) há sensações que por serem vagas não excluem a intensidade, e não há ponta mais acerada que a do infinito"."

in Os Prazeres e os Dias, Marcel Proust



COnfissão

Vera propôs que se fizesse uma confissão, que se contasse uma verdade em vez de uma mentira:
a minha foi esta:


João(mais nada) disse...

Pai, Mãe! não sou assim tão boa pessoa como pensam e penso muitas vezes na morte.