Numa reunião de alunos do 11º ano, fico a saber o seguinte, pela directora de turma:
- uma aluna irá dentro de dias um mês para o egipto para o casamento de um/uma familiar, falhando testes intermédios e alguns testes de algumas disciplinas. A mãe e encarregada de educação, com obrigações escritas na lei, pediu à directora de turma que expusesse o caso em conselho de turma. Essa mesma mãe, argumenta que não tem dinheiro para comprar uma calculadora científica para a filha, pelo que usa uma emprestada pelo grupo de matemática (professores).
Noutra reunião, também de uma turma de 11º ano, fica-se a saber mais umas coisitas:
- o M., aluno inteligente, cuja preocupação recente é o estilo, passando longos minutos nas aulas a ajeitar o cabelo, pelo que eu pelo menos lhe relembro que "aquilo" não é o salão de estética, encontra-se em viajem de finalistas, com os colegas de 12º ano. De referir, um pequeno detalhe, o aluno anulou uma ou duas disciplinas e diz que vai em exame de equivalência fazê-las todas. Em paralelo fico a saber que os docentes de português cancelaram uma actividade porque envolvia o pagamento de cerca de 20 euros e não têm coragem de pedir tão "avultado" montante aos pais.
Os alunos já são avaliados e a seu favor, os professores já são avaliados em seu desfavor. E os pais? para quando? (e agora também já o sou e é o meu nome que consta como encarregado de educação, por isso já não me podem vir com a conversa de: "quando fores pai logo vês!")