24 de maio de 2011

o verde

O verde nos campos do alentejo vai morrendo, desaparecendo e sendo trocado por um dourado que vai brilhando. mas os arrozais estão carregados de água e a água está parada, meiga, um espelho autêntico que misturada com a terra solta ao fim da tarde um cheiro único.
Mas o verde nasce mais acima, na península de setúbal, nas videiras. As videiras, verdes,  braços abertos, bocas abertas em direcção ao azul do céu, à luz, num clamor mudo mas desenfreado. 

eu e as marés

Estou cada vez mais para isto, como as ondas e marés.
Sou de vidro

Lídia Jorge
"Meus amigos sou de vidro
Sou de vidro escurecido
Encubro a luz que me habita
Não por ser feia ou bonita
Mas por ter assim nascido
Sou de vidro escurecido
Mas por ter assim nascido
Não me atinjam não me toquem
Meus amigos sou de vidro
Sou de vidro escurecido
Tenho fumo por vestido
E um cinto de escuridão
Mas trago a transparência
Envolvida no que digo
Meus amigos sou de vidro
Por isso não me maltratem
Não me quebrem não me partam
Sou de vidro escurecido
Tenho fumo por vestido
Mas por assim ter nascido
Não por ser feia ou bonita
Envolvida no que digo
Encubro a luz que me habita"

Contas

passo algum tempo do dia a fazer contas de quando e quanto tempo poderei dormir mais um pouco.
E ainda agora começou terça feira...