O verde nos campos do alentejo vai morrendo, desaparecendo e sendo trocado por um dourado que vai brilhando. mas os arrozais estão carregados de água e a água está parada, meiga, um espelho autêntico que misturada com a terra solta ao fim da tarde um cheiro único.
Mas o verde nasce mais acima, na península de setúbal, nas videiras. As videiras, verdes, braços abertos, bocas abertas em direcção ao azul do céu, à luz, num clamor mudo mas desenfreado.