25 de maio de 2011

Angustiado e saturado e a ideia avassaldora da morte.

Modern Pine

Como não acabar uma noite


depois do part-time, nunca ir, por voltas das 24 horas beber meio litro de uma cerveja Ale de qualidade no bonito British Bar no cais do sodré, é que para além de se poder atravessar a ponte a 160 kmh, que é claramente sinal de demência, corre-se o risco de ter pensamentos profundamente filosóficos como por exemplo o de pensar qual seria a resposta cartesiana para as ideias inatas dos diversos tipos de cerveja que conhecemos.  É que isso depois leva-nos para a cogitação de Deus a provar cervejas e a dar-lhes nomes e nós a pensarmos qual seria a sua favorita. E leva-nos a pensar que não era necessário António Damásio fazer tanto estudo e escrever tanta coisa para contrariar o descartes e o seu racionalismo dogmático, bastava ter bebido meio litro de india ale que logo resolveria o problema.
enfim...sempre é mais engraçado e menos cansativo que a masturbação.

eu e as marés II


Estás todo em ti, mar, e, todavia, 
como sem ti estás, que solitário, 
que distante, sempre, de ti mesmo! 

Aberto em mil feridas, cada instante, 
qual minha fronte, 
tuas ondas, como os meus pensamentos, 
vão e vêm, vão e vêm, 
beijando-se, afastando-se, 
num eterno conhecer-se, 
mar, e desconhecer-se. 

És tu e não o sabes, 
pulsa-te o coração e não o sente... 
Que plenitude de solidão, mar solitário! 

Juan Ramón Jiménez