Da boca do teu sexo
irrompe a inocência nua
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa
abre a janela,
dum lírio cujo caule se estende e
ramifica para lá dos alicerces da casa
abre a janela,
debruça-te
deixa que o mar o inunde,
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado
olho, admiro-o e leio nele
o que o vento norte escreveu sobre as dunas
levanta-se do fundo de ti
e num soluço da respiração
deixa que o mar o inunde,
espalha lume na ponta dos dedos e toca
ao de leve aquilo que deve ser preservado
olho, admiro-o e leio nele
o que o vento norte escreveu sobre as dunas
levanta-se do fundo de ti
e num soluço da respiração
sei que estás vivo
sei que é ele o centro sísmico do mundo!
sei que é ele o centro sísmico do mundo!
Poema "O corpo" de Al Berto, alterado


