12 de junho de 2011

Sem título

Sexo


Da boca do teu sexo
irrompe a inocência nua 
dum lírio cujo caule se estende e 
ramifica para lá dos alicerces da casa 

abre a janela,
 debruça-te 
deixa que o mar o inunde,
espalha lume na ponta dos dedos e toca 
ao de leve aquilo que deve ser preservado 

olho, admiro-o e leio nele
o que o vento norte escreveu sobre as dunas 

levanta-se do fundo de ti
e num soluço da respiração
 sei que estás vivo 
sei que é ele o centro sísmico do mund
o!

Poema "O corpo" de Al Berto, alterado


Silêncio, aqui beija-se

"O que eu gostava era de poder falar  na tua boca para que as tuas palavras fossem minhas e pudesse permanecer silencioso ao teu lado."
Pedro Paixão


Closer



Numa espiral de desejo sangrento, os corpos consomem-se vertiginosamente, sem qualquer pudor, qual predador faminto.