31 de julho de 2011

Num olhar

Não sabem se vivo num bairro social ou vivenda ou apartamento. Se vivo na linha ou fora dela. Se tenho carro novo ou velho, caro ou barato, ou se chego a ter veículo próprio. Não sonham quem são meus pais nem tão pouco que posso vir a ser professor dos seus netos/as. Não sabem na realidade acerca de mim tirando o que se vê e isso é muito pouco. No entanto é inevitável. Quando me olham, em certas circunstâncias, como a de hoje, há um olhar que transparece estereótipos e preconceitos e expectativas que lamento lhe sairiam erradas e eu, lá fico a moer naquele olhar, no que me apetecia gritar aos ouvidos daquela gente, das lágrimas que prendo facilmente com a ajuda dos remédios.
Um olhar apenas, rápido, muito rápido, é quanto baste.


nota: já fodia!