10 de agosto de 2011

Vários modos de dizer o mesmo



"O nosso amor não tinha grandes exigências de sexo.(...)A gente falava sempre muito. Acho que estas sociedades frias fazem com que cada um fique com um depósito de palavras que deviam ter sido ditas e que não dissemos porque não tivemos ninguém para as ouvir. As tais palavras da alma. As palavras que exprimem o que não faz falta às coisas do mundo, aquilo de emoções e sentimentos que trazemos dentro à procura de um ouvinte, de um irmão de seita que saiba que o amor se exprime por coisas simples e vividas de outra maneira. isso ainda sei. Ainda sei como é o gosto da palavra, às vezes um murmúrio de que alguém está à espera. Dizer o que nos amamos.Encontrar as palavras que dizem ao outro como é a medida do carinho que temos por ele e que a presença do corpo ali exposto ao nosso lado melhor nos recorda esse destino amoroso de que andamos desviados porque nos enganaram nos caminhos da vida e fizeram de nós umas peças de um jogo falso que nada tem que ver com aquilo para que somos feitos."

António Alçada Baptista, O Tecido do Outono, Ed. Presença, pág. 159


Slow Like Honey



Em repeat porque linda.






"My love is gone,
Left me with both empty hands
My love will come
In the glitter of a spark.

Ooh ooh, you saved my life and went away.

Glass and winter bones
Have distracted well my sight
As I'm waiting here
The world's discovered one more time.

Ooh ooh, you saved my life and went away.
Ooh ooh, come save my life again.

Ooh ooh, you saved my life again.
Ooh ooh, come save my life again"