O mês de agosto está no fim. Mais um verão que não vivi mas que passou por mim.
Lembro-me que houve uns dias de muito calor e outros tantos de chuva ou simplesmente negros, parecendo outono. Estou mais perto dos 37, outro natal outra vez, a incansável repetição, a náusea, diria Sartre e copio-o eu agora para dar um ar.
Para o ano há mais festivais, provavelmente como este ano, para eu não ir e com isso não conseguir equilibrar-me e achar que se fosse ia fazer melhor que qualquer antipsicótico ou antidepressivo.
O mês de Agosto está no fim e com isso as listas definitivas de colocação de professores. 11 anos, há 11 anos que esta cegada da ansiedade, da irritação, do nervosismo da espera das listas dura. Agora mais certo, mas nunca com um grau que me permita o sossego. Desde ontem a espera pelas listas que só amanhã -uma eternidade- saem. Até lá a inquietação, o sofrimento em silêncio, a dificuldade em dormir.
Era melhor que não houvesse Agosto.