4 de outubro de 2011

Foi você que pediu Alfred Hitchcock?

Diz que há uma novela da SIC nomeada para um Emmy.
Diz que essa novala da SIC acabou outro dia com uma audiência recorde.
Diz que a má -só podia, claro- morreu metida num caixão debaixo de terra à espera do seu amante -ou lá o que era- que a fosse salvar, mas parece que pelo caminho o gajo morreu. Ora como mais ninguém sabia que a má, que por ser má merecia morrer, estava lá metida, ninguém a foi buscar e ela morreu.
Se o fim alternativo fosse a má desenterrar-se com uma merda qualquer que tinha na bota como no Kill Bill, até aí, a nomeação bem que vale uma boa bosta e pode ser metida no sítio por onde as galinhas metem ovos.

We Are Not What We Say We Are




A verdade é que esta nova medicação me desliga, desconecta de muita coisa à minha volta, por exemplo...por exemplo "isto". Eram às pazadas, às carradas, as tretas que aqui colocava, fossem de que índole fossem, agora, escasseiam. O que antes considerava pertinente aqui colocar, considero agora absurdo. O que antes, de forma imediata, impulsiva, aqui colocava, agora medito sobre a coisa e acho imprudente e estapafúrdio colocar aqui. A verdade é que esta medicação me faz desinteressar de muita coisa. Faz-me ser, acho,  mais sisudo. Mas nem por isso me deixo de sentir esmagado pelo silêncio da casa, pela falsa actividade que não mais que mascara a saudade e a falta de estar com alunos, ao ponto de quase me levar ás lágrimas. Um corropio diário, mas um vazio de ser. Tudo falso, com falta de uma estrutura que talvez não seja mais que dar aulas, mas que é muito para mim. Em tempos faria outra coisa, agora  é pior porque sei que é a única coisa que quero fazer.
Acima de tudo é isso, a falta de dar aulas e tudo o que lhe é e me é  próprio nisso.
E no meio de tudo isto já não sei nem quem sou nem quem sou, mas acho que ainda sei ao mesmo tempo, porque sei o que quero, o que gosto, o que me falta e ainda me encanto com o dia e o seu cheiro e luz e como era bom que esta luz não desaparecesse.

E apesar de tudo, hoje, começo a preencher um horário de 9 horas, à noite, numa coisa que não me desperta interesse, salvo estar ocupado um pouco e imaginar que vou ser algo próximo do que gosto de ser e acima de tudo, estar.