23 de abril de 2012

Dialéctica ou Frencis Fukuiama ou jogo das diferenças

"Portugueses:
Criou-se a expectativa porventura exagerada em relação à minha exposição de hoje. O País sente que a situação é grave. Sabe que o nosso futuro colectivo não se apresenta fácil. Temem-se as restrições e as medidas de austeridade que as circunstâncias tornam inadiáveis. Suscitou-se assim um ambiente de ansiedade e mesmo insegurança que só pode ser dissipado com a linguagem da verdade. O povo tem o direito de saber, claramente, o que o espera e com o que pode e deve contar. O Governo está seguro de si e não hesita quanto ao caminho a seguir. Sabe perfeitamente o que deve fazer e está animado da vontade política indispensável para impor medidas necessárias. O seu objectivo não é partidário mas sim nacional. (...)
Politicamente o País está calmo. As forças armadas estão coesas, em redor do Presidente da República, garante supremo da Constituição e da unidade nacional.  O governo goza de crédito interno e externo, o que constitui uma arma imporrtante a seu favor. Recobrou-se em parte, a confiança perdida. E há que fazer renascer a esperança e a fé no nosso futuro colectivo. Portugal, grande nação com oito séculos de história, é hoje visto como certa surpresa e respeitado por povos de diferentes latitudes. Portugal sobreviverá. A crise será vencida!"

Na Hora da Verdade,
 comunicação feita ao País pelo PM, Mário Soares, em 9 de Setembo de 1976

Da semana grande

Começou hoje, para mim, uma semana enorme, que se estende até julho ou agosto, o que quer dizer que, apesar de uma semana de férias que sabiam a desemprego, afinal nem houve interrupção de um dia.
E faz hoje exactamente 3 meses que pela primeira vez meti os pés nesta escola. 
Como alguém diz e com razão, preciso sofrer mas sempre lá vou conseguindo as coisas.
Este ano lectivo afinal, nem tem corrido assim tão mal