4 de setembro de 2012

vale a pena ver.

Sempre que tenho ido comprar peixe aos pescadores na costa da caparica, está lá um senhor artilhado até aos dentes com brutais máquinas e lentes Canon. 
Vim a saber quem é o senhor: é este.

TAC

E vai daí e isto até pode de facto ser chamado de diário, porque intimista como agora e relatar do corpo quente a  estremecer de medo, de angústia. Relatar dos olhos cerrados, a cabeça na ponta da cama, os braços cruzados e as lágrimas que correm. A ideia de falhar, de tentar novamente. A ideia monstruosa e desagradável do corpo inerte, já sem vida e do desgosto de todos à volta. A ideia primeira e última como a parede de um beco, da morte. As preocupações que se agigantam, a pequenez e o desnorte. As palpitações no e do coração e o conter-me por tomar algo, porque afinal tenho de controlar-me de alguma forma. As duas cervejas bebidas hoje com o meu pai e a memória de ter querido beber muitas mais pela sensação de tudo bem que o alcóol fornece. A cabeça que não pára, um cansaço e vir ao diario e escrever algo que seja lido por outrém que me ampare e socorra e acaricie com o seu olhar nesta palavras que deviam ser secretas, porque afinal é de um diário que se trata.

E vai daí, um abraço de um miúdo de 6 anos, curar tudo.