É um rapaz, um menino, terá uns 6 anos e anda no primeiro ano. Chama-se G.. É magro, moreno, olhos e sorriso doces de uma criança. É calado, reservado. Vejo-o quase sempre sozinho sem se misturar com os outros. desde que comecei a trabalhar lá na sala de estudo que me cruzo com ele de manhã, sempre me chamou a atenção. Meto-me sempre com ele, sorri envergonhado mas com a doçura de criança, mas logo me disse o nome. Hoje, antes da entrada para a aula dele, às 9h, sentei-me com ele num degrau do recreio. Abracei-o e deixei-me estar com ele, em silêncio, enquanto os outros pulavam e corriam e gritavam. De repente fala-me no primo que tem cavalos, que vai vender 2 oprque são maus mas a égua é amiga e ele gosta de andar nela. "Trazes-me um dia uma foto tua na égua para o João ver?", que sim, envergonhado, mas sempre com aquela doçura. Que o primo vai ter um boi e lhe deu uma farpa para espetar nos bois. Imediatamente a seguir diz-me isto: "Não consigo escrever o meu nome!", porquê perguntei, "porque tem muitas letras" respondeu-me, e continuou." como não consegui escrever o meu nome o meu pai deu-me com o cinto."