31 de janeiro de 2014

Sobre mim, alguém escreveu:

"Gostava que um dia olhasses para ti e visses na tua pessoa o mesmo que eu vejo quando te olho:

Um homem bonito, muito bonito, na beleza evidente e naquela que sobretudo se nota de olhos fechados.
Um homem apaixonado, que exala um entusiasmo cativante pelas coisas de que gosta, enlevando os sentidos de quem o escuta.
Um homem intenso, que põe de si em tudo o que faz de forma sincera e espontânea.
Um homem atento, que capta de modo sensível a circunstância particular, que por vezes é dúbia e incerta. 
Um homem menino, que conserva a doçura e a meiguice da infância, de modo puro e desarmadamente simples.

Este homem tem na pele sinais, que ponto a ponto, nos desafiam a traçar um desenho e a sonhar com a possibilidade de um desfecho, como nos jogos infantis.
Tem nos olhos o desejo, a vontade, a ânsia que inebria e atrai, que delicia e encanta.
Na boca, o deleite voluptuoso que nos extasia, o onírico que se efectiva. 

A fragilidade, o desassossego, são reflexos de uma alma inquieta que procura, que questiona, repercutindo que não é de uma figura mitológica que falamos mas sim de um homem, carne e osso, que sente, sente muito, sente demasiado, e por esse excesso, sofre."