Vi ontem a primeira parte deste polémico (?) filme de Lars Von Trier.
Não conheço toda a obra do autor, não posso por isso armar-me em crítico de algibeira, de bancada. Nem tenho, de todo, perfil para isso.
Parece que o filme é muito polémico, mas, para dizer a verdade não percebo o porquê. Já vi filmes não serem sobre sexo (se é que este o é) e serem muito mais chocantes.
Aviso à navegação: apesar de ter estudado e ser licenciado (?) em filosofia, essa nobre e superior ciência sobre a vida, não sou gajo para embarcar em críticas literárias ou filmicas usando chavões como: corrente estética, para dar apenas um exemplo. Por isso, estas palavras que se seguem são apenas fruto da minha sensibilidade -duvidosa- e da minha maneira -também duvidosa pois claro- de ter vivido o filme.
Ninfomaníaca não é um filme sexual, muitos menos é um filme chocante, que nos incomoda e faz mexer na cadeira. Não é um filme que nos deixe a pensar: como é possível imaginar coisa tão hedionda, como é possível alguém transpôr esta imundice para uma tela?! Como já disse, há filmes, na minha opinião, que não sendo sobre sexo, têm cenas muitas mais incómodas, lembro-me de Shame, 7 Pecados (a cena do strap-on faca), a cena final de Brown Bunny de Vincent Gallo ou A Serbian Film, mas a lista podia, claro, estender-se.
Ninfomaníaca é um mini tratado filosófico, geral e generalista sobre a vida, que parte, sim, da vivência sexual de alguém. Digo isto porque, durante todo o diálogo entre a ninfomaníaca e o seu "escutador", há uma infinidade de metáforas. Digo isto porque, o que se desenrola na tela mais parece uma constante metáfora, um constante diálogo socrático. É metáforas sobre a pesca, sobre música, a santíssima trindade, referências inclusivé à arquitectura, a Epicuro, etc, tudo a partir da vida sexual da personagem feminina do filme, a ninfomaníaca. E, sim, há uma cena non-sense, que me fez imediatamente lembrar, esta outra de Archie Bunker. Depois de verem Ninfomaníaca Volume I, vão perceber esta minha associação.
Sim, acho um bom filme, complexo, cerebral, muito racional, daí o apelidá-lo de socrático.
Sim, um bom filme. Sólido, bem conduzido de conduzido alguém com um nível cultural muito à frente.
Acho um bom filme. Acho que sim, arrojado, mas daí a polémico e/ou pornográfico, vai um mundo de diferença. Mesmo a sub-frase "Esqueça o amor", até isso não é exactamente verdade.
Sim, acho um bom filme, complexo, cerebral, muito racional, daí o apelidá-lo de socrático.
Sim, um bom filme. Sólido, bem conduzido de conduzido alguém com um nível cultural muito à frente.
Acho um bom filme. Acho que sim, arrojado, mas daí a polémico e/ou pornográfico, vai um mundo de diferença. Mesmo a sub-frase "Esqueça o amor", até isso não é exactamente verdade.

prefiro ver o filme todo de uma vez e mamar salvo seja 4 horas e tal de seguida.
ResponderEliminartou á espera que saia a versão integral :)
por razões familiares -ser pai- não pude ver a sessão imediatamente a seguir com o volume II.
ResponderEliminarmas o meu sentir sobre o vol I é este.
abraço