Londres é uma cidade bonita. O melhor adjectivo que lhe costumo encontrar é: majestosa. Os edifícios imperiais, burgueses, vitorianos, majestosos, enormes. Os edifícios alinhados na mesma arquitectura, imaculados, como se nunca por ali tivessem caído bombas na II grande guerra. Edifícios sumptuosos misturados com bairros excêntricos como Soho, Brick Lane, Camden Town e tantos outros. Edifícios negros históricos a fazer lembrar a cidade do Porto, misturados com a modernidade financeira como Canary Wharf ou o "distrito financeiro" junto ao centro, como por exemplo, perto da Torre de Londres. A London Bridge e a Millennium Bridge.
Mas é à noite, quando saio do trabalho, que lhe encontro ainda mais brilho, mais encanto. cada dealhe e recorte de um edifício saliente pela luz.
No entanto, quando caminho pelas ruas e avenidas é estranho: porque já me habituei à cidade mas sei que não sou de cá, nada disto é meu: não é a minha língua, a minha luz ou o cheiro de lisboa, o Tejo e o oceano. A pacatez de lisboa quando comparada com a imensidão de Londres. O país de Churchill e Tatcher, Beatles, Queen, Shakespeare, DEpeche Mode, Smiths, William Blake, etc, o pais de grandes nomes da história, entranhou-se em mim mas uma segunda pele mas sei que num instante a pele pode cair. Não estranho já a mulher madura, elegante, que é Londres, mas não deixa de ser estranho andar por aqui.
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