4 de maio de 2019

Avengers - Endgame

Vi vários filmes da série Avengers. Não sei se vi os 22 que "eles" dizem que este Endgame faz referência, mas vi uns quantos.
A verdade é que os via sempre com uma dose de cepticismo, fruto talvez de alguma mania intelectualista por a língua falada não ser a checa, sueca, búlgara, ou bielo-russa, nem existirem planos de 20 minutos da mesma coisa, pávida e serena, imóvel, mas no fim, aquele pedaço de acção, dava-me gozo e deixava-me satisfeito, para lá de estúpidos e pretensiosos intelectualismos que não tenho nem posso almejar. os filmes, preenchiam os requisitos para que eram criados e desse ponto de vista, achava-os bom, gostava deles. Ponto.
O mesmo não se passa com Endgames e não tem a ver com o facto da duração nem com o tê-lo visto sem legendas e numa sala enorme com uma qualidade de imagem e som brutais.
O que se passa é que na génese do filme, está....um certo intelectualismo e filosofia presentes, que o trnam, por isso, maçadores, ao contrário dos outros.
As personagens estão enredadas em raciocínios e pensamentos profundos, a que se vêm obrigados, medindo, como num jogo de xadrez, as infinitas possibilidades de cada jogada, leia-se, acção e as suas devidas consequências, na tentativa de salvar o mundo.
Se em todos os outros filmes o maniqueísmo está presente, neste ainda mais e por causa disso que o filme é mais desinteressante e gorou as minhas expectativas de 3 horas de barulho infernal de tiro e porradaria. É neste maniqueísmo que as personagens estão enredadas de modo extremamente marcante, por via das acções e das suas consequências.
O filme chega a ser tão filosófico ao ponto de me levar as aulas de filosofia de uma treta qualquer que tive na universidade onde li e analisei o Poema de parménides. No poema de parménides, um jovem montado nuns corcéis, percorre um caminho das trevas para a luz, simbolizando a luz, o conhecimento. Isto é tão forte, que chega a falar-se em passagem das trevas para a luz (usando estas expressões), no discurso do Iron Man, já depois da sua morte no filme numa gravação que deixa no seu capacete. No limite, esta morte é até, simbolicamente, a morte de Sócrates ou Jesus Cristo.
mas há mais. Reflexões intricadas sobre as viagens no tempo e as suas consequências, mais uma vez, a questão das acções e suas consequências....mesmo quando o capitão América vai viajar no tempo e depois aparece no presente -tempo actual do filme-, mas velho e casado, onde, assume, portanto, viver a vida bla bla bla
Querem porradaria e barulho, não vão ver Avengers Endgame.

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