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10 de abril de 2014

O melhor tinto portugês

"O vinho tinto “Cavalo Maluco 2009” da Herdade do Portocarro, na freguesia do Torrão, foi considerado, por um grupo de especialistas denominado Court of Masters Sommeliers, o melhor vinho tinto português na categoria Tintos acima dos 20€ e obteve a melhor classificação entre todas as categorias de vinhos que estiveram a concurso num evento, o Vestigius Top Wines 2014, organizado pelo Vestigius Wine Bar, em Lisboa, e que juntou seis especialistas mundiais (sommeliers ou mestres escanções) que avaliaram centenas de vinhos portugueses, distribuídos por sete categorias. "


todo o texto: http://networkedblogs.com/VISUK

22 de março de 2013

Alentejo mode

Meter umas roupas nas malas da mota e rumar  além-tejo.

26 de setembro de 2012

Voyeur

Ao minuto 15 em diante

e

ao minuto 13.45 em diante.

18 de fevereiro de 2012

6 de maio de 2011

Alcácer in


É este espaço magnífico. É a paisagem aqui documentada -mal-admito. É a praia da comporta que está fashion até mais não. É o restaurante Museu do Arroz. É as herdades e o tios cheios de dinheiro mas dos quais nem se dá por eles. E, o que realmente importa: a SIC foi para uma herdade qualquer e é lá o quartel general de um programa de tv com que já aqui gozei e que é copiado não sei de onde mas que dá também na SiC gaja. A mesma SIC andou por aqui uns dias e filmou o genérico do programa da Júlia Pinheiro!
Isto está mesmo ao rubro!



15 de abril de 2011

12 de abril de 2011

Carta ao amigo/a

Queria contar-te do silêncio do alentejo, do silêncio provocado pelos pardais, pelas andorinhas nos beirais dos telhados, pelas cigarras, pelo vento. 
Queria contar-te do azul do céu,do verde da planície, das cores do arco-íris na terra pelas diversas flores. 
Queria dizer-te da luz que tarda em desaparecer e que teima em rasgar a copa dos sobreiros e dos pinheiros.
Queria contar-te dos velhos de preto, de cajado na mão, boina ou chapéu na cabeça contra a cal branca a morrer com eles. Velhos, muitos deles com os olhos postos na terra porque lhes ficou o vício nas costas de olhá-la para cavá-la. Queria contar-te das mãos enrugadas destes velhos e dos cabos das enxadas, polidos pelas mãos calejadas dos velhos que arrancaram à força à terra o alimento.
Queria contar-te do cheiro do lagar. Do cheiro doce no ar já quente do alentejo em vez do cheiro da lareira e do braseiro.
Queria contar-te como o tempo tem tempo naquele lugar e contar-te das ruas toscas. Do toque do sino da igreja. de como os homens se cumprimentam de uma rua para a outra.
Contar-te do gosto e dos cheiros dos alimentos, de como de coisas simples se faz magia para os sentidos.
Do cheiro que tem a terra seca no alentejo e do barulho que faz quando a pisamos.
Contar-te do eco se gritarmos.
Queria contar-te tudo isto, porque tudo isto, em parte sou eu, mas não sei que palavras usar para te mostrar o meu sorriso e  tanta beleza.

Folar pobre vida rica

Ontem trouxe dois folares pobres para casa. 250 gramas cada um. Trazidos pelo meu irmão da padaria/pastelaria da família claro.
Tal como no filme Ratatui, quando o José Quitério do sítio prova a comida feita pelo ratinho e volta à infância, a mim, aconteceu-me o mesmo quando provei o folar. Não tão bom como os do meu avô ou pai, mas voltei atrás no tempo e como desejo nunca sair de lá.
Era um renault 5 da empresa onde o meu pai trabalhava e onde não tinha horário fixo e que era o seu carro de serviço, com despesas pagas incluídas. Era nele que íamos para o alentejo. Na altura levávamos 3 horas de viagem.Ainda não havia auto-estrada. Agora para percorrer menos, levo 60 minutos.
Quando lá chegávamos o cheiro, as pessoas, tudo era diferente. Íamos logo a correr para a casa do primo, o João Luís que ficava do outro lado. Era descarregar tudo e a seguir irmos visitar os avós da horta, que moravam sem luz, água canalizada, numa quinta onde a minha mãe nasceu e onde, infelizmente o João Tomás já não brincou.
 Íamos lá passar a páscoa. Levávamos roupa nova para estrear. Tomávamos banho numa banheira de zinco. Água aquecida na panela e metida num chuveiro pendurado no tecto com duas argolas. Uma abria a água, a outra fechava.
Lembro-me da sala onde comíamos. Uma mesa enorme. O móvel do conjunto. O relógio de pêndulo na parede. O meu avô à cabeceira. O meu pai igualzinho ao meu avô, agora, as minhas mãos iguais às do meu avô e do meu pai. Comíamos nós, o mau avô, a minha avó, a minha mãe, pai, irmão e eu mais a Ti maria, depois de nós o meu primo e os seus pais.
Na mesma mesa tomávamos o pequeno almoço. A mesa completamente cheia: pão morno enrolado em papel, leite puro de vaca que iam entregar numa vasilha à porta, manteiga, fruta, marmelada e doce de tomate caseiros, o mokambo. Os cheiros, os sons. E, na páscoa o folar. Momento alto. O folar no papel pardo como se de uma bandeja de prata real se tratasse. O folar feito especialmente para a família. Pecado não comer o folar. Lembro-me perfeitamente. O meu avô fazia-os enormes, ainda com os ovos por cima. Eram deliciosos. Como só o meu avô os sabia fazer. Nunca me lembro de comer o folar rico, eram sempre a versão pobre, no entanto, lembro-me dele, muito rico como os dias.
E há ainda o bolo de café.

8 de abril de 2011

Realmente Gourmet

e à venda em Lisboa, no Mercado da Ribeira.

6 de abril de 2011

Ontem, à ceia


Pão alentejano, da padaria do meu pai. Cornucópia com creme de manteiga (mesmo manteiga) e folhado com doce de ovo (feito mesmo com ovos -não creme de balde- ao lume, em tacho de cobre)

15 de dezembro de 2010

Versão mainstream

(sobremesa, hoje)

Personagens: O senhor e a mordoma.
Cenário: quarto do senhor, em sua herdade com vista para o rio guadiana.
take um: senhor e sua mordoma embrulhados nos lençois de cetim perfumados, com janela aberta sobre o verde alentejano, depois de dormirem uma sestinha depois duma fodinha.

Acção!

Senhor: Ambrozina, apetece-me algo!
Mordoma. Outro broche senhor?!
S.: Não Ambrozina não seja parva! Apetece-me algo requintado!
M.: É o meu traseiro que quer Senhor?
S.: Oh! obrigado Ambrozina! Não, não algo doce!
M.: Oh tomei a liberdade Senhor! tenho aqui uns rebuçados de ovos!
S.: Bravo Ambrozina! Agora desembrulhe-os e meta-os na minha boca. Depois sim pode deliciar-me noutro sítio, doutra forma!

18 de novembro de 2010

Intimidade - Cumplicidade

Intimidade,cumplicidade, mas mesmo a sério era neste momento ter aqui uma mulher ao meu lado. Apreciar comigo este frio e este silêncio do Alentejo junto à lareira.  Ter ouvido o sino da antiga igreja da praça ter dado as onze baladas. Olhar o céu estrelado na noite vazia de luzes da cidade. Sentir no ar o cheiro da lenha de oliveira queimada. Daqui a pouco ir comigo, a pé, comprar um pão acabado de sair do forno e uns bolos. Voltar a casa e comer isto tudo no chão junto à lareira. No caminho para casa sentir, viver, respirar este pedaço de paraíso chamado  Alentejo.
Para a ter nua bastava que se sentasse descalça junto a mim.
Seria o melhor sexo, o mais intenso que hoje poderia ter e do mais intenso dos longos últimos tempos. 

11 de novembro de 2010

Mais algum tempo depois...

tiradas esta semana.pena o céu cinzento, porque o verde até cega da vivacidade.

Antes e Depois


9 de novembro de 2010

Sem título

Cheira a fumo no ar fresco. O olhar procura a fonte. É nos arrozais, as queimadas.
Na cidade, o cheiro a fumo traria o barulho das sirenes dos bombeiros, ruído e confusão, medo.
 Aqui, o cheiro a fumo aprecia-se e enche o ar, dá-lhe cor, contra o cinzento das nuvens carregadas.
Na cidade, o fumo seria sinónimo de morte.
Aqui, faz parte das peles secas, das mãos calejadas, dos olhos cansados. Aqui, o fumo é vida.



18 de outubro de 2010

15 de outubro de 2010

Il postino


Lembram-se deste filme? desta pérola de filme? lindíssimo. Não, não me atrevo sequer a dizer que posso chegar perto de qualquer coisa presente neste filme. Quero só dizer que como neste trecho do filme, também eu agora estou angustiado. Angustiado porque não posso fazer o "poema" que gostaria. Falta-me a máquina fotográfica.
Vim de ALcácer, no alentejo, a outra parte do alentejo almoçar. ALmoçar com meus pais e irmão. O caminho de um sítio ao outro são uns 30 km. E o meu peito explodiu com a beleza que me rodeava. Era esse "poema" que gostava de tentar construir, o que vi na viagem. FAzer um "poema" com imagens do que me prendeu o olhar e me encheu. Não podendo, fiquei com o peito vazio, triste, porque para mim a fotografia, como tudo o resto, sai naturalmente ou nada feito e hoje, nesta viagem tanta coisa que eu vi e que gostava de ter "apanhado".
O céu azul e branco límpidos, puros. O verde iluminado, fresco dos pinheiros. O outro verde que vai morrendo em algumas árvores para florir no chão com as primeiras chuvas. O vermelho dos troncos dos sobreiros. OS cardos, às dezenas, juntos, secos mas sempre imponentes. O aqueduto de água para os arrozais na Casa Branca e as cegonhas e a escola abandonada do Estado Novo. Os arrozais amarelo seco e o cheiro da água misturado com a terra. O absoluto silêncio quando páro na berma e desligo a mota. O Sado e o Xarrama, calmos, dóceis, vagarosos, fazendo lembrar o Douro na ribeira do Porto. Aqueles pontos branco no meio da planície, herdades ou simplesmente casas, uma habitadas outras nem tanto. O branco da cal e o cheiro claro e fresco no ar. As pessoas que se ouvem a falar dentro dos cafés. A ida a uma loja onde ali sim, ali tudo é personalizado. As ruas tortas, espaços abertos à paz. Os velhos na paragem da carreira. Tudo isto e tanto mais por contar num "poema" com imagens. Porque o que estivesse nessas imagens seria um reflexo da minha paz, de um sorriso meu. Assim, alguma tristeza por não captar isso como gostaria de o ter feito, tristeza por não ter a minha máquina fotográfica comigo, porque, infelizmente, no top case da mota, não posso trazer tudo.
bom dia.

7 de outubro de 2010