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28 de abril de 2014

Um país mais pobre.

É sabido, morreu Vasco Graça Moura.
Mais do que triste -também-, fiquei preocupado com o facto. Digo-o, sabendo que é, talvez, um pouco ridícula a afirmação. Mas, ainda assim mantenho-a.

Não sou um conhecedor do homem, obra ou sequer pensamento, no entanto, tenho uma escassa ideia. Mas dessa escassez, consigo vislumbrar um homem das letras, de pensamento, de sabedoria, exemplar a todos os níveis e é por isso que fico preocupado com a morte de mais uma das poucas mentes deste país que sabiam e podiam falar sobre ele com propriedade. 

Não sei se o Governo declarou luto nacional. Espero que o tenha feito. O país está de facto de luto, ainda que passando ao lado da morte de Vasco Graça Moura que talvez, se tivesse sido jogador de futebol recebesse mais atenção, a justa, a merecida.

Era capaz de dar uns anos de vida e até dízimo do meu subsídio de desemprego por ter pelo mais tempo possível Graça Moura e Álvaro Cunhal.

Falta agora morrer Eduardo Lourenço e José Gil, para o país entrar em coma.

25 de abril de 2014

Dos blogs, das pessoas e tudo o resto. Uma borla.

"Ora, uma coisa é ser sincero por dever, e outra coisa ser sincero pôr temos das conseqüências
desagradáveis: no primeiro caso, o conceito da ação em si mesma contém já uma lei
para mim; mas no segundo caso, preciso, antes de mais nada, tentar descobrir alhures
quais as conseqüências que se seguirão à minha ação. Porque, se me desvio do princípio do dever, cometo decerto uma ação má; mas se abandono minha máxima de
prudência, posso, em certos casos, auferir daí grandes (403) vantagens, embora, na
verdade, seja mais seguro ater-me a ela. Afinal de contas, no concernente à resposta a
esta questão: se uma promessa mentirosa é conforme ao dever, o meio mais rápido e
infalível de me informar consiste em perguntar a mim mesmo: ficaria eu satisfeito, se
minha máxima (tirar-me de dificuldades por meio de uma promessa enganadora
devesse valer como lei universal (tanto para mim como para os outros? Poderei
dizer a mim mesmo: pode cada homem fazer uma promessa falsa, quando se encontra
em dificuldades, das quais não logra safar-se de outra maneira ? Deste modo, depressa
me convenço que posso bem querer a mentira! mas não posso, de maneira nenhuma
querer uma lei que mande mentir; pois, como conseqüência de tal lei, não mais haveria
qualquer espécie de promessa, porque seria, de fato, inútil manifestar minha vontade a
respeito de minhas ações futuras a outras pessoas que não acreditariam nessa
declaração, ou que, se acreditassem à toa, me retribuiriam depois na mesma moeda; de
sorte que minha máxima, tão logo fosse arvorada em lei universal, necessariamente se
destruiria a si mesma"

Fundamentação da Metafísica dos Costumes; Immanuel KANT

22 de abril de 2014

É oficial

O meu estágio profissional do curso de cozinha será num hotel de renome, com 5*, em Lisboa.

Não, não fico contente e entusiasmado. 

Se tinha sonhos, se isso existe, um deles era ser professor. Foi para isso que eu e os meus pais trabalharam. Ir para uma cozinha trabalhar 10/12 horas e ganhar 700 euros é apenas um caminho que ainda desbravo, à força, para evitar uma "morte" (sentido figurado e não só, verdade seja dita) antecipada. Porque sou mais resistente e menos maluco do que pensam.

29 de janeiro de 2014

" Não digais: «Tenho vontade de foder.» Dizei: «Sinto-me nervosa.» "

" Não digais: «Vim-me como uma louca.» Dizei: «Sinto-me um pouco cansada.» "

Manual de Civilidade para Meninas
Pierre Louys


7 de janeiro de 2014

Ir à escola

"es·co·la |ó| 
substantivo feminino
1. Estabelecimento de ensino.
2. Conjunto formado pelo professor e pelos discípulos.
3. Os professores.
4. Os discípulos.
5. Doutrinasistema.
6. Seita.
7. Aprendizagemensinotirocínio.
8. Método e estilo de um autorde um artista.
9. Processos seguidos pelos grandes mestres.

escola profissional• Estabelecimento de ensino técnico que prepara para diversos ofícios.
fazer escola• Definir princípios que outros depois seguem.


"escola", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa"


13 de dezembro de 2013

Do curso

Entrei em abril para um curso de cozinha e comecei em outubro (senão erro) a estagiar por minha conta (sim sou eu que pago deslocação para lisboa, mais a portagem e um seguro de acidentes pessoais específico) e  e risco, meu e o restaurante que me aceitou, o Chef Cordeiro na praça do comércio.
Mas vamos por partes.

Tenho muitas expectativas relativamente ao curso mas que se resumem a dois ponto:
1. espero aprender muito;
2. espero conseguir nesta área (cozinha) emprego, uma vez que estou desempregado como professor de filosofia desde Setembro de 2012.

No curso, pelo "caminho" já ficaram senão erro 4 colegas; dois por arranjarem emprego, uma por excesso de faltas e outro, infelizmente por falecimento em acidente de automóvel. Assim, neste momento somos uns 21 ou 22 alunos que vão desde os 24 anos até aos 46 anos de idade senão erro. Nenhum de nós com experiência na área -excepto dois colegas- e muitos com expectativa de arranjar emprego depois deste curso. Claro que somos todos pessoas com identidades, personalidade e percursos de vida. Semelhante temos o facto de todos termos o 12º ano e, no meu caso e noutro, licenciaturas.
Entrei de início como estou sempre na vida, amigo, aberto, disponível e cedo tive amargos de boca, a primeira "acusação" foi que, tudo o que eu confeccionava e publicava no grupo fechado do facebook do curso, não era eu que confeccionava. Depois disto saí do dito grupo facebookiano e todas asfotos tiradas por mim no curso deixaram de ser partilhadas, passando eu a dá-las apenas a quem eu queira no caso de mas pedirem. Nessa mesma altura também comecei a meter marca de água  nas fotos tiradas em casa e no curso.
Isto, por si só, denotou logo uma falta de unidade e um desfoco do essencial: tirar um curso de cozinha. Comecei a fechar-me no meu lugar a ouvir música e a ler. Aquilo que pouco sabia e sei, deixei de o partilhar.
Depois disso, certo dia, numa lavagem de roupa suja numa aula de uma formadora que entretanto saíu (por criação de maus ambientes e constantes acusações à mulher que ela não sabia não fazia não isto e não aquilo e não nada) fui acusado de arrogância e egoísmo e que não queria certa pessoa, trabalhar mais comigo nas aulas. Hoje mesmo, numa aula na cozinha, de pastelaria, uma mulher, que queria sair do grupo onde estava e ir para o grupo onde eu estava, veio por terceiros pedir-me se eu não me importava de trocar de grupo com ela. Não me importei. Achei que lhe devia ir dizer que ela podia ter falado comigo em vez de ter mandado uma "pedinte". Uma coisa é eu achar injustas certas acusações ou exig~encias que essa pessoa faz, outra coisa é eu liminarmente não falar com alguém apenas porque tem opiniões diferentes das minhas. Mas aquela mulher, já com um filho com 19 anos, ela sim parece que lida mal com as outras opiniões que divergem da dela, daí certamente ter mandando uma "pedinte" por ela.
Mas adiante.
Outra cena que se passou comigo foi que fui convidado para participar num show cooking e que se aceitasse, a minha falta a uma actividade nesse dia do show cooking seria justificada por quem de direito. Eu, só tinha que dizer se aceitava o convite ou não de uma chefe e formadora. Aceitei. pois bem, nesse mesmo dia, anonimamente, dois colegas enviaram mails a reprovar a minha decisão e acusando-me de protagonismo e arrogância. Guardo ainda os mails, mas escuso-me a colocá-los aqui só para isto não ficar maior. Um dia pode ser que coloque.
Recentemente, um grupo de colegas gerou outra situação conflituosa e embaraçosa para  toda a turma. Esse grupo de colegas decidiram redigir uma carta a "reclamar" a formação dada por uma formadora, "reclamação" essa que foi directamente para o director do centro de emprego. Quer dizer, desrespeitaram a hierarquia e apresentaram uma "reclamação" que foi desmentida categoricamente por mim, ou seja, argumentaram que a professora passou demasiadas aulas a falar em ovos e que não cumpria o referencial e que não metia a mão na massa. Isto levou a que a direcção do curso fosse em peso à nossa turma e que aqueles que redigiram aquela "reclamação" tenham sido enrabados a frio e sem direito a bepanthene no rabinho. Eu desmenti o que escreveram por justiça. Ficámos é verdade várias horas na sala a "falar"(=dar matéria) sobre ovos mas a formadora explicou porquê e sobre não cumprir o referencial lembrei que outro formador, desde a primeira aula disse que nãoia seguir o referencial, no entanto, na "reclamação" que fizeram, não "reclamaram" desse outro formador. Isto é tudo tanto mais estranho, porquanto quem fez e assinou aquela exposição, de boca cheia diz que pouco ou nada sabe de cozinha e fazem perguntas que considero básicas demais. Não que haja problemas em fazê-las, também não sei tudo, mas se não sei nada sobre cozinha como posso avaliar oútrem sobre aulas disso mesmo, ou seja, cozinha?
Sei que essa formadora que tinha vindo a ser posta em causa, directamente nas suas aulas, em que nada do que fizesse estaria bem, apresentou a demissão da nossa turma, mas, felizmente, a direcção não aceitou. percebo perfeitamente porque o fez, se estivesse no lugar dela provavelmente faria o mesmo. Sorte tem toda a turma de essa formadora ser boa pessoa ou ela entrava nas aulas a matar, qual chefe de cozinha e depois é que ia ser uma coisa esperta. Ninguém ia aguentar. 

Ou seja, onde quero chegar é que parece haver pessoas no curso mais interessadas no acessório que no essencial que é aprenderem e deixarem aprender. cada vez mais tento entrar mudo e sair calado. tenho sempre os head-phones nos intervalos para ouvir música. Deixo-me ficar sossegado no meu lugar a ler ou simplesmente"passear" pela net, notícias, blogs, facebook, pornografia(esta é mentira porque tenho colegas à minah volta mas às vezes bem que tenho vontade) etc. 

Outro dia lembrei-me do filme Voando sobre um Ninho de Cucos, que é o que parece aquela turma, aquela sala, aquela cozinha, literalmente. 

Mas, devo dizer que tenho aprendido muito e que o curso está dentro das minhas expectativas.

Susto

Fui ao site respectivo da internet para anular a minha inscrição na merda da prova de avaliação não-sei-do-quê-para-docentes-contratados, uma vez que tenho mais de 6 anos de tempo de serviço. 
Tento anular masnão consigo e só segundos depois me dou conta que não consigo porque devia t~e-lo feito até dia 9, quando hoje é dia 13. cai-me o céu na cabeça. Tento ligar para o ministério para obter informações, tento ligar para sindicatos. Nada. Não consigo falar com ninguém dada a hora da manhã.(isto aconteceu agorinha mesmo, há minutos). O fim do mundo para mim...
Nevego pela net por sites oficiais e encontro finalmente a resposta nas FAQ's no Instituto da Avaliação Educativa:

"Tenho mais de cinco anos de serviço docente, mas não manifestei a minha intenção em não realizar a prova. Quais são as implicações desta situação?
A não manifestação da intenção em não realizar a prova implica que continua inscrito para a sua realização. Neste caso, a não comparência no dia de realização da prova não tem qualquer implicação em futuros concursos."

Ufa...

27 de novembro de 2013

da estupidez

na página: https://sigrhe.dgae.mec.pt/, para inscrição na Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, no ponto 4, em particular o 4.2, pode ler-se a seguinte pérola:


"(...)4.2 Indique o grupo de recrutamento para o qual possui qualifica
ção profissional para a docência 
(nos termos do n.º 3 do artigo 13.º do Decreto Regulamentar n.º 7/2013, de 23 de outubro, esta inscrição releva para o 
conjunto de componente comum e específica da prova, para o grupo indicado) :
4.3 Caso possua qualificação profissional para mais grupos do Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro, e pretenda candidatar-se com uma ou a totalidade dessas habilitações, indique o(s) grupo(s) de recrutamento para efeitos de inscrição na(s) respetiva(s) prova(s) (...) "


Se se tem qualificação profissional para a docência segundo os termos do nº 3 do artigo 13º do decreto regulamentar nº7/2013 de 23 de Outubro, para quê a prova?

16 de setembro de 2013

Péssimo jornalismo

Ontem, um canal de tv deu mais um exemplo de péssimo jornalismo. Apresentava o dito canal uma reportagem sobre professores e apresentou uma professora que vai ter de fazer mais de 5 mil km por mês (senão erro) e gastar 700 euros por mês em combustível. Claro que é chato, desagradável e ruinoso, no entanto, o que aquele canal de tv não fez e não faz nenhum canal numa notícia semelhante, é dizer que os professores concorrem, logo, são eles que dizem onde querem ser colocados, logo, se aquela professora vai fazer todos aqueles km's por mês, quando concorreu tinha noção que isso lhe podia acontecer.
Por muito mau que o estado seja, o estado não coloca os professores onde lhe apetece, coloca-os, onde eles, professores manifestam a sua vontade própria. 

12 de setembro de 2013

O azul pode ser branco ou verde ou amarelo ou roxo etc



Em 2012, toda a comunidade educativa relativa ao agrupamento de escolas vale rosal se manifestou contra a fusão com a escola secundária daniel sampaio na sobreda, criando assim mais um mega-agrupamento, ams este ministério da educação, com ministro de agora que na altura -em 2010- adjectivava a coisa como agora se pode testemunhar, não quis saber e criou o mega-agrupamento. é só um exemplo, concreto, com dados concretos.
Não só foram colocados pouquíssimos professores contratados de filosofia, como os horários que "saíram" são na generalidade muito maus. Nada que não esperasse e que não devesse ser esperado por todos.
Como é que milhares vão refazer a vida?
Não sei. Eu comecei a 9 de abril a tentar refazer a minha.

9 de setembro de 2013

Hoje, loginho pela manhã, nas notícias televisivas e radiofónicas sou informado que a oferta de cursos universitários é substancialmente maior que a procura e que, há diversos cursos sem alunos candidatos. Acho lamentável e preocupante e dirá muito do modo como está o nosso país e a europa e o mundo.

2 de setembro de 2013

Acho triste e pena que seja a Sic Notícias a transmitir um concerto na Casa da Música de "Os Poetas". Devia ser a RTP,1 ou 2. Mas se era mesmo para ser na SIC generalista, que fosse no horário de uma coisa para a qual não tenho adjectivos e que dá pelo nome de "Cante se Puder".

Quanto ao concerto, quanto ao projecto recomendo. Tive a sorte de os ver ao vivo na Aula Magna com Cesarinny, ele próprio a declamar os seus poemas.

29 de agosto de 2013

Os profs

Não acredito que o desemprego entre professores dispare este ano pela simples razão matemática que muitos dos professores que ficarão desempregados este ano lectivo (13/14) já o estavam no ano lectivo anterior e assim vão continuar.
Que serão muitos os profs desempregados  acho que sim, que serão.

6 de agosto de 2013

A única razão que encontro para fazer uma prova a professores é afastá-los do "sistema". E a coisa é tão retorcida que é só para contratados. 

15 de julho de 2013

Coisas desinteressantes

De vez em quando meto-me em coisas a mais prá minha camioneta. 
Umas vezes safo-me, por exemplo ter estudado na universidade. Safei-me. Nunca deixei uma cadeira para trás (mentira deixei uma, Lógica I, mas fiz no ano logo a seguir), fiz a coisa em 4 anos, fiz o estágio com sucesso e o trabalho da didáctica final foi usado como exemplo no ano seguinte. Nada mau.
Depois há outras odne me dou mal, como por exemplo ter sido um empresário sem sucesso.
E há ainda outras em que não sei qual vai ser o resultado, como ser pai ou o curso que ando a tirar (o de técnico de cozinha/pastelaria) ou mais recentemente, presidente de uma associação de pais de uma escola  pública que irá abrir a um de setembro e em que, portanto, a associação está a ser formada de raíz, com TUDO o que isso implica (é muito, é mesmo muito).

26 de junho de 2013

Porque é que durante a greve de professores, nunca ouvi os tipos da Associação Nacional de Professores?
A greve era de professores não era? era, pois...
E depois um gajo vai ao site da dita associação e  dá-se conta que ela anda a pedir audiências com o ministro. Então mas não houve ontem um acordo assinado entre Ministério e SindicatoS, ontem? que levaram ao fim da greve? Se sim, porque não está lá esta plataforma de professores incluída? 

Foda-se não percebo nada. sou um burro do caralho.

21 de junho de 2013

Oferta de trabalho

Agradece-se divulgação sff:

Vai abrir  a 1 de setembro, a nova escola do concelho de Almada, freguesia da Charneca, a Escola Básica nº 1 com Jardim de Infância de Santa Teresa.
Já foi constituída uma Associação de pais (que já foi votada)  que vai começar a procurar pessoal para o CAF (componente apoio à família).
A quem interessado enviar CV para: 

apset2013@gmail.com

Se puderem divulguem.