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22 de junho de 2016

É o fim da noite da minha primeira folga da semana. É certo que me esqueci de uma ou duas tomas do ácido valpróico e a benzodiazepna receitada acabou ha 3 dias, mas, agora que aqui estou ao computador a ouvir música e a escrever estas palavras sinto-me melhor.
Porque não é sempre tudo fácil e simples como agora?

10 de março de 2016

3 de março de 2016

Voltam também as fotos de jantares e assim...

 legumes salteados com quinoa e semente papoila e atum fresco grelhado

18 de fevereiro de 2016

Devir

"Devir (do latim devenire, chegar) é um conceito filosófico que significa as mudanças pelas quais passam as coisas"
in Wikipedia

Passaram alguns meses, muitos até. Nesses meses muita coisa mudou na minha vida: mudei de profissão; o meu pai morreu; a minha cunhada morreu; a minha mãe passou a viver comigo; tenho outro cão, outro labrador, agora cor chocolate; o pequeno João tornou-se maior, já anda no 4º ano; fiquei sem carro, comprei carro, dei o carro e comprei outro. Nos carros ainda, o famoso carro amarelo que seria para o neto -meu filho-, está já, infelizmente, na minha garagem.

Hesitei várias vezes em voltar aqui, mas agora tive este impulso de me materializar por aqui, novamente.  Ainda pensei numa coisa nova, mas goste eu próprio ou não, não posso apagar tudo o que se cristalizou em mim e me trouxe até aqui.

Parece que as imagens que por aqui andavam se apagaram com o tempo, pelos vistos na informática, também há marés a lavar a areia. Tenho pena mas assim terá de ficar.

Ao longo dos tempos fui mudando o nome da tasca, agora, é este que me apraz.

Aqui estou.


28 de abril de 2014

Às vezes não custa muito.


Acompanhou um Castelo D'Alba 2013 branco.

23 de abril de 2014

22 de abril de 2014

Sei que estou velho -foda-se!- porque preciso de meter os óculos para ler os mails e sms no telemóvel (e as entradas também me denunciam)

Por outro lado

Sei que ainda não estou velho porque me pedem "foguetes" uma vez que já tem a cona dorida.

O meu pai sempre que me disse: "Filho! se queres ser maluco ao menos fode bem  o gajedo! Não deixes ficar mal o nosso nome! já chega o resto em que és uma merda!"

21 de abril de 2014

Neste momento

sinto-me com calor, especialmente na cabeça. Sinto algumas tonturas. Os movimentos são extraordinariamente lentos e pesados. Sinto dificuldade em aguentar o corpo. Parece que foi invadido de uma substância gelatinosa alienígena que procura apossar-se de mim e, por este andar vai ganhar. O olhar é confuso. A sala parece que se move. Sinto uma sensação de ausência, alheamento. Quando movo o tronco, parece que o corpo é uma vasta massa que penosamente se procura movimentar, arrastando-se no espaço.
Quando falo, é evidente esta descoordenação e o meu estado.
É uma sensação louca, indescritível, mas que, confesso, tem uma percentagem de interessante.
Já só me quero deitar e adormecer.

Estou assim, efeito da medicação. Tomei o habitual prescrito pela médica psiquiátrica, nem mais nem menos. No entanto, escassos minutos depois de tomar as doses da noite, senti uma espécie de "estalo" no corpo. 

Que loucura. Custa muito ser assim. E ainda ser chamado de tudo e mais alguma coisa por assumir heroicamente esta minha condição.

espero que isto esteja bem escrito. fiz um esforço sobre humano para que isto fizesse algum sentido.

Imagens não sacadas da net, por isso talvez, pouco gourmets.

Numa disciplina de pastelaria, tinha hoje de fazer em grupo, um bolo que depois seria apresentado individualmente.
Um colega que é simpático e já trabalha em cozinha mas que é um autêntico taberneiro, disse que ia trazer uma receita e ingredientes. Nem uma coisa nem outra. Eu, apesar de maluco já esperava a cena, ai daí vim armado até aos dentes com receita e coisas afins para fazer o bolo e fazer um empratamento.
O resultado é este: um bolo de chocolate sobre coulis de morango com nuances de laranja e canela (são as bolinhas visíveis).
Sim, fui eu que fiz tudo. Sim, dou as receitas e métodos de tudo o que está neste prato a quem me pedir.





19 de abril de 2014

jantar talvez não gourmet

Massa al nero com molho de tomate e lagosta.
Ficou bom, muito bom, a massa no ponto assim como a lagosta e bom de temperos. Tudo bem ligado e saboroso. O pouco de água de cozedura da lagosta (em mire poix) que acrescentei ao molho de tomate onde depois envolvi a massa, hidratou a massa e reforçou o gosto a mar.
O verde que acompanhou é magnífico. Muito mineral, sem madeira um perfume lindo, flores  e alguma fruta.

Maria, já agrada?




Pode não ser tão perfeito quanto uma imagem perfeita sacada da net, nem tão gourmet quanto uma imagem gourmet sacada da net, mas fui eu que fiz e isso, digo-o com toda a arrogância e cagança que me é permitida e que eu sou capaz, é incomparavelmente e infinitamente maior e mais honesto.

18 de abril de 2014

Da Páscoa e tudo o resto.

Como o Natal, a Páscoa é uma época eminentemente religiosa. Multiplicam-se em blogs e facebooks, as mensagens de boa páscoa, sendo que, atrevo-me a dizer, poucos terão noção absoluta da dimensão religiosa da Páscoa, quer dizer, do seu cariz profundamente religioso. Eu, sendo um louco minimamente erudito  criado numa família dita católica, tendo estudado numa Universidade Católica, tendo pertencido ao Corpo Nacional de Escutas que é uma entidade também religiosa, tenho bem presente que, como já disse, a Páscoa não é outra coisa senão um momento religioso.
Eu, assumindo-me como agnóstico, sei, em todo o caso o porquê de a cor roxa ser a cor exibida nesta época pascal; sei porque hoje, sexta feira santa, se não deve consumir carne e porque se costuma comer o cabrito no Domingo de Páscoa. Se cumpro esta tradição é pelo respeito pelo momento religioso que a época representa.

Oiço frequentemente a expressão "sou um/a católico não praticante". Esta expressão demonstra a hipocrisia e o desconhecimento de matérias teológicas. Poderei ser criticado pelo que a seguir direi, mas, em abono da verdade reitero que as singelas palavras seguintes são factos comprovados por qualquer religião: é impossível ser um católico não praticante, assim como é impossível ser de uma qualquer outra religião, mas não praticante, isto pela simples razão que, qualquer religião se rege por um conjunto de princípios/regras/dogmas que têm de ser seguidos à risca. Logo, não é possível dizer-se desta ou daquela religião mas não praticante. Não, ser de uma religião é precisamente o contrário, ou seja, por em prática no dia a dia o que aquela religião dita.
E aqui está a pedra de toque da questão. Seria o mesmo que dizer sou piloto de fórmula 1 mas não sei o que é o acelerador; ou sou pai mas não tenho filhos, etc etc

Ser religioso, seguir à risca os ditames de uma religião, por em prática no dia a dia aquilo que a religião "manda" não é fácil nem é qualquer um(a) que o consegue. A própria Madre Teresa de Calcutá afirmou que muitas vezes tinha dúvidas.

Dizia, aqui está a pedra de toque do assunto. Muitos dizem-se religiosos, mas poucos o são de verdade. Muitos, dizem-se boas pessoas, mas poucos o são. Porquê? porque desconhecem  os princípios base da religião, os chamados Dogma  ou desconhecem os princípios aristotélicos -em vigor até hoje- do que é a amizade. Ou ainda, conhecendo, não conseguem implementar no seu dia a dia esses mesmos princípios, quer os religiosos quer os aristotélicos relativos a princípios morais de vida. Assim, muitos andam enganados sobre si próprios, julgando-se fervorosos religiosos e boas pessoas, exemplo máximo e último para tudo e todos, mas que, na realidade desconhecem as suas enormes falhas enquanto supostos religiosos e cidadãos exemplares. Essa é a dificuldade, levar até ao limite esses dogmas e os princípios aristotélicos presentes na obra Ética a Nicómaco. E aqui volta a erudição de um louco ou maluco como eu sou. Como Kierkegaard, bem observou, ser Cavaleiro da Fé, é uma tarefa gigantesca, extraordinariamente difícil, ao alcance de poucos, muitíssimo poucos. Poucos, como Abraão levam ao limite as suas crenças, os dogmas, os princípios aristotélicos, ou seja, poucos sacrificam o que de mais pessoal e íntimo têm, à imagem de Abraão que se preparava para sacrificar o seu filho, o seu bem mais adorado e que tanto lhe custou a ter, tanto sofrimento gerou em Abraão e a sua mulher, Sara. O filho de ambos, Isaque, só chegou quando ambos - Abraão e sara- tinham já uma idade na casa das centenas, no entanto, Abraão nunca pensou duas vezes em sacrificar o seu filho em nome de Deus. Quantos de nós seríamos capazes de tal façanha? poucos ou nenhuns mesmos. É fácil dizer que sou religioso, que sou óptima pessoa, no entanto, provavelmente, dificilmente me disporia a abdicar de muita coisa e este é o erro de todos ou quase todos, de nada ou pouco abdicam julgando ainda assim que são exemplos, por isso, melhores que os outros.

Se queremos mesmo ser tidos por exemplos e julgar os outros -direito que ainda assim nunca nos foi conferido, nem no plano religioso nem moral-, temos de abdicar de tudo, mas, como já disse, isso é algo  extraordinariamente enorme por isso mesmo, "muitos são os chamados, poucos são os escolhidos". 

Apesar de louco, que sei que sou, já o digo desde 2010 por aqui, consigo ter noção que nunca seria chamado e muito menos escolhido. Não detenho essa hipocrisia, sou muito mais humilde, nem escolhido me consideraria, porque sei à partida da dificuldade de me assumir integral e completamente. Sei que não consigo ser o Cavaleiro da Fé que Kierkegaard refere, por isso, não ostento essa hipocrisia que assola os nossos dias e transparece em todos os domínios da realidade, onde, a World Wide Web e este mundo, a bologosfera se insere. Não sou o homem light que Lipovetsky tão bem caracterizou, simplesmente porque sei que os dias e tudo o que isso acarreta, não pode ser levado de ânimo leve, ainda que me seja impossível ser Abraão.
Não sou certamente o Homem que Nietszche procurava com uma lanterna no meio da praça, porque não sou um Cavaleiro da Fé, nem um aristotélico puro e duro. Muitos ou todos não o serão também, pelos argumentos que já aduzi, no entanto, sem terem noção todos ou muitos vivem agrilhoados na caverna.

16 de abril de 2014

Apaixonei-me assim que as vi e não resisti.

Caguei nos 34 € e comprei-as logo! O gajo não esperava nada! Adorou e eu também. Hoje, vamos fazer o jantar juntos e quem vai cortar tudo é ele.
 Saiu-me o euromilhões hoje.





10 de abril de 2014


Para onde vais?


sim, sou puta fina e tenho uma coisa destas na suite de casa. raramente a uso. hoje que se foda, vou fazer-me gaja. vou mandar-me pró caralho, mas ao menos numa coisa porreira.

9 de abril de 2014

Estão todos sentados a almoçar já a esta hora. A almoçar às 11 da manhã, porque foi agora que o grupo de 6/7 pessoas acabou a prova de confecção de um prato de peixe, incluindo eu. Mas eu não estou no grupo. Já me chamaram para comer mas não quero. Estou aqui sozinho a ouvir música e a escrever isto
A prova correu bem mas acabou mal e muito mal ao ponto de me ter sido dito que, se fosse num restauranete, enquanto cliente -o chefe-, mandava o prato para trás, o peixe pouco cozinhado e os legumes salgadíssimos por um erro estúpido da minha parte, é que, aqueci-os num fumet de peixe que fiz e que já tinha sal, mas, como se isso não me bastasse, no fim, quando empratei meti mais um pouco de flor de sal, o resultado foi os legumes terem ficado salgadíssimos.





a apresentação foi a segunda, a primeira foi uma tentativa mas achei feio por esconder as cores dos legumes.
pode estar bonito na foto, mas está simplesmente péssimo

7 de abril de 2014

No módulo de doçaria conventual tinha de preparar um doce conventual. Agarrei na bíblia de Alfredo Saramago sobre Doçaria Conventual e perdi-me, até ter lá chegado e visualizado a coisa. Seria para preparar nesta quinta feira, mas trocaram-me as voltas e ao professor do módulo e tive de fazer a coisa hoje, pelo que não ficou como queria, faltando-lhe ingredientes e apontamentos.

O resultado foi este:




Beijos de freira com crocante balsâmico e coulis de frutos vermelhos.

O verde no fundo, era suposto ser pó verde de chá Matcha, mas como não levava o chá comigo hoje, desenrasquei o verde com um mero merdoso corante verde para fazer o contraste de cores com as flores e o coulis vermelho.

Não coloquei marca de água por isso podem roubar à vontade e dizer vosso.