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20 de março de 2014

28 de fevereiro de 2014

Em 2009, escrevi o texto que a seguir transcrevo.
Puxo-o para o presente por continuar actual, por continuar a dizer muito de mim. Por achar importante.
Ás vezes, não precisamos re-agrupar palavras, basta lembrar as que agrupámos.
Eis então o texto dos primórdios de mim por aqui:


J., é o meu nome. O meu primeiro nome. I., o segundo. J.I., o meu nome pessoal, os nomes com que me identifico. São os nomes dos meus dois avós. João do materno, o outro nome, do paterno, por exclusão de partes. Adoro, incho todo quando penso nisso. Mais nenhum neto tem este privilégio, acho que é um privilégio, ter o nome dos dos avós, dos pais do meu pai.

O meu sexo, é portanto, o masculino. Nasci com a dita pila no meio das pernas e com as bolinhas anexas.

Devia ter-me chamado Ana Patrícia (horroroso, se ao menos fosse Maria, Joana, Sofia). Tiveram azar. O avô paterno, cansado de tanto homem na família e julgando que era, finalmente a menina, que tantos desejavam, quando soube que era outro pilas, chateado, e porque fofinho, não foi a lisboa, à maternidade, ver-me, como fez com os outros dois netos. Mas sim, adorava-me como aos outros dois e, fazia tudo por nós. Não tenho saudades dele, nem dos outros avós, tenho falta deles, de ter convivido com eles, sinto falta da sua sabedoria, dos seus rostos, vozes, gestos, da linha forte, que eles eram, e que me agarravam à vida. Em suma, são, eram uma referência para mim.

Dizia, devia ter-me chamado Ana Patrícia,uma fêmea, mas saiu um macho, João.

Várias vezes pensei, penso, como seria se fosse uma mulher, se fosse do sexo feminino. Várias vezes pensei, penso, como é o sexo feminino, como é ser mulher. E sim, julgo, muitas, mas muitas vezes, que devia ter nascido mulher. Ou, desejo muitas vezes ter nascido mulher. Não sou cross-dresser, nem nunca tive curiosidade nessa actividade, apesar dos meus fetiches por saltos altos, lingerie, uns fios, pulseiras, uma maquilhagem leve, quase imperceptível, etc.

As mulheres são, historicamente, a vários níveis -literatura (até já nas narrativas míticas, como o Mito de Pandora), arte plástica, escultura, cinema musica, pintura etc- o "objecto" de desejo, que se quer ter, que se evidencia, que se destaca, que se coloca, em suma, numa espécie de altar. Pelo menos eu, coloco.

Coloco, por várias razões, a saber: os exemplos das mulheres da minha família, as duas avós e em especial a materna, a minha mãe. Mulheres muito ducteis, combatentes, resistentes, quase heroínas, por tudo o que suportaram, aturaram, aturam e por todos os brutais obstáculos que ultrapassaram. Pela sua sabedoria, lucidez, clareza de espírito, beleza, pelo amor infinito que me deram e dava-me, dão a toda a gente, pelo seu carinho e amizade. À minha mãe, em especial, por entender, até os meus silêncios. Abro um parêntesis, para lembrar que já só me resta a minha mãe, incapacitada por um avc forte. Mas, forte que é, resistiu, inclusivé a uma operação às carótidas, durante a qual foi declarada cadáver. E o ponto de morte para nós homens, sim elas precisam do espermatezóide, mas são elas, no seu útero, que guardam a vida e a carregam, por nove meses. São elas que colocam a vida cá fora.

O seu corpo, as suas curvas, a sua textura, a sua forma, a sua carne, o seu sabor, o seu sorriso, o seu olhar, tudo isso são marcas mais fortes que a nossa, a dos homens. Elas sabem que as desejamos e elas jogam connosco por isso, brincam connosco, fazem de nós o que querem. São elas -e não é opinião apenas minha, está comprovado pela psicologia e sociologia e antropologia- dominam a/na relação. Também por isso, elas sim, são o sexo forte.

As mulheres têm um arsenal de armamento para sedução, para atrair, para se evidenciarem e deixarem-nos completamente loucos que nós não temos.

É até sabido, por várias áreas do saber humano-não sou eu que o afirmo-, que o órgão sexual da mulher é mais complexo que o masculino e que, no acto sexual, são elas que têm mais prazer com a penetração.

Adoro esta imagem, esta pintura. Mostra tudo o que disse. A elegância, subtileza da mulher, beleza do seu corpo, mais a inteligência, representada no livro, mais o cigarro, que me dispensa comentários.
Está tudo nesta pintura. Linda.

13 de fevereiro de 2014

O que me passa pela cabeça nas escadas do serviço SO.

Éramos três a querer ver a minha mãe mas só dois podiam entrar. Ainda pensei que conseguisse vê-la depois de saírem as outras duas pessoas, mas não tive sucesso. Enquanto isso, esperei, num átrio pequeno junto a umas escadas.
Vi passarem algumas pessoas pela escada e uma marcou-me. Uma mulher nova, chorava porque o prognóstico sobre a tia era que podia estar por horas a sua morte. Soube isto, porque ouvi da própria para duas pessoas que esperavam por ela ali ao meu lado.
E pensei, meu deus como tudo isto é bizarro, estranho. Devia saber que todos os seres são mortais, porquê a aflição? a aflição é por razões óbvias, as mesmas que me deixam a mim mesmo triste pelo estado de saúde da minha mãe que se encontra hospitalizada para operação à vertebra D12 (é diabética tem hiper-tensão  e teve um AVC há uns 15 ou mais anos; já foi operada às carótidas e foi declarada cadáver nessa operação e vai a caminho dos 75 anos). A aflição daquela mulher é a minha, é a de qualquer um, perder-se quem se gosta, quem se quer, quem se precisa. Mas é estranho, porque sabemos que somos mortais. E muitos dizem que são religiosos, então ainda menos razão teriam para ficar tristes, porque quando morrer esse alguém, irá para um sítio melhor, para perto do criador. Não convém esquecer que segundo a religião esta vida terrena é apenas um ponto de passagem para uma vida muito melhor que esta. Lembro-me ainda do professor Cassiano Reimão. O professor Cassiano Reimão leccionou-me 3 seminários no curso de filosofia, sendo que o último  foi o de liecenciatura. O dito pofessor esteve sempre muito ligado à perspectica existencialista da filosofia, pelo menos nos seminários que me orientou. Aliás, a sua tese de mestrado é sobre Sartre e a tese de doutoramento - a que assisti à prova na Universidade Nova de Lisboa- é na mesma linha. Certa aula, falando-se sobre a experiência da morte, sobre a própria morte -numa altura em que o pai do profesor havia morrido-, o professor Cassiano Reimão fez um bonito e inteligente discurso sobre o tema, comparando a nossa visão -filosofia- com a da filha, que, era, na altura, estudante final do curso de enfermagem em St. Maria. DE tudo o que ele disse nesse discurso, lembro-me perfeitamente de ele dizer que achava que a filha lhe apresentava uma perspectiva completamente diferente da que nós em filsoofia tínhamos da morte, da experi~encia da morte, da dimensão do eu, da corporeidade, do corpo, da dor, da alma. da pessoa. Dizia o professor que nós devíamos passar uns tempos  a assistir a autóspias e a acompanhar o trabalho dos médicos e enfermeiros e perceber a perspectiva deles sobre a morte, a dor, etc. Dizia ele, que, os médicos e enfermeiros deviam vir para a nossa faculdade ganhar a nossa perspectiva sobre a morte, a dor, a pessoa, a alma, etc.
Não fosse esse curso não me seria, provavelmente possível racionalizar isto. No entanto, o medo de perder a minha mãe é enorme e não imagino como suportarei a vida sem a minha mãe.

Espero que amanhã consiga vê-la.

17 de dezembro de 2013

Preparativos

lagostas a descongelar
mise en place pró bolo
a fazer creme de marisco
lagostas e carabineiros a cozer
o creme aveludado de marisco já passado
lagostas e carabineiros passadas por água fria para parar a cozedura. a secarem pra irem pró frio
bifes do lombo de vitela barrosã (para um prego no fim)
a massa al nero já "aberta", ou seja, meio cozida. pronta a ir pró frio.

5 de maio de 2013

10 de dezembro de 2012

Contador

Faltam 21 dias para a vinclução extraordinária de docentes.

Falta meia duzia (expressão) de dias pró meu aniversário.

7 de dezembro de 2012

Amor 2

A Minha menina.(sobrinha para os mais desatentos)

16 de maio de 2012

À futura mãe ursa II

"Toda a gente admira a obra de um grande artista e ergue-lhe mesmo às vezes um monumento a confirmar. Mas nunca ninguém ergueu um monumento a um homem e a sua mulher por terem gerado um filho, que é obra infinitamente maior."
Vergílio Ferreira, in Pensar 
frag.   654



À ursa e seu gajo. e corra bem, são os meus votos, agora que parece que a mulher teve de "encostar" à força.

14 de maio de 2012

À futura mãe ursa

ursa, que chegou a ser leitora aqui desta tasca onde se deitam as cascas  dos tremoços e amendoins pró chão,  vai ser mãe e, como é sabido, ser mãe é a coisa mais nobre que pode existir, assim, ainda que mesmo repetindo-me, deixo as seguintes palavras à ursa:

"Mãe, passa a tua mãe pela minha cabeça. Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade."
Almada Negreiros

mais isto

e isto. (e este vídeo fui eu que fiz o upload)

Aquilo que lhe queria verdadeiramente deixar, não posso aceder, porque não estou em minha casa e por isso não posso procurar a citação. fica prá próxima.


20 de março de 2010

Parabéns Mãe III


E o que ríamos os dois a ver os cromos que iam cantar ao Cabaret da Coxa? e as entrevistas e as caralhadas??!! chega a ficar com dores de barriga de tanto rir:)

parabéns Mãe II


Ainda se usava o Vhs, ainda não havia o DVD, e ríamos muito, os dois, eu e minha mãe com estes dois.

Parabéns Mãe


Provavelmente, A música da minha mãe. Ofereci-lho há anos só por causa desta música. Quando ainda vivíamos todos, metia-lhe de propósito, só para lhe ver o sorriso, uma vez que, assim que alguém lá por casa ligava a HI-fI ela fechava a porta da cozinha, excepto, quando a música era esta.