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18 de junho de 2012

Perenidade


Intimidade

Intimidade era estarmos os dois enroscados e depois, quando acordávamos, cruzarmo-nos na casa-de-banho, no mesmo espelho: tu a fazeres a barba, eu a escovar os dentes, tu a penteares o cabelo, eu a pôr creme. Intimidade era descobrir as espinhas do peixe e averiguar onde é que ele tinha sido comprado e rir das espinhas, num jeito fulo e tolo. Intimidade era o casaco azul, a t-shirt de trazer por casa, a roupa espalhada pelo chão e um gato aos pés da cama, dormindo entre nós, família estranha e íntima, desconhecedora da sua intimidade."

24 de maio de 2012

Uma de várias vantagens de trabalhar no alentejo, de ser praticamente de lá, de ter lá casa e toda, literalmente toda a família ser de lá, é  conseguirem-se coisas extraordinárias, como um ramo de espargos selvagens, fresquíssimos, colhidos à poucas horas. 
Vou fazer uma parte com ovos mexidos para o jantar. O resto fica para uma sopa. E para beber:

14 de maio de 2012

Prometido é devido, o jantar



Tudo à mistura

"-(...) quando tiras a febre, um minuto tem a duração que tu julgas que ele tem?
- um minuto tem a duração...dura o tempo que o ponteiro dos segundos leva a descrever uma volta inteira.
-Mas essa volta tem durações completamente distintas consoante a nossa maneira de sentir (...)"
Thomas Mann

Hoje comecei bem o dia, dormi e a madrugada já estava tépida e com luz o que fez com que os 150 km na minha menina (para quem eventualmente não saiba: uma mota, a bmw r1220 rt) fossem muto agradáveis. A manhã foi passando e a coisa começou a correr mal, um pânico, uma inquietação, nenhuma forma que me permitisse estar bem, ao ponto de meter um victan que trago sempre na carteira, debaixo da língua. Ao fim de pouco tempo um certo sossego. A tarde já passou, lavei a mota na garagem e depois fui mamar umas minis. A coisa parece estar melhor. Estou sozinho no alentejo.  O meu irmão hoje 39 anos, mas hoje não está com a namorada e o filho dela e o deles que já se sabe no útero dela. Estou sozinho, as ervilhas com linguiça e ovos está ao lume, a aparelhagem toca estupidamente alto The Walkmen. Sinto-me melhor. O oposto da manhã, eléctrico agora.
Na memória do dia o acto altruísta de dar a um colega professor, com filhas gémeas, o manual de filosofia que usarão no próximo ano. Menos cerca de 30 euros que gastará em manuais pró ano.
Na memória do dia, agora, a música que enche a casa e a luz, o calor, as cores do alentejo.

Deve ser isto que deve ser um bipolar, de manhã totalmente perdido, agora o excesso.
Esta merda cansa.

Ao jantar há tinto douriense e só para ser merdoso meto depois aqui fotos do petisco que arranjei e do tintole. E aqui, no alentejo, também há aparelhagem com nível e nexpresso. E há com certeza, depois do jantar, um vaguear pela noite silenciosa, estrelada e perfumada.

31 de janeiro de 2012

Porque...Para...

me faz lembrar na lenha que arde na lareira e aquece a casa neste silêncio bom do alentejo bem como neste céu estrelado.  me faz lembrar na paz -alguma, muita-que vivo por estes dias. me faz lembrar nesta magnífica paisagem do alentejo.
para quem me insiste em ler e me faz companhia. para o meu filho a quem me apetece estar abraçado.

29 de novembro de 2011

Grande. Maior ou sem título




"You are my sweetest downfall
I loved you first, I loved you first
Beneath the sheets of paper lies my truth"




17 de julho de 2011

agora mesmo

Durou 3 dias e relatado no texto anterior a este.

ja não me bastou 4 horas de patr time, confuso da cabeça, tonto, por causa da nova medicação, já não chegou o sacrifício das 4 horas, foi ainda necessário gastar 25 euros de táxi, novamente, para ir buscar um capacete a casa, porque, quando cheguei às 2 da manhã junto da mota tinha o top case arrombado e, o capacete novo com 3 dias de uso  fora naturalmente roubado, mais uma via verde, mais um par de luvas, mais ul filme do clube de vídeo e ainda tenho pena da falta de intelig~encia do ladrão que se ambicionasse a ser um bom ladrão, depois do arrombamento da fechadura numa zona hiper movimentada e super iluminada de lisboa, opdendo levar a mala e todo o seu conteúdo levou "apenas" o conteúdo.

qd cheguei a casa, tomei imeditamente umvictan, ja tomei os reme´dios da noite e mais um comprimido e meio para dormir, mas a vontade é de adormecer mm mjuito rapidamente e À cabeça vem a ideia de tomar tudo ou cortar os pulsos o que não é bom.

sei que dói muito e nao tenho palavras.

são 4 da manhã

13 de dezembro de 2010

Muitos anos depois

(detalhe do diploma emitido pelo Estado em setembro deste ano)
começou com um homem -e outros- de quem herdei um dos meus nomes pessoais. Passou depois para o filho dele, que é o meu pai. 
Esse primeiro homem, o Avô Zidro, ensinou-me a fazer nesta padaria/pastelaria palmiers e bolachas de manteiga. Apesar de muito pequeno, lembro do brilho nos olhos do meu Avô Zidro quando me via chegar à padaria a meio da manhã para ir brincar com massa para fazer os ditos bolos. Lembro da paciência que ele tinha a ensinar-me. Lembro dos 2 ou 3 caixotes que colocava uns em cima dos outros para chegar à bancada. Nessas alturas passava no Torrão umas temporadas de férias, lá, sem os meus pais.
Um dia, ainda pequeno esse homem foi internado no hospital santa maria. Nunca mais o vi. No dia que morreu, que não sei quando foi e acho imperdoável, lembro da confusão na casa dos meus pais e da irmã deste, que morava porta com porta. Ouvia a palavra "morreu", mas não sabia exactamente o que significava.
Em 2005, já o meu pai reformado, enquanto sócio da dita padaria, foi convocado para uma reunião. Motivo: zero liquidez. Motivo: cada família (umas sete) tentava roubar o máximo que podia (de mencionar que o meu pai apesar de ter direito nunca quis um tostão de lá). Meu pai terá dito qualquer coisa como: meto capital mas têm de vender tudo. Pouco a pouco, em pouco tempo, cederam todos. 
Hoje, 5 anos depois, é já o neto do primeiro homem que lá está. O meu irmão. O segundo está de saída. cansado, velho, mas basta-lhe olhar para uma massa para saber se aquilo vai ou não dar bom pão ou bom bolo. Candidatou-se à antiquíssima escola profissional de padeiros como aluno, fez a proeza de ser admitido como professor.
5 anos depois, um homem com a quarta classe dá uma lição aos Srs de fato e gravata.
Esse senhor é o meu pai.

8 de dezembro de 2010

Cor favorita



tiradas há minutos. romãs do quintal da padaria, no Torrão! as únicas que sou capaz de comer.

7 de novembro de 2010

Como não gosto nada, tenho as séries todas, para poder ver e rever e rever e rever e assim, poder melhor criticar.

19 de outubro de 2010

Bom dia (c 2 fotos minhas)



há muito que andava para colocar aqui esta música que não encontrei no You Tube. Acho o projecto Danças Ocultas riquíssimo, lindo lindo lindo. Tenho todos os álbuns, incluindo bandas sonoras compostas por eles. Mas esta, esta arrepia-me sempre, agarra-me pelas entranhas, hipnotiza-me.

26 de janeiro de 2010

A luz de ontem que se mantém hoje, é linda linda linda. Enche tudo de vida e realça a vida das coisas. As cores das coisas mais vivas. por onde passo páro e fotografo com o meu olhar apenas o que o meu cerebrozinho merdoso capta pelos olhos. Lindo, magnífico.
Do bar dos alunos então é onde fico estarrecido. A paisagem (já aqui introduzida em fotografia) é de cortar a respiração.
Tudo inundado de vida, de luz, pronto a explodir em excesso.
Espero que o entardecer me ofereça o mesmo espectáculo de ontem.


(em fundo, no computa roda Another one goes by por The Walkmen)