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4 de maio de 2014

Sem título

Já tentei, tudo ou quase tudo.

A bem, procurando fazer ver a necessidade de estudar, a importância de estudar, de se aplicar; a mal...; com a aplicação de conhecimentos de psicologia, apresentando-lhe reforços positivos: dou-te uma moeda se te portares bem e fizeres os trabalhos com o pai; e o maior reforço e estímulo que julgo podia dar: se passares de ano o pai dá-te uma bicicleta com suspensões e mudanças! Mas o bicho é tão bicho que nem assim.
Assim, restam-me duas alternativas:
1) dar desprezo e deixá-lo andar ao deus dará  para não lhe dar um murro (mesmo a sério) no focinho e uns valentes pontapés (a sério mesmo), correndo depois o risco de ser feita alguma queixa à CPCJ pelas evidentes marcas de agressão por parte do pai -eu-.
2) agarrá-lo pelos cabelos, obrigá-lo a sentar-se ao pé de mim e fazer os trabalhos e estudar um pouco juntamente comigo, sabendo eu que o que ele fizer comigo não vai surtir efeito algum.
Qual escolher?

(já advirto os potenciais leitores/as deste post que venham a comentar coisas como "tenta falar com ele, etc; usa o bom senso, etc" já foi e é demais por mim usado; juro, pela saúde da minha mãe!)

3 de maio de 2014

Quem não tem cão, caça com gato.

Como não tenho dinheiro para comprar flores e prendas para as minhas mães, fui apanhar aqui perto de casa a minha flor favorita para oferecer amanhã.



também me lembro sempre deste livro:

2 de maio de 2014

Primeira noite sentado na rua, de manga curta, com um copo de vinho verde e o cão por companhia, enquanto o João Tomás brinca na rua com outro menino.
Que saudades.


22 de abril de 2014

É oficial

O meu estágio profissional do curso de cozinha será num hotel de renome, com 5*, em Lisboa.

Não, não fico contente e entusiasmado. 

Se tinha sonhos, se isso existe, um deles era ser professor. Foi para isso que eu e os meus pais trabalharam. Ir para uma cozinha trabalhar 10/12 horas e ganhar 700 euros é apenas um caminho que ainda desbravo, à força, para evitar uma "morte" (sentido figurado e não só, verdade seja dita) antecipada. Porque sou mais resistente e menos maluco do que pensam.

16 de abril de 2014

Apaixonei-me assim que as vi e não resisti.

Caguei nos 34 € e comprei-as logo! O gajo não esperava nada! Adorou e eu também. Hoje, vamos fazer o jantar juntos e quem vai cortar tudo é ele.
 Saiu-me o euromilhões hoje.




19 de março de 2014

Datas

Há muitas datas importantes na minha vida, nenhuma tão importante como a de hoje. Nem a de aniversário me sabe já tão bem como esta de hoje, mesmo que na de hoje receba menos atenção. 
Hoje sinto-me mesmo especial, superior, melhor, importante, membro de pleno direito do clube mais elitista e mais brilhante que possa existir e que alguma vez foi criado: sou Pai.

16 de março de 2014

Então olha lá ó paneleiro da cozinha! tu que tens a mania que és cozinheiro, como é que fazes com a carne picada e com hamburgeres? tanta merda e depois compras hamburgeres e carne picada com "E's" tá-se mesmo a ver?!





acabadinha de picar, com a ajuda do João esperto. 
carne de vitela mirandesa.

14 de março de 2014

João parvo palmilha uns metros bem valentes (1,5km talvez) com seu fiel amigo de quatro patas Nino para ir buscar João esperto à escola.
Pelo caminho percorrido a pé, chegamos os dois, eu e o cão, às traseiras do campo de futebol, onde, João esperto e amigos jogavam à bola ensopados em suor.
Quando o João esperto nos vê, esta foi a resposta: "Olá Pai!!! Ninico!!! Pai vem buscar-me mais tarde, tou a jogar à bola com os meus amigos!". Isto fazendo um movimento com o braço como que a dizer-me: "baza!"

10 de março de 2014

João parvo: João, queres batatas fritas redondas ou palitos?
João esperto: quero das duas!

Cabrão do puto!
Claro que lhe faço as duas!

5 de março de 2014

Novidade

O que um gajo faz por um filho!
Cá em casa há um labrador com 6 anos; um papagaio africano que fala que se farta, com 10 anos; um aquário de água quente de 40 litros; duas tartarugas e uma caturra.
Há dias que o João me pedia um gato. Mas não gosto de gatos. Fizlhe a surpresa. Desembolsei 50 euros e comprei-lhe esta bola de pelo bebé ainda. Tá ali a mao ao lado para verem bem o tamanho do bucho que já tem nome: bolinhas.

22 de fevereiro de 2014

Cenário: cozinha com o computador ligado à Tv e onde passava ininterruptamente O Mio babbino caro interpretado por Maria callas e que ontem aqui coloquei. João pai ultimava o jantar.

João filho entra na cozinha.

João esperto: qué isto que tás a ouvir pai? não gosto!
João pai: chama-se ópera!
João esperto: não gosto!
João pai: o pai gosta muito.
João esperto: nunca te tinha ouvido a ouvir ópera! não gosto de ópera pai! Pai!!
João parvo: diz filho!
João esperto: porque é que parece que a mulher tá a chorar?


21 de fevereiro de 2014

Jantar cá de casa


 batata gratin antes de ir ao forno

 a batata gratin, espetada de frango em marinada de ervas e sementes
 como eu calculava, o João filho adorou esta batata.


18 de fevereiro de 2014

Ainda o 14 de fevereiro e agora a sério

o declaração da menina misteriosa para o João filho e que deu longas horas de conversa, como se um pai, ao olhar para um desenho, pudesse saber quem era a menina.

13 de fevereiro de 2014

Amanhã é um dos dias mais parvos do ano mas tenho que fazer algo com o pirolito porque o gajo sabe que é dia dos namorados. Ainda é pequeno para trazer a namorada a comer aqui em casa, então a namorada dele amahã serei eu e teremos por isso uma noite dos rapazes. O que implica a noite dos rapazes? um jantar intimista entre nós dois em que lhe faço figuras com a comida, implica comermos com vela apesar de comermos no chão da sala enquanto vemos o cartoon network, implica já ter feito uma mousse de chocolate para nós, implica vermos um filme e comer pipocas (que eu faço) e implica eu ter de fazer as brincadeiras todas que ele quer e ficarmos acordados até tarde.

O que me passa pela cabeça nas escadas do serviço SO.

Éramos três a querer ver a minha mãe mas só dois podiam entrar. Ainda pensei que conseguisse vê-la depois de saírem as outras duas pessoas, mas não tive sucesso. Enquanto isso, esperei, num átrio pequeno junto a umas escadas.
Vi passarem algumas pessoas pela escada e uma marcou-me. Uma mulher nova, chorava porque o prognóstico sobre a tia era que podia estar por horas a sua morte. Soube isto, porque ouvi da própria para duas pessoas que esperavam por ela ali ao meu lado.
E pensei, meu deus como tudo isto é bizarro, estranho. Devia saber que todos os seres são mortais, porquê a aflição? a aflição é por razões óbvias, as mesmas que me deixam a mim mesmo triste pelo estado de saúde da minha mãe que se encontra hospitalizada para operação à vertebra D12 (é diabética tem hiper-tensão  e teve um AVC há uns 15 ou mais anos; já foi operada às carótidas e foi declarada cadáver nessa operação e vai a caminho dos 75 anos). A aflição daquela mulher é a minha, é a de qualquer um, perder-se quem se gosta, quem se quer, quem se precisa. Mas é estranho, porque sabemos que somos mortais. E muitos dizem que são religiosos, então ainda menos razão teriam para ficar tristes, porque quando morrer esse alguém, irá para um sítio melhor, para perto do criador. Não convém esquecer que segundo a religião esta vida terrena é apenas um ponto de passagem para uma vida muito melhor que esta. Lembro-me ainda do professor Cassiano Reimão. O professor Cassiano Reimão leccionou-me 3 seminários no curso de filosofia, sendo que o último  foi o de liecenciatura. O dito pofessor esteve sempre muito ligado à perspectica existencialista da filosofia, pelo menos nos seminários que me orientou. Aliás, a sua tese de mestrado é sobre Sartre e a tese de doutoramento - a que assisti à prova na Universidade Nova de Lisboa- é na mesma linha. Certa aula, falando-se sobre a experiência da morte, sobre a própria morte -numa altura em que o pai do profesor havia morrido-, o professor Cassiano Reimão fez um bonito e inteligente discurso sobre o tema, comparando a nossa visão -filosofia- com a da filha, que, era, na altura, estudante final do curso de enfermagem em St. Maria. DE tudo o que ele disse nesse discurso, lembro-me perfeitamente de ele dizer que achava que a filha lhe apresentava uma perspectiva completamente diferente da que nós em filsoofia tínhamos da morte, da experi~encia da morte, da dimensão do eu, da corporeidade, do corpo, da dor, da alma. da pessoa. Dizia o professor que nós devíamos passar uns tempos  a assistir a autóspias e a acompanhar o trabalho dos médicos e enfermeiros e perceber a perspectiva deles sobre a morte, a dor, etc. Dizia ele, que, os médicos e enfermeiros deviam vir para a nossa faculdade ganhar a nossa perspectiva sobre a morte, a dor, a pessoa, a alma, etc.
Não fosse esse curso não me seria, provavelmente possível racionalizar isto. No entanto, o medo de perder a minha mãe é enorme e não imagino como suportarei a vida sem a minha mãe.

Espero que amanhã consiga vê-la.
Enquanto secava o cabelo ao João depois de ele ter saído do banho outro dia, o gajo sai-se com esta:

João esperto: Pai! se morreram todas as pessoas do mundo, o mundo acaba?
João Parvo: não filho!
João esperto: mas se não há pessoas como é que nascem pessoas?
João parvo: não nascem, mas o mundo existe à mesma.
João esperto: e os outros bichos?
João parvo: que têm os bichos filho?
João esperto: também morrem todos?
João parvo: podem morrer. olha os dinossauros, morreram todos!
João esperto: sim morreram todos, eu sei, mas então como é que apareceram outros bichos? e as pessoas vieram de onde?

Depois desisti. Dei-me por vencido.

12 de janeiro de 2014

Da comida no fim de semana, ou gourmet.

 o vinho que tenho bebido, nariz muito frutado, com frutos vermelhos, cereja, amora, framboesas, alguma madeira. vinho ideal para acompanhar carne no forno bem condimentada e atrevo-me a achar que acompanha até alguma doçaria conventual tradicional portuguesa, como um abade de priscos, por exemplo.
 Uma massa de ontem com tomate, pinhão e manjericão.
 uma entrada de ontem.
o almoço de hoje do meu cliente mais exigente, o meu filho. um naquinho de bife do lombo de vitela mrandesa com massa e batata frita. (o prato ainda é um sobrevivente da pastelaria que tive)

24 de dezembro de 2013

Mode...

lareira acesa copo de moscatel roxo Omara Portuondo e maria Bethânia no Dvd com as válvulas a darem este som lindo de morrer, envolvente e a brincar como JT com prendas que já abriu.