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28 de abril de 2014
7 de abril de 2014
"Não sei fingir que amo pouco, quando em mim ama tudo"
"Também te amo. Sim. E é estranho como uma vida inteira se resume a uma palavra. Possivelmenrte por ser a única a dizer tudo o que valeu a pena saber."
FERREIRA, Vergílio
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6 de abril de 2014
Ser porco.
«O Velho Major, o mais respeitado porco, reúne, durante a noite, todos os animais da quinta e conta-lhes um sonho que tivera - a sua morte estava para breve e compreendia, então, o valor da vida. Explica logo aos companheiros que devem a sua miserável existência à tirania dos homens que, preguiçosos e incompetentes, usufruem do trabalho dos animais, vítimas de uma exploração prepotente. O Velho Major incita o grupo não só à rebelião, para derrotar o inimigo, como também a entoar o cântico de revolta "Animais de Inglaterra".Três dias depois, morre o Velho Major. Mas a revolução prossegue, com novos líderes - os porcos Snowball, Napoleão e Squealer, que criam o Animalismo, como sistema doutrinário, com "Os Sete Mandamentos". Expulsam o dono da quinta e mudam o nome da propriedade para "Quinta dos Animais". Dada a estupidez e a limitação de alguns, que não conseguem decorar os "Mandamentos", Snowball reduziu-os a uma máxima: "Quatro pernas, bom; duas pernas, mau".O regime do Animalismo começa logo de forma vigorosa, com todos os animais a trabalharem, de forma a fazerem progredir a quinta, a auto-gestão estimulava o orgulho animal. Snowball cria uma lista de comissões para conceber programas de desenvolvimento social, educação e formação.Com o passar do tempo, os porcos tornam-se corruptos pelo poder. Instala-se então uma nova tirania, sob o comando de Napoleão, que passa a impor um novo princípio: "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".
George Orwell, Triunfo dos Porcos
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21 de fevereiro de 2014
"Se tivesse de recomeçar a vida, recomeçava-a com os mesmos erros e paixões. Não me arrependo, nunca me arrependi. Perdia outras tantas horas diante do que é eterno, embebido ainda neste sonho puído. Não me habituo: não posso ver uma árvore sem espanto, e acabo desconhecendo a vida e titubeando como comecei a vida. Ignoro tudo, acho tudo esplêndido, até as coisas vulgares: extraio ternura duma pedra."
Raul Brandão
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10 de fevereiro de 2014
"A ansiedade pode cortar. A ansiedade pode cortar mais do que qualquer faca, mais do que qualquer lâmina. A ansiedade, quando não corta, não é ansiedade. É uma marca branca da ansiedade. É uma quietude. Uma quietude ansiosa. E a ansiedade, quando é ansiedade, não admite uma única gota, um único grama, de quietude. Se é ansiedade: é só ansiedade. Se tem quietude, por mais reduzida que seja a quantidade, não é ansiedade."
Pedro Chagas Freitas,
In Sexus Veritas Vol I, pág324
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7 de fevereiro de 2014
"Para bater uma boa punheta são precisas três coisas. Um caralho, uma mão e uma cabeça. O caralho é o sujeito, a mão é quem o sujeita, a cabeça imagina uma sujeita."
O Meu PiPi, Sermões
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31 de janeiro de 2014
"Glossário
Considerámos inútil explicar plavras como cona, racha, grelo, rata, pissa, pixota, caralho, colhões, esporrar-se(verbo), esporra (substantivo), entesar, masturbar, chupar, foder, encaralhar, metê-lo, enconar, enrabar, descarregar, pissa postiça, fufa, sessenta e nove, minete, puta, bordel.
Tais palavras são familiares a todas as meninas."
Pierre Louys
Manual de Civilidade para meninas
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27 de janeiro de 2014
"Quem Morre?
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente os que resgatam os brilhos dos olhos, sorrisos dos bocejos, orações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar."
Pablo Neruda
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"...Homens e mulheres e diálogos de corpos, em debates de olhares, em mensagens por dizer que se dizem, esparramadas, no espaço recôndito de um sorriso."
Pedro Chagas Freitas,
In Sexus Veritas, pág. 373
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16 de janeiro de 2014
9 de janeiro de 2014
fruto proibido
"Só o que é desaconselhável merece que eu o aconselhe a alguém."
Pedro Chagas Freitas,
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3 de dezembro de 2013
"garantir a subsistência do carinho, e da ternura, e do amor, é garantir a subsistência, antes de mais nada, dos corpos que os sustentam, das pessoas que os sustentam,
nenhum amor resiste à fome"
Pedro Chagas Freitas, In Sexus veritas
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2 de dezembro de 2013
10 de setembro de 2013
Momento literário (corrigido)
A mulher que me tem um ódio de morte parece que lançou um livro e pode ser descarregado da net,aqui.
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20 de junho de 2013
Regresso ao futuro
"E no entanto, devia haver uma explicação para tudo isto, e eu não a sei. Devia haver uma explicação para o nosso encontro absoluto, para o apelo absurdo que me queima. Mas explicar que é que explica? Porque de todas as palavras que se dizem, de todas as razões que se esclarecem, de todo o encadeamento que se ordena, há um elemento ainda que se furta sempre e que é o de ser-se apenas humano...É-se homem e o homem é tão misterioso...Amava Aida desde sempre, o nosso encontro aconteceu na eternidade. Só assim eu entendo que não saiba contar bem como tudo começou. Porque os factos não são indício de nada e o verdadeiro indício está antes e depois de todos os indícios."
Vergílio Ferreira, Estrela Polar
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20 de maio de 2013
Serviço público
Ao vaguear um pouco pelo Almada City forum passei pela Bertrand e deparei-me com um livro que me despertou atenção por ter na capa um nome de um professor meu de universidade. Abri o livro folheei nem meia dúzia de páginas, mas achei muito interessante o livro.
Estive a ver o site indicado no livro e é realmente interessante o projecto, até porque, este tipo de livro quando se encontram são sempre de malta estrangeira, mas este não, é tuga. E ao vasculhar o site, encontrei outro professor meu, por quem toda a gente nutria uma simpatia pelo modo ímpar que tinha de comunicar e pela sua extrema simplicidade e enormíssima sabedoria.
Fica aqui a dica a quem quiser saber um pouco mais de filosofia:
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26 de abril de 2013
Das minhas leituras
Por força de circunstâncias, as minhas leituras e pesquisas literárias centram-se no tema culinário, em particular por agora, um par de receitas francesas e história do pão. Mas para lá disso, tento manter leitura de literatura.
Ontem acabei de ler Promessa do meu idolatrado Vergílio Ferreira. Não o li com a devida atenção confesso, mas é, claramente um autêntico Vergílio Ferreira. Não é dos meus livros de eleição do autor, mas sem dúvida um genuíno livro do autor. Concordo em absoluto com os investigadores da sua obra que dizem que Promessa, permite compreender melhor o pensamento e a escrita do autor. Achei uma obra precipitada como o próprio Vergílio Ferreira adjectivou Promessa, no entanto, parece-me ser uma peça de um puzzle maior que é a sua obra.
Posto isto, alguma "coisa" nova tinha de aparecer e para tal, fui ter com um autor muito badalado mas que nunca li e desta vez, deixou-me cheio de curiosidade:

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6 de março de 2013
Das leituras
Ando a ler Promessa de Vergílio Ferreira. Para quem não sabe, este é o meu autor preferido. Se tiver de dizer um nome de um escritor é Vergílio Ferreira.
Promessa foi, segundo os editores -2 grandes estudiosos de Vergílio Ferreira; mas o melhor, nomeado pelo próprio Vergílio é Eduardo Lourenço- o único romance completo deixado no espólio pelo autor.
Tive muito receio pelo modo como poderia decorrer essa leitura. Eu explico melhor: com esta porra da depressão e medicação, muita da capacidade de concentração, de entendimento, de compreensão, interpretação, de discernimento desapareceu com o vento mas, felizmente, voltou com o último amiginho de 15 mg. Ainda assim tinha receio de começar a ler Vergílio novamente e não atinar com "aquilo". Não atinei a 100%, mas sigo sem problemas a história, fixo os detalhes da história, das personagens, etc
E agora o essencial: Promessa é claramente um escrito de Vergílio. Tudo aquilo que reconheço nas e das outras obras que dele li estão em Promessa, nem mais nem menos. O confronto/relação de personagens e nesse confronto/relação sempre, invariavelmente um pai e um filho, ainda que em Promessa não um pai e filho de sangue entre si, mas adoptivamente(aliás, na parte do livro em que vou, a relação entre Fialho e Sérgio só me faz lembrar a relação do professor aluno de Aparição; o reconhecimento do professor de que, aquele aluno é já um adulto em diversas áreas. Diria mesmo que até agora, o professor e aluno de Aparição são um decalque deste professor/aluno, pai/filho de Promessa). Na altura em que foi escrito, a política como veículo da problematização moral da acção, da liberdade da acção, da dimensão existencialmente filosófica do sujeito e do seu estar no mundo. Na altura em que foi escrito, mais político, mais hegeliano (filosófica e historicamente), um Vergílio Ferreira mais primário (no sentido de primeiro) e menos Sartriano, menos existencialista, menos todas as referências filosóficas que lhe são maioritariamente apontadas. Sim, a religião e o seminário também lá estão.
Em boa hora voltei a Vergílio. Aquela magia que me prendia na sua escrita continua a prender-me e, claro, como o amor não se pode explicar, não posso explicar essa magia, por isso mesmo é magia e nos deixa maravilhados. O xadrez de palavras e pensamentos intricados, qual filigrana, densos, pesados estão em Promessa.
Promessa de Vergílio Ferreira é mesmo um Vergílio Ferreira autêntico. Quem nunca o leu pode começar por este, não é uma má entrada no universo de Vergílio, mas se querem a minha opinião, para começarem a conhecer Vergílio Ferreira leiam comecem por Em Nome da Terra ou Para Sempre e depois deixem-se ir. Para os mais corajosos que se queiram atirar de cabeça, comecem por Alegria Breve ( o melhor segundo o próprio Vergílio ferreira) e/ou Nítido Nulo.
Se alguém se interessar pela coisa, tenho umas 5/6 teses de doutoramento no autor outras tantas de mestrado mais obras avulsas, como entrevistas ou texto proferidos por Vergílio aqui e ali.
O meu problema agora é que descobri ontem que saiu um novo de Auster, Diário de Inverno. Só faltava sair um novo do Javier Marias ou alguém lembrar-se de me oferecer a olbra completa de Gonçalo Tavares.
Realmente, tanto livro por ler e uma só vida para ler. É pouco.
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3 de março de 2013
"Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito
... Ver mais de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria de mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém. Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise.
Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões. Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesse crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo. Houve um dia, numa aula de história do sétimo ano, em que falámos das estátuas da Roma antiga. Respondi à professora, uma gorduchinha toda contente e que me deixava contente também, que eram os olhos que induziam a sensação de vida às figuras de pedra. A senhora regozijou. Disse que eu estava muito certo. Iluminei-me todo, não por ter sido o mais rápido a descortinar aquela solução, mas porque tínhamos visto imagens das estátuas mais deslumbrantes do mundo e eu estava esmagado de beleza. Quando me elogiou a resposta, a minha professora contente apenas me premiou a maravilha que era, na verdade, a capacidade de induzir maravilha que ela própria tinha. Estávamos, naquela sala de aula, ao menos nós os dois, felizes. Profundamente felizes. Talvez estas coisas só tenham uma importância nostálgica do tempo da meninice, mas é verdade que quando estive em Florença me doíam os olhos diante das estátuas que vira em reproduções no sétimo ano da escola. E o meu coração galopava como se estivesse a cumprir uma sedução antiga, um amor que começara muito antigamente, se não inteiramente criado por uma professora, sem dúvida que potenciado e acarinhado por uma professora. Todo o amor que nos oferecem ou potenciam é a mais preciosa dádiva possível. Dá-me isto agora porque me ando a convencer de que temos um governo que odeia o seu próprio povo. E porque me parece que perseguir e tomar os professores como má gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos. É como pedir que abdiquem de melhorar os nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior do que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada.
Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se"
Os Professores
Valter Hugo Mãe
enviado pelo meu irmão para mim.
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