foda-se sou mesmo velho caralho!
18 de janeiro de 2014
17 de janeiro de 2014
Filosofia do barbeiro
Há a filosofia do galão, mas há também a do barbeiro. E a primeira nota digna de apontamento filosófico está no título: filosofia do barbeiro, não cabeleireiro de homens. Esta pequena e mui subtil distinção, encerra um intricado problema semiótico, motivo de profundas discussões no âmbito da filosofia da linguagem.
Assim como na prática quotidiana da filosofia do galão, também na do barbeiro há um conjunto de elementos distintivos deste ramo do saber.
O espaço é composto por mobiliário bastante antigo, aí da década de 60/70 do século anterior, na melhor das hipóteses, houve melhoramentos nos anos 80, sendo que portanto espaço é uma mescla de estilos distintos que enredam por quem lá passa, permitindo a este, apurar a sua capacidade de análise estética vislumbrando-a.
No espaço onde se pratica esta filosofia é costume haver um pássaro numa gaiola bem como o distinto calendário do glorioso ou de uma marca de pneus ou obviamente o calendário das gajas com mamas à mostra.
Habitam também este espaço um conjunto de artefactos por forma a ter-se a certeza que é um barbeiro, por exemplo, embalagens de restaurador Olex, de after shave Savana ou outras em que os rótulos estão já desfeitos pelo tempo.
Mais actual, temos sempre exemplares do Correio da Manhã e uma TV que emite coisas a que das duas uma: ou não se liga ou se liga e ao ligar-se resulta daí uma profunda discussão filosófica.
Existem alguns assuntos muito caros aos praticantes desta filosofia alternativa, a ASAE, o governo e o futebol.
A ASAE é uma entidade que devia ser abatida a tiro na medida em que não atinge a clarividência necessária para perceber que trocar lâminas de navalha a cada uso é algo absolutamente impraticável e dispendioso.Assim, um afiador de cabedal faz parte dos elementos que permitem a concretização de rituais desta filosofia alternativa. A ASAE devia ainda ser abatida a tiro porque simplesmente mete o bedelho onde não deve, criando por isso inúmeras dificuldades a quem a ASAE fiscaliza.
Quanto ao governo basicamente a mesma ideia subjacente, uns filhos da puta que deviam ser abatidos a tiro e que é só "tachos" e que só sabem é foder a vida à malta.
Quanto ao futebol apenas o glorioso é digno de apontamento e todos os envolvidos nesta prática filosófica dominam o assunto (este tema da verdade desta filosofia será abordado mais abaixo)
A esta prática filosófica, só homens têm acesso, sendo que, o ambiente é claramente machista. Os praticantes desta filosofia são aliás todos machos alfa em que, por isso mesmo, a mulher é relevada para segundo plano, o plano de existir apenas para cuidar da casa e dos filhos e aquelas que vão para além destas competências são simplesmente adjectivadas de putas, -pior ainda se fumarem- ainda que haja um calendário de gajas com mamas que deve ser apreciado uma vez que essa apreciação é motivo de afirmação máscula.
Na filosofia de barbeiro não há assuntos tabu e todos os assuntos são abordados com o mesmo grau de relevância e sobre todos os assuntos são apenas proferidos silogismos categóricos, sendo que portanto todos os intervenientes dos debates possuem a verdade última sobre a questão em análise. As questões são sempre analisadas e tratadas como dogmas por parte dos envolvidos nos debates. Apenas os que habitam o espaço onde a filosofia de barbeiro é praticada sabem o que dizem, todos os outros são não iluminados. Dir-se-ia que os filósofos de barbearia são o prisioneiro que saiu da caverna de Platão e contemplou a realidade ao passo que todos os outros são os prisioneiros agrilhoados. Assim, a filosofia de barbearia é libertadora, através dela opera-se uma espécie de catarse. Torna-se possível, a quem abrir a sua mente à filosofia de barbeiro aceder a um nível de conhecimento, de purificação superior. É portanto uma benção com que nos devemos rejubilar, termos acesso a este espaço privilegiado de conhecimento.
Caracteriza-se este ramo do saber, naturalmente, pelo que acima se referiu, como sendo um ramo inter-disciplinar, daí a riqueza natural deste tipo de conhecimento.
A filosofia de barbearia utiliza em muitos casos um discurso tipo bíblico na primeira pessoa, quer dizer, por metáforas. Estas metáforas existem nos relatos das vidas daqueles que praticam esta filosofia. Desses relatos há sempre ensinamentos a tirar.
Neste tipo de filosofia não é conveniente contra-argumentar uma vez que se corre o risco de passar a ser persona non grata naquele espaço. Existe mesmo o risco de se ser bombardeado imediatamente com olhares e palavras caso se procure apresentar uma visão alternativa sobre um determinado tema.
Claro que o filósofo-mor, o barbeiro, enverga uns óculos e olha sempre por cima deles e provavelmente é alentejano.
No espaço onde se pratica esta filosofia é costume haver um pássaro numa gaiola bem como o distinto calendário do glorioso ou de uma marca de pneus ou obviamente o calendário das gajas com mamas à mostra.
Habitam também este espaço um conjunto de artefactos por forma a ter-se a certeza que é um barbeiro, por exemplo, embalagens de restaurador Olex, de after shave Savana ou outras em que os rótulos estão já desfeitos pelo tempo.
Mais actual, temos sempre exemplares do Correio da Manhã e uma TV que emite coisas a que das duas uma: ou não se liga ou se liga e ao ligar-se resulta daí uma profunda discussão filosófica.
Existem alguns assuntos muito caros aos praticantes desta filosofia alternativa, a ASAE, o governo e o futebol.
A ASAE é uma entidade que devia ser abatida a tiro na medida em que não atinge a clarividência necessária para perceber que trocar lâminas de navalha a cada uso é algo absolutamente impraticável e dispendioso.Assim, um afiador de cabedal faz parte dos elementos que permitem a concretização de rituais desta filosofia alternativa. A ASAE devia ainda ser abatida a tiro porque simplesmente mete o bedelho onde não deve, criando por isso inúmeras dificuldades a quem a ASAE fiscaliza.
Quanto ao governo basicamente a mesma ideia subjacente, uns filhos da puta que deviam ser abatidos a tiro e que é só "tachos" e que só sabem é foder a vida à malta.
Quanto ao futebol apenas o glorioso é digno de apontamento e todos os envolvidos nesta prática filosófica dominam o assunto (este tema da verdade desta filosofia será abordado mais abaixo)
A esta prática filosófica, só homens têm acesso, sendo que, o ambiente é claramente machista. Os praticantes desta filosofia são aliás todos machos alfa em que, por isso mesmo, a mulher é relevada para segundo plano, o plano de existir apenas para cuidar da casa e dos filhos e aquelas que vão para além destas competências são simplesmente adjectivadas de putas, -pior ainda se fumarem- ainda que haja um calendário de gajas com mamas que deve ser apreciado uma vez que essa apreciação é motivo de afirmação máscula.
Na filosofia de barbeiro não há assuntos tabu e todos os assuntos são abordados com o mesmo grau de relevância e sobre todos os assuntos são apenas proferidos silogismos categóricos, sendo que portanto todos os intervenientes dos debates possuem a verdade última sobre a questão em análise. As questões são sempre analisadas e tratadas como dogmas por parte dos envolvidos nos debates. Apenas os que habitam o espaço onde a filosofia de barbeiro é praticada sabem o que dizem, todos os outros são não iluminados. Dir-se-ia que os filósofos de barbearia são o prisioneiro que saiu da caverna de Platão e contemplou a realidade ao passo que todos os outros são os prisioneiros agrilhoados. Assim, a filosofia de barbearia é libertadora, através dela opera-se uma espécie de catarse. Torna-se possível, a quem abrir a sua mente à filosofia de barbeiro aceder a um nível de conhecimento, de purificação superior. É portanto uma benção com que nos devemos rejubilar, termos acesso a este espaço privilegiado de conhecimento.
Caracteriza-se este ramo do saber, naturalmente, pelo que acima se referiu, como sendo um ramo inter-disciplinar, daí a riqueza natural deste tipo de conhecimento.
A filosofia de barbearia utiliza em muitos casos um discurso tipo bíblico na primeira pessoa, quer dizer, por metáforas. Estas metáforas existem nos relatos das vidas daqueles que praticam esta filosofia. Desses relatos há sempre ensinamentos a tirar.
Neste tipo de filosofia não é conveniente contra-argumentar uma vez que se corre o risco de passar a ser persona non grata naquele espaço. Existe mesmo o risco de se ser bombardeado imediatamente com olhares e palavras caso se procure apresentar uma visão alternativa sobre um determinado tema.
Claro que o filósofo-mor, o barbeiro, enverga uns óculos e olha sempre por cima deles e provavelmente é alentejano.
16 de janeiro de 2014
Bússola #2
"Cartometria éo ramo da cartografia que trata das medições efetuadas sobre mapas, designadamente a medição de ângulos e direções, distâncias, áreas, volumes e contagem de número de objetos."
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Bússola
"Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas."
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Said And Done
Despe-me
acaricia-me
morde-me
lambe-me
desfruta-me
agarra-me
arranha-me
excita-me
possui-me
Venda-me
amarra-me
aproveita-me
sacia-me
queima-me
geme-me
toca-me
suplica-me
fode-me! fode-me! fode-me!
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Amor é não haver polícia #2
"pres·sa |é|
substantivo feminino
1. Necessidade ou desejo de acabar ou chegar pronto.
2. Urgência, grande precisão.
3. Rapidez, celeridade.
4. Impaciência.
5. Lida, aperto, dificuldade."
Eram seres como os outros, mais respeitáveis até, pelo estatuto social adquirido ao longo da sua vida profissional, no entanto, tinham sempre pressa para o amor, para o prazer. Nessa pressa não havia espaço para lugares, para estatutos sociais, para circunstâncias impróprias. Nessas alturas apenas era válido executar vontades, praticar o desejo, incendiar momentos, iluminar lugares.
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15 de janeiro de 2014
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