O prazer consistia na elaboração de intricados jogos, não uma utopia. O prazer consistia num voo picado sobre as regras do seu próprio prazer para ampliar a sua definição com novas e radiantes descobertas. Com elas, novos estímulos e vontades surgiam. Minotauros que não se deixavam encarcerar em labirintos impostos pela falta de reacção dos outros ao que um simples toque provocava ou ao que os olhos podiam consumir ou a imaginação produzir. Na era estático o prazer, havia sempre a possibilidade de novas combinações ou a adição de novos elementos.
27 de janeiro de 2014
"Quem Morre?
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o "preto no branco" e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente os que resgatam os brilhos dos olhos, sorrisos dos bocejos, orações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar."
Pablo Neruda
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"...Homens e mulheres e diálogos de corpos, em debates de olhares, em mensagens por dizer que se dizem, esparramadas, no espaço recôndito de um sorriso."
Pedro Chagas Freitas,
In Sexus Veritas, pág. 373
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26 de janeiro de 2014
Como os filmes de domingo deviam ser. Os dialogs são extraordnários! e poder ver Gandolfini é sempre um prazer!
entretanto a tarde tatin já está no forno e os scones também.
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