23 de janeiro de 2014
e se eu fechar o blog e quem quiser seguir-me, achando que vale a pena, pedir-mo? e se eu meter aqui de rajada uma quantas cenas e depois tentar desligar-me disto que é uma boa merda? e se eu for pró caralho? e se eu fechar isto e limitar-me a seguir blog e a comentar?e se eu começasse a fazer yoga? se calhar se chorasse mais? comprar um cão? é verdade já tenho um! deixar crescer a barba e emigrar pró dubai? criar outro blog anónimo pra poder continuar a respirar por esta palinha? mas como se eu sou isto? foda-se!!
hoje foi dia de ir ao mercado legal das drogas. e isto vem a propósito do quê? nada. absolutamente nada mas isto não pode ser a toda a hora órgãos genitais masculinos e femininos e poesia e musiquinhas e essas merdas que por aqui espalho. panfletos rascas publicidade de merda.
hoje foi dia de ir ao mercado legal das drogas. e isto vem a propósito do quê? nada. absolutamente nada mas isto não pode ser a toda a hora órgãos genitais masculinos e femininos e poesia e musiquinhas e essas merdas que por aqui espalho. panfletos rascas publicidade de merda.
" Sinto-me sempre aquém. sinto-me sempre ninguém. Observo-me de fora para dentro. Como se eu não fosse eu. Como se eu estivesse a observar-me como se observa outra pessoa."
Pedro Chagas Freitas
In Sexus Veritas, pág. 314
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Devaneios
22 de janeiro de 2014
"Tesoura ou tesoira (do latim tonsorius, a, um, "tosquiar", "podar", "raspar") é um objecto utilizado para cortar materiais (...) As lâminas, que podem ou não ser muito afiadas, cortam o material em questão através da acção de forças mecânicas cisalhantes, aplicadas segundo um princípio de alavanca. "
In lust we trust #4
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Mulher,
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tou que tou
21 de janeiro de 2014
Lascívia
"las·cí·vi·a
(latim lascivia, -ae, jovialidade, brincadeira, lascívia, devassidão)
(latim lascivia, -ae, jovialidade, brincadeira, lascívia, devassidão)
substantivo feminino
1. Qualidade ou carácter do que é lascivo.
2. Propensão para a sensualidade."
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Estupfacto,
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Substantivo, feminino, outra vez.
"vo·lup·tu·o·si·da·de
substantivo feminino
1. Qualidade do que é voluptuoso.
2. Sensualidade, deleite carnal, lascívia.
3. Prazer dos sentidos, sensação deleitosa"
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Mulher,
Paixão,
tou que tou
A Serbian Film
Não é uma obra de arte, mas é um bom filme e que não se deve perder, para os amantes do alternativo, do filme europeu underground. Não é uma obra de arte, mas é um filme a ver, para os capazes, porque explora a dimensão animal do homem enquanto predador sexual, enquanto animal e sexual. Explora a sua mente do ponto de vista sexual, indo a limites sádicos, sórdidos, macabros e desse ponto de vista, sim, é um bom filme pela perspectiva crua.
Sinistro. Intenso. provocador. Louco.
Sinistro. Intenso. provocador. Louco.
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Cinema,
Estupfacto
"Húmido de beijos e de lágrimas.
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.
Eugénio de Andrade, Improviso na Madrugada
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Paixão,
Poesia,
Sexualidade
Pure Pleasure Seeker
"Stoke up the fire
I'm all you require.
They won't set you alight.
Come and live your desire.
Gimme new kicks
I wanna go deeper
Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker.
Be crime against passion
Not to itch that itch
Oh don't ask how it happened
This is it
All we have ever wanted
All we will ever need
Nothing can take his plan
It's written all over your face
Yeah
You know that you want it now
Come on
Oh ah you know that you want it how.
Come on
Yeah you know that you want it now.
Come on
Oh ah you know that you want it how.
Gimme new kicks
I wanna go deeper
Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker."
I'm all you require.
They won't set you alight.
Come and live your desire.
Gimme new kicks
I wanna go deeper
Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker.
Be crime against passion
Not to itch that itch
Oh don't ask how it happened
This is it
All we have ever wanted
All we will ever need
Nothing can take his plan
It's written all over your face
Yeah
You know that you want it now
Come on
Oh ah you know that you want it how.
Come on
Yeah you know that you want it now.
Come on
Oh ah you know that you want it how.
Gimme new kicks
I wanna go deeper
Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker."
tapar a imagem que não interessar
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Música,
Sexualidade,
tou que tou
Novamente eu, este blog e um fio de cabelo.
ex·por |eis...ô| - Conjugar
(latim expono, -ere)
verbo transitivo
1. Pôr à vista.
2. Manifestar, patentear.
3. Narrar.
4. Revelar.
5. Explicar.
6. Apresentar em exposição.
7. Fazer correr a alguém o risco de.
8. Sujeitar.
9. Abandonar (recém-nascidos).
verbo pronominal
10. Pôr à vista de todos.
11. Mostrar-se.
12. Descobrir-se.
13. Sujeitar-se; arriscar-se.
Há muito tempo que algumas pessoas dizem que me exponho muito. Talvez. Não sei. Se o faço, é simplesmente porque sou assim, inteiro, intenso no que vivo, como vivo e, por isso, nem só de sexo falo, nem só de músicas falo, nem só de mim falo, nem só de fotografia falo, nem só de quando era/fui professor falo, etc
No entanto, pergunto-me e pergunto:
quantos/as
me viram chorar e rir e dar gargalhadas e sorrir e viram o meu olhar e o meu rosto e a minha boca a falar e os meus gestos quando falo? quantos me ouviram falar dos meus pais do meu filho do meu irmão da minha sobrinha do alentejo de quando fui professor da minha mota do meu mini do meu cão da minha casa da minha aparelhagem dos meus avós da minha máquina de furos da regina que estava no bolinhas? beberem comigo uma cerveja ou um copo de vinho? comeram comigo num sítio qualquer ou algo preparado por mim (seja eu bom ou mau cozinheiro)? entraram na minha casa? me viram enquanto professor e enquanto estagiário de cozinha? viram o meu entusiasmo a falar de algo que me entusiasme? puderam dizer que não gostam de me sentir triste ou de como não me sentiam alegre e entusiasmado com algo há muito tempo? viram o meu olhar sacana, safado, diabólico durante o sexo? me cheiraram? me tocaram? me viram nú? sentiram a minha pele? sentiram o meu coração bater? viram as cicatrizes das minhas pernas? provaram a minha saliva? sabem algo sobre a mãe do João Tomás? ofereci um pão da padaria da minha família? estiveram comigo em silêncio? me abraçaram? me ouviram ter conversas parvas? me sentiram alterado por uma ou outra razão? me viram no estilo motard? andaram comigo de mota? viram e tocaram as minhas mãos? emprestei um livro ou um cd ou foi comigo a um concerto? me ajudaram de uma forma ou de outra?
quantos? quantas?
quantos, quantas sabem do que sou realmente capaz?
quantos, quantas me adivinham antes de eu próprio saber?
São poucos. São poucas. Muito raros. Muito Raras. Por isso, exponho-me, acredito, no entanto, há ainda tanto de mim por revelar e isso, não depende só de mim.
20 de janeiro de 2014
Questões metafísicas
Porque que é que parados numa fila de trânsito, a fila do lado anda sempre mais que aquela onde estamos? e porque é que quando mudamos para a outra onde se anda mais depressa, ela pára?!
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Devaneios
19 de janeiro de 2014
18 de janeiro de 2014
17 de janeiro de 2014
Filosofia do barbeiro
Há a filosofia do galão, mas há também a do barbeiro. E a primeira nota digna de apontamento filosófico está no título: filosofia do barbeiro, não cabeleireiro de homens. Esta pequena e mui subtil distinção, encerra um intricado problema semiótico, motivo de profundas discussões no âmbito da filosofia da linguagem.
Assim como na prática quotidiana da filosofia do galão, também na do barbeiro há um conjunto de elementos distintivos deste ramo do saber.
O espaço é composto por mobiliário bastante antigo, aí da década de 60/70 do século anterior, na melhor das hipóteses, houve melhoramentos nos anos 80, sendo que portanto espaço é uma mescla de estilos distintos que enredam por quem lá passa, permitindo a este, apurar a sua capacidade de análise estética vislumbrando-a.
No espaço onde se pratica esta filosofia é costume haver um pássaro numa gaiola bem como o distinto calendário do glorioso ou de uma marca de pneus ou obviamente o calendário das gajas com mamas à mostra.
Habitam também este espaço um conjunto de artefactos por forma a ter-se a certeza que é um barbeiro, por exemplo, embalagens de restaurador Olex, de after shave Savana ou outras em que os rótulos estão já desfeitos pelo tempo.
Mais actual, temos sempre exemplares do Correio da Manhã e uma TV que emite coisas a que das duas uma: ou não se liga ou se liga e ao ligar-se resulta daí uma profunda discussão filosófica.
Existem alguns assuntos muito caros aos praticantes desta filosofia alternativa, a ASAE, o governo e o futebol.
A ASAE é uma entidade que devia ser abatida a tiro na medida em que não atinge a clarividência necessária para perceber que trocar lâminas de navalha a cada uso é algo absolutamente impraticável e dispendioso.Assim, um afiador de cabedal faz parte dos elementos que permitem a concretização de rituais desta filosofia alternativa. A ASAE devia ainda ser abatida a tiro porque simplesmente mete o bedelho onde não deve, criando por isso inúmeras dificuldades a quem a ASAE fiscaliza.
Quanto ao governo basicamente a mesma ideia subjacente, uns filhos da puta que deviam ser abatidos a tiro e que é só "tachos" e que só sabem é foder a vida à malta.
Quanto ao futebol apenas o glorioso é digno de apontamento e todos os envolvidos nesta prática filosófica dominam o assunto (este tema da verdade desta filosofia será abordado mais abaixo)
A esta prática filosófica, só homens têm acesso, sendo que, o ambiente é claramente machista. Os praticantes desta filosofia são aliás todos machos alfa em que, por isso mesmo, a mulher é relevada para segundo plano, o plano de existir apenas para cuidar da casa e dos filhos e aquelas que vão para além destas competências são simplesmente adjectivadas de putas, -pior ainda se fumarem- ainda que haja um calendário de gajas com mamas que deve ser apreciado uma vez que essa apreciação é motivo de afirmação máscula.
Na filosofia de barbeiro não há assuntos tabu e todos os assuntos são abordados com o mesmo grau de relevância e sobre todos os assuntos são apenas proferidos silogismos categóricos, sendo que portanto todos os intervenientes dos debates possuem a verdade última sobre a questão em análise. As questões são sempre analisadas e tratadas como dogmas por parte dos envolvidos nos debates. Apenas os que habitam o espaço onde a filosofia de barbeiro é praticada sabem o que dizem, todos os outros são não iluminados. Dir-se-ia que os filósofos de barbearia são o prisioneiro que saiu da caverna de Platão e contemplou a realidade ao passo que todos os outros são os prisioneiros agrilhoados. Assim, a filosofia de barbearia é libertadora, através dela opera-se uma espécie de catarse. Torna-se possível, a quem abrir a sua mente à filosofia de barbeiro aceder a um nível de conhecimento, de purificação superior. É portanto uma benção com que nos devemos rejubilar, termos acesso a este espaço privilegiado de conhecimento.
Caracteriza-se este ramo do saber, naturalmente, pelo que acima se referiu, como sendo um ramo inter-disciplinar, daí a riqueza natural deste tipo de conhecimento.
A filosofia de barbearia utiliza em muitos casos um discurso tipo bíblico na primeira pessoa, quer dizer, por metáforas. Estas metáforas existem nos relatos das vidas daqueles que praticam esta filosofia. Desses relatos há sempre ensinamentos a tirar.
Neste tipo de filosofia não é conveniente contra-argumentar uma vez que se corre o risco de passar a ser persona non grata naquele espaço. Existe mesmo o risco de se ser bombardeado imediatamente com olhares e palavras caso se procure apresentar uma visão alternativa sobre um determinado tema.
Claro que o filósofo-mor, o barbeiro, enverga uns óculos e olha sempre por cima deles e provavelmente é alentejano.
No espaço onde se pratica esta filosofia é costume haver um pássaro numa gaiola bem como o distinto calendário do glorioso ou de uma marca de pneus ou obviamente o calendário das gajas com mamas à mostra.
Habitam também este espaço um conjunto de artefactos por forma a ter-se a certeza que é um barbeiro, por exemplo, embalagens de restaurador Olex, de after shave Savana ou outras em que os rótulos estão já desfeitos pelo tempo.
Mais actual, temos sempre exemplares do Correio da Manhã e uma TV que emite coisas a que das duas uma: ou não se liga ou se liga e ao ligar-se resulta daí uma profunda discussão filosófica.
Existem alguns assuntos muito caros aos praticantes desta filosofia alternativa, a ASAE, o governo e o futebol.
A ASAE é uma entidade que devia ser abatida a tiro na medida em que não atinge a clarividência necessária para perceber que trocar lâminas de navalha a cada uso é algo absolutamente impraticável e dispendioso.Assim, um afiador de cabedal faz parte dos elementos que permitem a concretização de rituais desta filosofia alternativa. A ASAE devia ainda ser abatida a tiro porque simplesmente mete o bedelho onde não deve, criando por isso inúmeras dificuldades a quem a ASAE fiscaliza.
Quanto ao governo basicamente a mesma ideia subjacente, uns filhos da puta que deviam ser abatidos a tiro e que é só "tachos" e que só sabem é foder a vida à malta.
Quanto ao futebol apenas o glorioso é digno de apontamento e todos os envolvidos nesta prática filosófica dominam o assunto (este tema da verdade desta filosofia será abordado mais abaixo)
A esta prática filosófica, só homens têm acesso, sendo que, o ambiente é claramente machista. Os praticantes desta filosofia são aliás todos machos alfa em que, por isso mesmo, a mulher é relevada para segundo plano, o plano de existir apenas para cuidar da casa e dos filhos e aquelas que vão para além destas competências são simplesmente adjectivadas de putas, -pior ainda se fumarem- ainda que haja um calendário de gajas com mamas que deve ser apreciado uma vez que essa apreciação é motivo de afirmação máscula.
Na filosofia de barbeiro não há assuntos tabu e todos os assuntos são abordados com o mesmo grau de relevância e sobre todos os assuntos são apenas proferidos silogismos categóricos, sendo que portanto todos os intervenientes dos debates possuem a verdade última sobre a questão em análise. As questões são sempre analisadas e tratadas como dogmas por parte dos envolvidos nos debates. Apenas os que habitam o espaço onde a filosofia de barbeiro é praticada sabem o que dizem, todos os outros são não iluminados. Dir-se-ia que os filósofos de barbearia são o prisioneiro que saiu da caverna de Platão e contemplou a realidade ao passo que todos os outros são os prisioneiros agrilhoados. Assim, a filosofia de barbearia é libertadora, através dela opera-se uma espécie de catarse. Torna-se possível, a quem abrir a sua mente à filosofia de barbeiro aceder a um nível de conhecimento, de purificação superior. É portanto uma benção com que nos devemos rejubilar, termos acesso a este espaço privilegiado de conhecimento.
Caracteriza-se este ramo do saber, naturalmente, pelo que acima se referiu, como sendo um ramo inter-disciplinar, daí a riqueza natural deste tipo de conhecimento.
A filosofia de barbearia utiliza em muitos casos um discurso tipo bíblico na primeira pessoa, quer dizer, por metáforas. Estas metáforas existem nos relatos das vidas daqueles que praticam esta filosofia. Desses relatos há sempre ensinamentos a tirar.
Neste tipo de filosofia não é conveniente contra-argumentar uma vez que se corre o risco de passar a ser persona non grata naquele espaço. Existe mesmo o risco de se ser bombardeado imediatamente com olhares e palavras caso se procure apresentar uma visão alternativa sobre um determinado tema.
Claro que o filósofo-mor, o barbeiro, enverga uns óculos e olha sempre por cima deles e provavelmente é alentejano.
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