26 de janeiro de 2014

100% Woody Allen, com um desempenho fenomenal de Cate Blanchett

25 de janeiro de 2014

Ligou-lhe. Ouviu a sua voz a dizer "tou!". Não lhe respondeu. Colocou apenas o seu telemóvel junto à coluna de música.

Deixou a música viajar de um lado para o outro. Pensou que ela não ficaria até ao fim. Ficou. 
Quando a música acabou desligou a chamada. Sem mais.

Mais tarde, já noite bem escura foi  o seu telefone que tocou. Era o número para onde havia ligado antes. Era ela. Foi a vez de ele dizer "tou". Do outro lado apenas o som fundo da garganta dela que lhe dava a entender que ela se tocava.
A voz foi crescendo, cada vez mais funda, até ao limite.

Epílogo.

"It's not you. It's me."
E depois sempre o impulso, o ímpeto, uma quase loucura ou uma loucura mesmo. Os parcos 1,70 m e os 70 kg como um touro enraivecido, louco. Um comboio desgovernado. As palavras sem nexo, sem sentido, que acabam, em última análise por me ferir ainda mais a mim. A deixarem-me ainda mais angustiado, mais triste, mais desiludido comigo. A deixarem-me a alma e o coração completamente encarquilhados, mirrados. O semblante absolutamente fechado, pesado. Os olhos a quererem explodir.O perguntar-me como é possível ainda. Como um caracol, encolher-me imediatamente para dentro de mim, ainda mais para dentro de mim. Achar sempre que está controlado, que não volta acontecer e voltar sempre a acontecer, outra e outra vez. E o cansaço de mim. O cansaço do erro repetido. O reconhecer o erro, identificar o erro. A impossibilidade de o corrigir. Essa lucidez dilacerante onde me afundo e mergulho inevitavelmente como se me cortasse todo em mil lâminas e tudo de mim jorrasse menos a dor. A dor como esqueleto, a dor como espinal medula, a dor como coração, a dor como oxigénio.
Ficar triste, ser ainda mais triste. Sorrir ainda menos.
Só.

24 de janeiro de 2014


jantar de agora mesmo.
acompanhou o resto do branco Marka (douriense)





sim, a "minha" voz, a do Duckman e george Constanza são uma e a mesma pessoa. e melhor, bate certo tanto na série seinfeld como na série Duckman, a personalidade de ambos.


23 de janeiro de 2014

"Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
te amo secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
e graças a teu amor vive escuro em meu corpo
o apertado aroma que ascender da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
te amo directamente sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Se não assim deste modo em que não sou nem és
tão perto que a tua mão sobre meu peito é minha
tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho."



Pouco ou nada mudou na minha vida desde esta manhã até agora. E várias horas passaram. E até corri 30 minutos que me faz sentir muito bem, mas esta filho da puta de vazio, de vontade de chorar, de vez em quando lá vem. A impaciência, a ansiedade, a insatisfação, a frustração, essas filhas da puta de vez em quando lá voltam. E ser pai não é fácil. Sentir-me sozinho e ter tanto às minhas costas com tão pouco para lutar contra essa merda chamada realidade, chamada vida. que desespero caralho.

publico isto ou não? se não publico escondo parte do que sou e é como se eu tapasse esta palinha que tenho para respirar. esta merda estúpida a que me habituei. se publico, exponho, mostro que sou frágil. apetece-me apagar tudo e publicar apenas uma merda toda em branco. apetece-me gritar espernear chorar partir merdas.



e se eu fechar o blog e quem quiser seguir-me, achando que vale a pena, pedir-mo? e se eu meter aqui de rajada uma quantas cenas e depois tentar desligar-me disto que é uma boa merda? e se eu for pró caralho? e se eu fechar isto e limitar-me a seguir blog e a comentar?e se eu começasse a fazer yoga? se calhar se chorasse mais? comprar um cão? é verdade já tenho um! deixar crescer a barba e emigrar pró dubai? criar outro blog anónimo pra poder continuar a respirar por esta palinha? mas como se eu sou isto? foda-se!!

hoje foi dia de ir ao mercado legal das drogas. e isto vem a propósito do quê? nada. absolutamente nada mas isto não pode ser a toda a hora órgãos genitais masculinos e femininos e poesia e musiquinhas e essas merdas que por aqui espalho. panfletos rascas publicidade de merda.

Imperdível.
"Dorso
terso
morno
denso 
Corpo 
nu

Horto
 Berço
Torso
tenso
Torre
Tu"

David Mourão Ferreira
O Corpo Iluminado





" Sinto-me sempre aquém.  sinto-me sempre ninguém. Observo-me de fora para dentro. Como se eu não fosse eu. Como se eu estivesse a observar-me como se observa outra pessoa."
Pedro Chagas Freitas
In Sexus Veritas, pág. 314
7$


"I'll be the mirror where you are a queen 
Your fellow magician of the waking dream 
Hung with a hammer and a glass of wine 
I'll be your woman and you can be mine."





22 de janeiro de 2014





"Tesoura ou tesoira (do latim tonsorius, a, um, "tosquiar", "podar", "raspar") é um objecto utilizado para cortar materiais (...) As lâminas, que podem ou não ser muito afiadas, cortam o material em questão através da acção de forças mecânicas cisalhantes, aplicadas segundo um princípio de alavanca. "




Majesty

"Could it be that I'm your
Could it be that you are my majesty

You could have been my king"



In lust we trust #4



21 de janeiro de 2014

Lascívia


"las·cí·vi·a 
(latim lascivia-aejovialidadebrincadeiralascíviadevassidão)

substantivo feminino
1. Qualidade ou carácter do que é lascivo.

2. Propensão para a sensualidade."



Substantivo, feminino, outra vez.

"vo·lup·tu·o·si·da·de 
substantivo feminino
1. Qualidade do que é voluptuoso.
2. Sensualidadedeleite carnallascívia.
3. Prazer dos sentidossensação deleitosa"




A Serbian Film

Não é uma obra de arte, mas é um bom filme e que não se deve perder, para os amantes do alternativo, do filme europeu underground. Não é uma obra de arte,  mas é um filme a ver, para os capazes, porque explora a dimensão animal do homem enquanto predador sexual, enquanto animal e sexual. Explora a sua mente do ponto de vista sexual,  indo a limites sádicos, sórdidos, macabros e desse ponto de vista, sim, é um bom filme pela perspectiva  crua.

Sinistro. Intenso. provocador. Louco.
"Húmido de beijos e de lágrimas.
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.

Eugénio de Andrade, Improviso na Madrugada

Waiting



Forever More

"Endless tears
Forever joy
To feel most every feeling
Forever more"



tapar o que não interessa


Nite Train



Pure Pleasure Seeker

"Stoke up the fire
I'm all you require.
They won't set you alight.
Come and live your desire.

Gimme new kicks
I wanna go deeper
Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker.

Be crime against passion
Not to itch that itch
Oh don't ask how it happened
This is it
All we have ever wanted
All we will ever need
Nothing can take his plan
It's written all over your face
Yeah
You know that you want it now
Come on
Oh ah you know that you want it how.
Come on
Yeah you know that you want it now.
Come on
Oh ah you know that you want it how.

Gimme new kicks
I wanna go deeper


Never been to keen a timekeeper
Show me new tricks
You can get me on the beeper
I'm a pure new pleasure seeker."




 tapar a imagem que não interessar

Novamente eu, este blog e um fio de cabelo.


ex·por |eis...ô| Conjugar
(latim expono-ere)
verbo transitivo
1. Pôr à vista.
2. Manifestarpatentear.
3. Narrar.
4. Revelar.
5. Explicar.
6. Apresentar em exposição.
7. Fazer correr a alguém o risco de.
8. Sujeitar.
9. Abandonar (recém-nascidos).
verbo pronominal
10. Pôr à vista de todos.
11. Mostrar-se.
12. Descobrir-se.
13. Sujeitar-searriscar-se.

Há muito tempo que algumas pessoas dizem que me exponho muito. Talvez. Não sei. Se o faço, é simplesmente porque sou assim, inteiro, intenso no que vivo, como vivo e, por isso, nem só de sexo falo, nem só de músicas falo, nem só de mim falo, nem só de fotografia falo, nem só de quando era/fui professor falo, etc
No entanto, pergunto-me e pergunto: 
quantos/as

me viram chorar e rir e dar gargalhadas e sorrir e viram o meu olhar e o meu rosto e a minha boca a falar e os meus gestos quando falo? quantos me ouviram falar dos meus pais do meu filho do meu irmão da minha sobrinha do alentejo de quando fui professor da minha mota do meu mini do meu cão da minha casa da minha aparelhagem dos meus avós da minha máquina de furos da regina que estava no bolinhas? beberem comigo uma cerveja ou um copo de vinho? comeram comigo num sítio qualquer ou algo preparado por mim (seja eu bom ou mau cozinheiro)? entraram na minha casa? me viram enquanto professor e enquanto estagiário de cozinha? viram o meu entusiasmo a falar de algo que me entusiasme? puderam dizer que não gostam de me sentir triste ou de como não me sentiam alegre e entusiasmado com algo há muito tempo? viram o meu olhar sacana, safado, diabólico durante o sexo? me cheiraram? me tocaram? me viram nú? sentiram a minha pele? sentiram o meu coração bater? viram as cicatrizes das minhas pernas? provaram a minha saliva? sabem algo sobre a mãe do João Tomás? ofereci um pão da padaria da minha família? estiveram comigo em silêncio? me abraçaram? me ouviram ter conversas parvas? me sentiram alterado por uma ou outra razão? me viram no estilo motard? andaram comigo de mota? viram e tocaram as minhas mãos? emprestei um livro ou um cd ou foi comigo a um concerto? me ajudaram de uma forma ou de outra?

quantos? quantas?

quantos, quantas sabem do que sou realmente capaz? 
 quantos, quantas me adivinham antes de eu próprio saber?

São poucos. São poucas. Muito raros. Muito Raras. Por isso, exponho-me, acredito, no entanto,  há ainda tanto de mim por revelar e isso, não depende só de mim.

20 de janeiro de 2014


Eu podia dizê-lo


Questões metafísicas

Porque que é que parados numa fila de trânsito, a fila do lado anda sempre mais que aquela onde estamos? e porque é que quando mudamos para a outra onde se anda mais depressa, ela pára?!

19 de janeiro de 2014

Ócio.

 a tocar em DTS