18 de fevereiro de 2014
Ainda o 14 de fevereiro e agora a sério
o declaração da menina misteriosa para o João filho e que deu longas horas de conversa, como se um pai, ao olhar para um desenho, pudesse saber quem era a menina.
A sandwich club
Bem, como parece que a puta da sandes fez sucesso fica a receita pró menino e prá menina:
Ingredientes: (uma sandex)
Ingredientes: (uma sandex)
- pão de forma (3 fatias)
- ovo
- bacon
- tomate
- alface
- maionese
- peito de perú/frango (original é galinha)
1. Cozer o peito. Depois laminá-lo fino. Reservar
2. Cozer o ovo. Cortar em fatias. Reservar.
3. Cortar o tomate em rodelas finas e arranjar as folhas de alface.
4. Fritar o bacon numa frigideira. Não é preciso adicionar gordura. A gordura do bacon é suficiente. Depois de bem frito, reservar.
5. Tostar ligeiramente o pão.
Montar a sandex:
Uma fatia de pão barrada com maionese a gosto, colocar os restantes ingredientes por camadas. Colocar uma segunda fatia de pão, novamente com maionese. Voltar a colocar todos os ingredientes por camadas. Terminar com a última fatia de pão.
Para a sandex não se desmanchar podem colocar uns palitos a "firmar" o produto.
Podem retificar temperos de sal e pimenta na montagem do bicho.
Podem retificar temperos de sal e pimenta na montagem do bicho.
Uma batata frita acompanha muito bem assim como uma cerveja.
Podem usar esta sandes como refeição ou ceia.
A quantidade dos ingredientes enquanto recheio é à vontade do freguês, mas vão aperceber-se, depois de a fazerem várias vezes, que devem jogar com certas quantidades, para se realçarem sabores e texturas (paneleirices de cozinheiro com a mania).
Sandwich club é a cena mais vendida nos hoteis de todo o mundo, enquanto snack para os room service.
Eu, como sou uma puta fina, a primeira vez que comi uma foi no Ritz em Lisboa. Depois fui ao Cool Jazz fest, em Mafra, ver a Maria Bethânia, para fazer jeito a uma pessoa (calhou que o concerto foi para lá de bom)
A verdadeira, agorinha mesmo:, com a maionese que hoje tive paciência de fazer, o pão de forma e ovo cozido.
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Depois de ter visto Nifomaníaca Volume I, hoje fui ver o volume II.
O volume II começa com a acção exactamente no mesmíssimo sítio onde havíamos ficado no fim de Volume I.
O Volume II é isso mesmo, a continuação do I, por isso nada de novo, metáforas e mais metáforas. Aquele que apelidei de "escutador" -intencionalmente- finalmente é apresentado e assumido e comparado com isso, um confissor, alguém que ouve, atentamente, sem julgar. Sem julgar por razões evidentes que se denotam no aspecto austero da sua casa, no suporte físico usado para ouvir música, nas metáforas que elabora a partir da vida da ninfomaníaca, pela cultura geral que apresenta, tal qual um padre. Há até um outro elemento semelhante entre este escutador do filme e um padre de verdade, mas não sou desmancha-prazeres e não digo qual é.
Há uma certa reviravolta nos acontecimentos do filme -não na vida da personagem feminina- o que era expectável, confesso que não esperava o fim, embora, olhando para a coisa de modo estritamente racional, vários indícios assim apontavam.
A reviravolta na mulher, de facto acontece, qual epifania, depois de ela se dar conta de toda a sua vida até então.
Mesmo existindo elementos novos neste segundo volume, a persistência na metáfora, a visão flosófica da coisa - neste caso foi Zenão de Eleia, foram buscar as aporias de Zenão; a perpesctiva dialéctica da vida ao estilo hegelianao também presente-, repetida exaustivamente, acabou por me cansar, ao ponto de, a última metáfora, a da luz, não ter tido qualquer impacto na minha pessoa. Estive aliás à espera, a todo o momento, que o confissor se saísse com Parménides à conta da luz e da sua simbologia, mas não, faltou essa ao Von Trier, sendo que o Freud está em alta neste volume.
Se puderem vejam a coisa num acto só. Ganha mais sentido e provavelmente não cansa com as metáforas.
ah! também há metáforas com árvores e aquela coisa do morrer de pé e renascer e subir e ultrpassar limites e assim e assado.
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Nero
A sua alma era habitada pelo negro. Os seus olhos eram negros, fundos como um poço. Preto era a cor que o definia. Não que fosse uma alma atormentada, não, era uma alma negra porque cor nenhuma o definia. Era uma alma negra porque vibrava, sempre, na sua memória, aquela cor preta dela que ele tinha de despir. Era uma alma negra porque se assemelhava a um corvo quando a cobria, quando a possuía, albergando por inteiro em si o corpo feminino que diante si se dispunha ao sexo. Era uma alma negra porque o seu corpo se agigantava, se transformava nas asas de um corvo durante o sexo, as asas que sustentam um corpo, as asas que elevam o corpo a outro estado, as asas que permitem ao olhar ganhar uma visão mais ampla. Era uma alma negra porque para ele, durante o sexo, não havia cor. Para ele, durante o sexo só há sexo. Sexo, duro, violento, espesso, como um rio de tinta por entre flocos imaculados de neve. O sexo apenas durante o sexo. O olhar negro do corvo durante o sexo. O voo negro do corvo era o sexo. Ele era o sexo durante o sexo.
Mas ele pousava, sempre.
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17 de fevereiro de 2014
15 de fevereiro de 2014
Coisas que convém não esquecer sobre mim (3ª actualização)
- nasci em lisboa mas sinto-me alentejano
- adoro os meus pais e a minha infância
- venero o sexo feminino e em particular a minha mãe e a mãe dela
- não sou de ladrar
- tenho uma pancada enorme por saltos altos
- sou licenciado em filosofia
- sou pai
- adoro desporto
- adoro fotografia
- o meu escritor favorito é Vergílio Ferreira
- adoro sexo e dizem que sou uma boa foda
- tive uma pastelaria
- estou desempregado
- adoro cozinha
- estou a tirar um curso de cozinha
- sou humilde
- sou ingénuo
- não sou tão estúpido como possa parecer
- reparo em detalhes picuinhas nas mulheres
- olho sempre para as mãos e pés de uma mulher
- adoro moscatel de setúbal (preferência roxo)
- tenho um irmão, mais velho
- gosto da minha casa
- tenho uma mota e gosto muito dela consequentemente gosto de andar de moto
- adoro ser professor
- estimo muito a minha hi-fi
- sou tímido
- adoro conversar
- sei que é bizarro os dois pontos anteriores mas é verdade
- sou amigo
- gosto de estar sozinho
- sou frágil
- sou ávido de emoções e atenção
- não sou perfeito
- não sou uma personagem como o Duckman ou o Corto Maltese, sou uma pessoa,com toda a carga filosófica e etimológica que a palavra acarreta.
- gosto muito do Seinfeld
- gosto de rir
- gosto de sorrir
- não estou 100% satisfeito com o novo look da tasca mas ou não tenho paciência ou não sei configurá-lo para o que tenho em mente
- gosto de cinema, poesia, dança, musica, literatura, passear
- adoro a primavera
- adoro a luz e o céu azul
- adoro o mar
- sou guloso
- há muitas coisa que apesar de tudo, não falo no blog
- não fui à tropa, fui dado como inapto (esta é nova por aqui)
- tenho duas pós-graduações
- vivo medicado há uns 6 anos para uma depressão que dizem ser crónica
- já vi coisas que na realidade não aconteceram
- choro às vezes
- sou impulsivo
- consigo ser frio
- sou irascível
- dificilmente guardo rancor
- sou acessível
- sou um gajo bem disposto
- sou parvo
- a minha rádio favorita é a "Radar"
- conheço a Malena pessoalmente
- adoro a Malena
- a Malena sabe muitos segredos meus que mais ninguém sabe
- gosto de perfumes
- o perfume não é entendido por mim como um acessório, mas como extensão de mim e consequentemente expressão de um estado de espírito
- gosto de relógios
- sou muitíssimo discreto
- só fumo socialmente e apenas cigarrilhas Romeu e Julieta
- não gosto de whisky, excepto Talisker
- apesar de tudo, continua a haver muito de mim que poucos sabem, conhecem.
14 de fevereiro de 2014
Ontem comecei a tratar do meu estágio final de curso. O IEFP arranja estágio se necessário, mas prefiro tentar arranjar por mim mesmo. Contactar eu inicialmente com as pessoas do local (perfil) que me interessa, ver as pessoas, apresentar-me.
Se tudo correr bem conseguirei fazer o estágio final num hotel de Lisboa com 5 estrelas. Um hotel de uma das maiores e mais conceituadas cadeias de hotéis do mundo.
13 de fevereiro de 2014
Amanhã é um dos dias mais parvos do ano mas tenho que fazer algo com o pirolito porque o gajo sabe que é dia dos namorados. Ainda é pequeno para trazer a namorada a comer aqui em casa, então a namorada dele amahã serei eu e teremos por isso uma noite dos rapazes. O que implica a noite dos rapazes? um jantar intimista entre nós dois em que lhe faço figuras com a comida, implica comermos com vela apesar de comermos no chão da sala enquanto vemos o cartoon network, implica já ter feito uma mousse de chocolate para nós, implica vermos um filme e comer pipocas (que eu faço) e implica eu ter de fazer as brincadeiras todas que ele quer e ficarmos acordados até tarde.
O que me passa pela cabeça nas escadas do serviço SO.
Éramos três a querer ver a minha mãe mas só dois podiam entrar. Ainda pensei que conseguisse vê-la depois de saírem as outras duas pessoas, mas não tive sucesso. Enquanto isso, esperei, num átrio pequeno junto a umas escadas.
Vi passarem algumas pessoas pela escada e uma marcou-me. Uma mulher nova, chorava porque o prognóstico sobre a tia era que podia estar por horas a sua morte. Soube isto, porque ouvi da própria para duas pessoas que esperavam por ela ali ao meu lado.
E pensei, meu deus como tudo isto é bizarro, estranho. Devia saber que todos os seres são mortais, porquê a aflição? a aflição é por razões óbvias, as mesmas que me deixam a mim mesmo triste pelo estado de saúde da minha mãe que se encontra hospitalizada para operação à vertebra D12 (é diabética tem hiper-tensão e teve um AVC há uns 15 ou mais anos; já foi operada às carótidas e foi declarada cadáver nessa operação e vai a caminho dos 75 anos). A aflição daquela mulher é a minha, é a de qualquer um, perder-se quem se gosta, quem se quer, quem se precisa. Mas é estranho, porque sabemos que somos mortais. E muitos dizem que são religiosos, então ainda menos razão teriam para ficar tristes, porque quando morrer esse alguém, irá para um sítio melhor, para perto do criador. Não convém esquecer que segundo a religião esta vida terrena é apenas um ponto de passagem para uma vida muito melhor que esta. Lembro-me ainda do professor Cassiano Reimão. O professor Cassiano Reimão leccionou-me 3 seminários no curso de filosofia, sendo que o último foi o de liecenciatura. O dito pofessor esteve sempre muito ligado à perspectica existencialista da filosofia, pelo menos nos seminários que me orientou. Aliás, a sua tese de mestrado é sobre Sartre e a tese de doutoramento - a que assisti à prova na Universidade Nova de Lisboa- é na mesma linha. Certa aula, falando-se sobre a experiência da morte, sobre a própria morte -numa altura em que o pai do profesor havia morrido-, o professor Cassiano Reimão fez um bonito e inteligente discurso sobre o tema, comparando a nossa visão -filosofia- com a da filha, que, era, na altura, estudante final do curso de enfermagem em St. Maria. DE tudo o que ele disse nesse discurso, lembro-me perfeitamente de ele dizer que achava que a filha lhe apresentava uma perspectiva completamente diferente da que nós em filsoofia tínhamos da morte, da experi~encia da morte, da dimensão do eu, da corporeidade, do corpo, da dor, da alma. da pessoa. Dizia o professor que nós devíamos passar uns tempos a assistir a autóspias e a acompanhar o trabalho dos médicos e enfermeiros e perceber a perspectiva deles sobre a morte, a dor, etc. Dizia ele, que, os médicos e enfermeiros deviam vir para a nossa faculdade ganhar a nossa perspectiva sobre a morte, a dor, a pessoa, a alma, etc.
Não fosse esse curso não me seria, provavelmente possível racionalizar isto. No entanto, o medo de perder a minha mãe é enorme e não imagino como suportarei a vida sem a minha mãe.
Espero que amanhã consiga vê-la.
Enquanto secava o cabelo ao João depois de ele ter saído do banho outro dia, o gajo sai-se com esta:
João esperto: Pai! se morreram todas as pessoas do mundo, o mundo acaba?
João Parvo: não filho!
João esperto: mas se não há pessoas como é que nascem pessoas?
João parvo: não nascem, mas o mundo existe à mesma.
João esperto: e os outros bichos?
João parvo: que têm os bichos filho?
João esperto: também morrem todos?
João parvo: podem morrer. olha os dinossauros, morreram todos!
João esperto: sim morreram todos, eu sei, mas então como é que apareceram outros bichos? e as pessoas vieram de onde?
Depois desisti. Dei-me por vencido.
João esperto: Pai! se morreram todas as pessoas do mundo, o mundo acaba?
João Parvo: não filho!
João esperto: mas se não há pessoas como é que nascem pessoas?
João parvo: não nascem, mas o mundo existe à mesma.
João esperto: e os outros bichos?
João parvo: que têm os bichos filho?
João esperto: também morrem todos?
João parvo: podem morrer. olha os dinossauros, morreram todos!
João esperto: sim morreram todos, eu sei, mas então como é que apareceram outros bichos? e as pessoas vieram de onde?
Depois desisti. Dei-me por vencido.
Ursula Rucker - Lonely Can Be Sweet
Please, come sit dowAnnotaten
I need to set you straight before we go any further
I've learned from loneliness
That lonely can be bitter and lonely can be sweet
Sure, I know I don't need a man to be complete
and I also know that what I want and what I need don't always meet
But being alone ain't all that bad cause see
I've been there and I've done that
I'm in the midst of an evolution of myself
I was tired of the search, so had to sit it on the shelf
Lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet, lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet
I haad been looking for my cowboy, like that girl says in that song
Where have all the cowboys gone
In my former life my once cowboys have gone hoochie hopping and car shopping
riding their egos like wild horses
or collision courses with their machismo, while I slow slaughtered
as their valor and virtue drowned in deep water, deep water
So I decided to chill with me for the moment and play my own violins
And strike my own candlelight
So every night is my night
Lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet, lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet
Are you listening
I need to be completely sure that you're listening
I used to think that the moons name might as well have been Lonely
Now I sip my night full like it where blackberry marsala
Then lick the excess off my lips
So as not to waste one drop of it's sweetness
I satisfy my wonderlust
With the wildness of the night and the comfort of myself
I've taken up hedonism as a hobby
And have made it harder for the next man to step into my life without a plan
For how to please me better than I pleased myself
So if you've come without a plan, than make a swift retreat cause
Lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet, lonely can be sweet, lonely can be sweet
My soul's music, my life beat
Lonely can be sweet
12 de fevereiro de 2014
Apesar de algumas vicissitudes no dia de hoje, consegui ter um jantar muito bom, ainda para mais, do agrado do João filho. Aliás, fiz este jantar por causa dele, para ele. Puré de batata, que me andava a pedir há uns dias e carne picada. O vinho que acompanhou foi este, excelente. Vinho trazido da cerimónia Mesa Marcada 10 Melhores Chefes e Restaurantes, onde estive com o meu irmão com o pão da família.
Só consegui jantar isto porque deixei tudo feito ontem, hoje, foi só aquecer.
A receita do puré tem "segredos"(não há segredos na cozinha, há técnicas, daí as aspas) que vou passar para quem, tropeçando aqui nesta merda, possa querer.
Puré de batata:
Levam-se duas chalotas a caramelizar com manteiga. Depois de caramelizadas, deita-se leite quente suficiente para tapar as batatas que se vão cozer. Depois de cozidas, passam-se as batatas num passe-vite. (as chalotas podem ir junto com as batatas).A seguir passa-se o puré obtido por um passador com a ajuda de uma colher ou umas varas. Depois leva-se o puré obtido, já passado pelo passador, a um processador -vulgo, Bimby-, durante uns 10 minutos em velocidade alta -aí um 7-.
Se for para ser comido logo, acrescenta-se leite ou natas a gosto e temperos (ervas; pimentas; queijo; chás; açafrão ou que passar pela cabeça) enquanto o preparado é emulsionado na Bimby.
Se não for para ser comido logo, guarda-se no frio e na altura de comer faz-se o passo descrito anteriormente.
O puré vai ficar aveludado e sem grumos.
Dá trabalho? pois dá! mas é por isso que na tasca da esquina se paga 10 euros por uma refeição completa já com bebida e café e se paga 40 ou 50 no restaurante mais ou menos xpto!
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Programa Novas Oportunidades
"Sexo contigo, cada vez melhor."
Penso na sms e encontro elementos comuns a 4 pessoas(duas anas e duas marias, por exemplo). Essas 4 pessoas, mulheres, todas, elogiam/elogiaram o sexo comigo.
Outra, disse um dia: "agora quimica, tesão, à vontade e outras coisas cm tenho ctg ,n se arranjam assim"
Num passado mais longíquo, uma outra falara com uma amiga e dizia-lhe que era pena a distância entre nós, porque de resto até era fixe e que eu era bom na cama.
Ela, diriam os british, my -the- special one, conversando comigo no msn disse isto:
"porque o que eu queria mesmo era isto:
X diz:
ser a tua mulher, a tua puta, a tua companheira, a tua submissa, a tua amiga, a tua dona, a tua escrava. ser debochada contigo, para ti e em função de ti, porque o aprecias, e porque faz parte da tua natureza ser assim. ser capaz de conciliar isso com uma vida normal. ter conforto emocional e afectivo e sermos libertinos e debochados
X diz:
por ser essa a nossa natureza e não outra.
X diz:
o que queria era ter carinho, conforto, amor nos padrões normais, socialmente aceites e manter vivo, porque faz parte da nossa natureza, o deboche, a libertinagem.
X diz:
com a certeza de que no fim continuamos a ser um do outro; mais um do outro"
Também dizia ela, que eu era, de todos, aquele que melhor órgão sexual tinha, que a enchia na perfeição.
Isto tudo para chegar à triste conclusão: será que sou uma espécie de John Holmes, perdido em filosofias, literaturas, quando devia ser um porno-star? Será que, se me deslocasse a um centro de novas oportunidades e construísse um portefolio com base no meu -suposto- desempenho sexual, tinha as minhas competências todas validadas? será que afinal só valho apenas isso? parece que sim. Ao menos sirvo para algo, vá lá vá lá...
Texto originalmente publicado em 2009 aqui pela tasca.
Publicada por Duckman

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Ando com o meu coração à vista de todos para alguém que dele se queira alimentar. Sou eu que quero. Sou eu que digo, "tás a ver o meu coração?! podes levar um bocado se quiseres!" e sorrio. Sorrio sempre, porque sei que estou a dar o que tenho de melhor, o meu coração. Por isso tiro de dentro de mim e ando com ele pela rua a oferecê-lo, como aquelas pessoas que distribuem jornais gratuitos nas filas de trânsito das grandes cidades. Eu faço o mesmo, mas com o meu coração. Ando com ele, espalho-o para quem se queira dele alimentar, como quem dá milho aos pombos. Já aconteceu na minha vida haver quem se tivesse querido alimentar dele. Quem se alimenta do meu coração alimenta-me. Este é o segredo. É por isso que ele nunca acaba. Quando alguém pega um pedaço do meu coração, nascem-me mais pedaços, é por isso que tenho sempre coração para oferecer, ele regenera-se quando o levam. Não tenho muita gente a alimentar-se do meu coração, mas vou conseguindo conservá-lo.
Não quero que o levem e devolvam, quero que o levem, que o tomem seu.
Como um louco ando por todo o lado à pergunta de quem queira o meu coração.
Dou o meu coração a comer.
Aqui, esta é a 3753 vez que o dou a comer.
dizem que deixco o serviço bem feito, vá la vá lá.
Aqui, esta é a 3753 vez que o dou a comer.
dizem que deixco o serviço bem feito, vá la vá lá.
11 de fevereiro de 2014
O sexo tinha hora e local marcado. Apenas isso era por eles controlado, a hora, o local. O que ia entre eles acontecer naquela hora, naquele local já não era por eles controlado.
Depois de ultrapassada a porta e de esta ser fechada, os seres que ali estavam não eram já os mesmos que se haviam encontrado minutos antes. Estavam já transfigurados.
Ele, explodia imediatamente para o exterior, para ela, num frémito avassalador, onde ela o recebia qual esponja, recebia o seu corpo, o peso dele, a pele e o cheiro dela, o calor, era isso que lhe dava vida a ela, ele, inteiro, todo, nela. Ela, toda, inteira, nua na alma, aberta no olhar e nos gemidos. Os corpos entrelaçados, numa complexa filigrana que só eles sabiam tecer. Os corpos sedentos, ávidos, animais descontrolados em busca da luz inaugural. Os corpos violentados, completamente despidos, ultrapassando barreiras definindo linhas concretas naquele espaço que era pequeno para tamanha fome e no entanto sempre o odor do orvalho, a subtileza do perfume de uma fruta acabada de colher. E no entanto, a simbiose entre os corpos.
Era isso que acontecia ali, um espectáculo grandioso, irrepetível a cada momento porque não havia regras, porque era sempre a primeira vez.
Os dois corpos, vida.
Depois de ultrapassada a porta e de esta ser fechada, os seres que ali estavam não eram já os mesmos que se haviam encontrado minutos antes. Estavam já transfigurados.
Ele, explodia imediatamente para o exterior, para ela, num frémito avassalador, onde ela o recebia qual esponja, recebia o seu corpo, o peso dele, a pele e o cheiro dela, o calor, era isso que lhe dava vida a ela, ele, inteiro, todo, nela. Ela, toda, inteira, nua na alma, aberta no olhar e nos gemidos. Os corpos entrelaçados, numa complexa filigrana que só eles sabiam tecer. Os corpos sedentos, ávidos, animais descontrolados em busca da luz inaugural. Os corpos violentados, completamente despidos, ultrapassando barreiras definindo linhas concretas naquele espaço que era pequeno para tamanha fome e no entanto sempre o odor do orvalho, a subtileza do perfume de uma fruta acabada de colher. E no entanto, a simbiose entre os corpos.
Era isso que acontecia ali, um espectáculo grandioso, irrepetível a cada momento porque não havia regras, porque era sempre a primeira vez.
Os dois corpos, vida.
Outra vez, eu, este blog e um fio de cabelo
"Se uma emoção é um conjunto de alterações no estado do corpo associadas a certas imagens mentais que activaram um sistema cerebral específico, a essência do sentir de uma emoção é a experiência dessas alterações em justaposição com as imagens mentais que iniciaram o ciclo."
António Damásio,
o Erro de Descartes
"Afecto: estado psicológico elementar que determina sensações agradáveis ou penosas no indivíduo, em função de sentimentos que nutre em relação a pessoas ou outros seres."
Não digo que seja um gajo perfeito, fisicamente e moralmente. Não o sou certamente. Em tempos tê-lo-ei sido, aliás, fui mesmo. Em 2002 comecei a desgraçar-me, mas até aí, era um gajo certinho. Mas enfim, adiante.
Como fui certa vez apelidado pela minha enorme amiga e grande conhecedora de mim, a Malena, sou muito intenso. É verdade.
E eis que estou num daqueles momentos raros de elevada auto-estima e lucidez aguçada.
Sim sou intenso, sou assim, para o bem e para o mal. Não quero cá merdas light e meio-gordos ou menos gordo, ou menos quente, quero o que as coisas são, como são e mais nada. Não posso comer lagosta todos os dias e beber todos os dias o melhor vinho verde, mas gosto, dentro das minhas possibilidades comer bem. O mesmo com o resto em que me meto. Basta para isso ler isto que alguém um dia escreveu sobre mim e que é verdade em tudo. Por isso, voltando ao título deste texto, estou por inteiro nesta merda a que vulgarmente se chama de blog como procuro estar no dia a dia nas coisas e pessoas que me rodeiam.
Voltemos ao "eu".
Sou um gajo altamente inflamável nos afectos. Facilmente me rasgo em afectos, me desfaço em afectos. me dou completo de afectos, por isso mesmo, há umas quantas pessoas deste mundo que me olham e conhecem não enquanto um gajo descaracterizado que martela teclas num computador e copia imagens sexuais com o rato do seu computador. Não, conhecem-me enquanto a pessoa, com afectos, que está por detrás desta merda vai para 5 anos. E esses afectos estão aqui espalhados. Aliás, não é por acaso que, ao ter recentemente alterado o visual da tasca, coloquei nos "posts" antigos o nome de: "outros pedaços de mim", porque este blog sou eu, por inteiro. Por isso, repito, pela enésima vez, há aqui de tudo.
E chegarem até mim não é difícil. Requer aliás muito pouco esforço. Percorrer o tal fio de cabelo para chegar a mim, não custa rigorosamente nada. Só não o faz quem não quer ou não tem interesse por qualquer razão. Está no seu direito.
Apesar dos meu enormes defeitos, nesta minha vida -a da World Wide Web- sou franco e autêntico. Como a Malena sempre me avisa, devo ter cuidado e não expôr-me tanto. caralho eu tento, mas é-me difícil ser um filho da puta frio e calculista e encarar o sexo e as mulheres como um pedaço de carne que se mastiga e deita fora. É-me difícil encarar a mulher como simplesmente uma cona para foder. É-me difícil encarar a mulher como uma puta de quem me sirvo sem mais para vazar os meus colhões.
É estúpido, porque isso era o que devia fazer. Assim, não eram os meus afectos eram os dos outros e eu tinha dado mais uma foda -ou não- e pronto, não me chateava, não ficava a remoer nas coisas, passava à puta seguinte ou à que tivesse naquela altura disponível para eu vazar os colhões.
A caminho dos 40 anos ainda tenho muito para viver e aprender. Sem dúvida e, apesar de tudo, com muitos afectos para dar a quem quiser e sempre a precisar que me façam o mesmo, que me estendam aquele pequeno fio de cabelo, como eu estendo em cada post aqui, vai já para 5 anos.
10 de fevereiro de 2014
Fui acusado de bulling no curso que frequento. Uma mulher de 44 anos e outra de 32 ou 33 acusaram-me de bulling. É verdade, não estou a brincar. A mim e mais dois colegas. Acusados por duas coelgas mais papistas que o papa.
Agora mesmo, numa aula de pastelaria, ninguém tinha a receita de creme pasteleiro. Fui buscar o meu livro de receitas, abri na página da receita de creme pasteleiro e deixei quem quisesse, que copiasse a receita, incluindo as pessoas que violento e agrido, pelos vistos.
Gosto tanto de dar estaladas de luva branca.
"A ansiedade pode cortar. A ansiedade pode cortar mais do que qualquer faca, mais do que qualquer lâmina. A ansiedade, quando não corta, não é ansiedade. É uma marca branca da ansiedade. É uma quietude. Uma quietude ansiosa. E a ansiedade, quando é ansiedade, não admite uma única gota, um único grama, de quietude. Se é ansiedade: é só ansiedade. Se tem quietude, por mais reduzida que seja a quantidade, não é ansiedade."
Pedro Chagas Freitas,
In Sexus Veritas Vol I, pág324
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9 de fevereiro de 2014
Na falta de c*** para uma ***a, fui à estante.
Vou passar a tarde nisto. Ao menos estou a sorrir e a rir e muito!! Nesta série é quando os 4 fazem uma aposta sobre quem aguenta mais tempo sem se masturbar!!
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8 de fevereiro de 2014
Mesmo depois do sexo ainda havia sexo. Mesmo depois do orgasmo ainda havia prazer. Talvez ela não o soubesse. Talvez ela não soubesse que mesmo depois do sexo ainda havia sexo para ele. Talvez ela não soubesse que mesmo depois do orgasmo anda havia prazer para ele.
Ele observava-a nua. Ele observava os passos dela naquele exíguo espaço. Ele observava-a. Observava os movimentos dela, na sua elegância feminina, discreta. E nesse observar ele centrava-se nas suas pernas, extraordinariamente bem torneadas, robustas, sem nunca deixarem de ser femininas.
Ele observava-a, sempre, mesmo enquanto falam já depois do sexo, já depois do orgasmo.
Ele demorava-se ainda nela.
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